18 novembro 2021
03 novembro 2021
Saiba um pouco mais sobre o violão
Captação
Instrumentos de captação passiva são aqueles em que a vibração captada das cordas pelos captadores é enviada diretamente ao amplificador praticamente sem tratamento eletrônico.
Instrumentos de captação ativa possuem um circuito (alimentado por uma bateria de 9 volts colocada geralmente na parte posterior do instrumento) que submete o som a tratamento antes de o enviar para o amplificador. Desta forma instrumentos com captação ativa possuem mais possibilidades de tratamento e variação dos timbres. O som resultante é mais limpo.
Embora haja hoje uma preferência por instrumentos de captação ativa, existem ainda correntes de músicos que preferem o som mais natural da captação passiva.
Equalizador
O equalizador permite a regulagem do som nos violões elétricos ou eletros-acústicos. Quanto mais bandas ou opções de equalização de agudos, médios e graves, melhor.
Violão Clássico
O violão clássico é feito de madeiras mais nobres e possui excelente sonoridade, normalmente é feito por luthiers.
Violão Acústico
O violão acústico ou "tradicional" é o modelo de violão simples, sem nenhum tipo de captação interna.
Violão Elétrico
Este modelo possui um captador e uma saída onde é encaixado um cabo que conduz o som ao amplificador, mesa ou caixa de som. O violão elétrico dispensa o uso de microfones.
Eletro-acústico
Este modelo possui captador e caixa acústica, ou seja, produz som tanto em seu estado natural quanto ligado à um amplificador.
Cordas Nylon / Aço
O encordoamento, como é chamado o conjunto de cordas do violão, também merece destaque. Pode ser de dois tipos: Nylon ou Aço. A sua escolha depende basicamente do estilo de música que você irá tocar em seu violão. Para MPB ou pagode, por exemplo, muitos músicos preferem o encordoamento de nylon, já para o Rock o mais comum é utilizar cordas de aço. Um jogo de cordas de guitarra ou violão, seja de aço ou nylon, tem sua durabilidade proporcional à qualidade, ao tempo de uso e a manutenção destas cordas. Limpar as cordas com um pano de algodão sempre que você acabar de tocar ajuda, pois evita o acúmulo de sujeira, suor e gordura que, com o tempo, danifica as cordas e, conseqüentemente, o timbre e a afinação de seu instrumento.
Cutaway
Diz respeito ao formato do violão. O formato Cutaway facilita o acesso às notas mais agudas do violão porque possui um pequeno corte. O contraponto é que existe uma pequena perda de volume, e na resposta dos graves.
Acabamento envernizado
O acabamento envernizado garante a proteção da madeira do violão, mantendo a qualidade sonora do instrumento.
Tampo / Lado / Braço
São as partes que compõem o violão. Deve-se ficar atento à madeira utilizada, pois ela é importante na definição das características e da qualidade do instrumento.
Formato
Existem diversos formatos diferentes; o violão flat possui caixa fina, têm menos volume desplugado, mas são mais leves e confortáveis de se usar, principalmente de pé. O violão folk, também conhecido como dreadnought possui um som mais versátil, pesado e metálico. Ele é muito utilizado nas baladas pop/rock, na música folk em si, e no rock em geral (como as canções de Neil Young, por exemplo). Esses violões possuem mais peso, mais médios e agudos. Os violões jumbo são grandões, largos e arredondados. Possuem um grave poderosíssimo, e uma boa separação entre médios e agudos, ideal para baladas blues, dedilhados e canções no estilo James Taylor, por exemplo, pois sua definição de timbre é bem presente.
Melhores Fabricantes
Procurem sempre adquirir violões de boa qualidade; listarei abaixo alguns fabricantes que recomendo e que você pode confiar:
Phoenix, Takamine, Fender, Crafter, Gibson, Tagima, Eagle, Yamaha, Condor, Marquês, Ibanez, Di Giorgio e Giannini.
Importante
Nunca se esqueça de alongar bem antes de tocar para evitar lesões. Não estale os dedos; apenas alongue.
Trabalho e pesquisa realizados por Ludilan Tavares Marzano com o objetivo de orientar os iniciantes na música e os que estão interessados em adquirir um violão.
18 agosto 2021
Como classificar os intervalos
05 maio 2021
Dicas para violão - Saiba como trocar as cordas
Solte as cordas de suas
tarraxas
As tarraxas são aquelas pequenas pecinhas que se encontram na mão do violão. Elas são responsáveis por prender ou soltar as cordas. Na hora de trocar as cordas, basta desenrolá-las até o final, girando as tarraxas, para então soltá-las. Você precisa prestar bastante atenção na posição em que as cordas estavam antes de serem desenroladas para que consiga enrolar as novas da mesma forma e evitar problemas. Uma dica para evitar confusão é sempre trocar uma corda por vez.
Solte as cordas do cavalete
do violão
Esse passo exige um pouco mais de cuidado, já que cada violão tem um modelo diferente de cavalete. Se o cavalete do seu violão for de pino, será preciso puxá-lo e soltá-lo com ajuda de um alicate pequeno, com muito cuidado para não estragar o pino (ou o violão). Feito isso, é preciso retirar a corda que estará por baixo do pino. Se o instrumento for do tipo que as cordas ficam amarradas, você terá que desamarrá-las e, de preferência, trocar por modelo que tenha alguma bolinha na ponta da corda, algo que possa ser usado para prendê-la sem que seja preciso dar nó depois. Após retirar as cordas por completo, já é possível colocar as novas cordas.
Prenda as novas cordas no
rastilho do violão
A dica de dar preferência a
cordas que tenham alguma bolinha ou outro tipo de ponta para ajudar a
prendê-las no rastilho vai te ajudar muito a ter menos trabalho, sem que você
precise dar nós. Agora, se você já tem
um jogo de cordas sem bolinhas, em que será preciso dar nós, certifique-se de
que tais nós estejam muito bem dados e as cordas não se soltarão, pois se isso
acontecer todo seu esforço será perdido, e você terá que refazer o trabalho de
colocar as cordas (caso contrário, o instrumento irá desafinar conforme a corda
for se soltando). Enrole as novas cordas nas tarraxas Essa é uma das partes
mais simples, porém é preciso prestar atenção para não cometer erros. As cordas
precisam ser presas exatamente nas mesmas tarraxas das quais as antigas foram
soltas. Além disso, é preciso que cada
uma seja amarrada de maneira bem firme e rente, sempre apertando no sentido
anti-horário. Por isso batemos na tecla
de que é preciso prestar muita atenção para saber em que posição as cordas
velhas estavam quando foram retiradas. Outra possibilidade é a de trocar uma
por vez para não errar.
17 março 2021
Cordas de Violão - Dicas importantes
Há dois tipos de acordoamentos:
1. Nylon
2. Aço
Atenção, há uma regra a ser respeitada!
Se o violão foi confeccionado para cordas de nylon, não devemos trocar para aço pois mudaria totalmente o timbre e vice-versa, não colocar nylon em violões de aço.
DICAS IMPORTANTES PARA SE COMPRAR CORDAS:
- Quanto maior tensão mais grossa é a corda, ganha-se no volume mas a corda fica mais dura para se tocar.
- Quanto menor a tensão, mais fina é a corda, porém se perde no volume, a vantagem é que fica mais leve para se tocar.
MARCAS:
Se você é iniciante, e se o seu violão acústico ou elétrico e as cordas são de nylon, eu aconselho cordas da Gianinni. Essas cordas tem para violão clássico e para MPB. Para quem toca violão para acompanhamento das vozes, o indicado é o encordoamento Gianinni MPB. Também as cordas importadas D'Addario nylon de tensão normal são boas e não são tão caras. O melhor é ter um encordoamento de maior tensão possível, mas que não seja tão grossa pois ficaria dura.
Para violões elétricos de aço, eu aconselho as cordas importadas da D'Addario, mas preste atenção nas tensões e na medida, 0.9 é muito fina, de baixo volume e desafina com mais facilidade, porém é muito mais leve e indicado para quem toca solo.
A medida 0.10 e 0.11 são mais grossas, de maior volume e segura melhor afinação, mas quanto mais grossa, mais dura de tocar, são indicadas para quem toca harmonia, ou seja, acordes e batidas.
CUIDADOS:
- Muito calor e muito frio alteram as cordas e podem arrebentar facilmente.
- Nunca toque com as mãos sujas, oleosas ou suadas.
- Ao limpar as cordas use pano seco e não passe produtos químicos.
- Não deixe seu instrumento encostado em uma parede que tem acesso ao frio e calor, isto pode afetar.
- Não deixe seu instrumento deitado, e não coloque nada em cima dele, no braço e muito menos nas cordas.
09 setembro 2020
Campo Harmônico - Explicações Básicas
Sem dúvida este é um dos assuntos mais
importantes para quem quer realmente se tornar músico, pois o campo harmônico
nos dá a completa visão das possibilidades harmônicas que temos assim como toda
a visualização de escalas, tornando assim o estudo puramente matemático e
claro. Primeiramente temos que entender para quê serve o campo harmônico, qual
sua finalidade.
Campo harmônico é um
conjunto de acordes formados a partir de uma determinada escala. Tome como
exemplo a escala de dó maior: C, D, E, F, G, A, B.
Como formar um campo
harmônico
Para cada nota dessa escala, iremos montar um acorde. Vamos ter, portanto, sete acordes, que serão os acordes do campo harmônico de dó maior. Para cada nota da escala, o acorde respectivo será formado utilizando o primeiro, o terceiro e o quinto graus (contados a partir dessa nota, em cima dessa mesma escala). Vamos começar com a nota C. O primeiro grau é o próprio C. O terceiro grau, contando a partir de C, é E. O quinto grau, contando a partir de C, é G.
Acordes do campo harmônico
de dó maior
O primeiro acorde do campo
harmônico de dó maior é formado então pelas notas C, E, G (repare que esse é o
acorde de dó maior, pois E é a terça maior de Dó). Agora vamos montar o acorde
da próxima nota da escala, que é D. O primeiro grau é o próprio D. O terceiro
grau, contando a partir de D, nessa escala, é F. O quinto grau, contando a
partir de D, é A. Portanto, o segundo acorde do nosso campo harmônico é formado
pelas notas D, F e A (repare que esse é o acorde de Ré menor, pois a nota F é a
terça menor de D).Você deve estar percebendo até aqui que estamos montando os
acordes do campo harmônico pensando nas tríades e utilizando somente as notas
que aparecem na escala em questão (escala de dó maior). Depois de montar a
tríade, observamos se a terça de cada acorde ficou maior ou menor. Você pode
também conferir a quinta de cada acorde, mas vai notar que ela sempre vai
acabar sendo a quinta justa, exceto no último acorde, que vai ter a quinta bemol.
É um bom exercício você tentar montar os acordes restantes desse campo
harmônico. Confira depois com a tabela abaixo:
O campo harmônico traduz na
verdade algo que nós sabemos por instinto, por exemplo, quando você esta
compondo uma musica, instintivamente você tenta achar uma seqüência melódica
que te agrade, e nas tentativas, é claro que as vezes tocamos seqüências de
acordes que parecem não combinar entre si, isso se deve ao fato de que existe
uma seqüência de acordes que se combinam, existe portanto uma seqüência
melódica, por exemplo, seria a diferença de tocar em seqüência um acorde maior/
menor/ menor/ menor/ menor/ maior temos uma progressão, que quando tocada soa
estranho, isso porque existe uma regra para combinação de acordes, isso não
pode ser feito aleatoriamente, você terá um efeito horrível se você tocar uma
seqüência :
Cm Dm Em Fm Gm Am Bm
Isso não pode ser feito,
então o campo harmônico serve para nos mostrar a sequência de acordes que irá
soar perfeitamente e aonde estariam as escalas para aplicação. Vendo o campo,
perceba que ele é composto por 7 graus, a escala musical é composta por sete
notas, portanto uma seqüência melódica de acordes está relacionado com a escala
musical que é a base de tudo. Na segunda aula analisaremos como é o vínculo
entre as escalas e os acordes. Veja no campo harmônico a seqüência de acordes
com suas respectivas sétimas:
C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7
Bm7(b5)
Pois bem aqui temos o campo
harmônico natural, ele servirá de base para criarmos os outros. Agora feito o primeiro
campo temos uma definição sobre os graus.
I7M IIm7 IIIm7 IV7M V7 VIm7
VIIm7(b5)
Antes de seguir adiante vou explicar porque o sétimo grau é chamado de meio diminuto. A explicação básica do campo harmônico natural é que você tem uma seqüência de acordes que casam com as escalas, e que nenhum dos acordes e escalas nesse posicionamento tem sustenidos ou bemóis, pois bem faça um acorde de B, tanto faz ser maior ou menor, veja que notas fazem parte do acorde.... você irá achar o F#! Ele é a quinta justa de B! Quinta justa seria o seguinte, quando você monta, por exemplo, o modelo maior ou menor da corda E ou A, existe um modelo para o acorde certo? Note que onde está o dedo 3 no acorde corresponde a quinta do acorde, a quinta justa então seria sempre onde está seu dedo 3, é chamado quinta justa porque a quinta de B é na verdade, vamos contar juntos B/C/D/E/F 1/2/3/4/5, é a nota F, mas montando um acorde, a quinta é F#, baseado que no campo harmônico natural não pode haver sustenidos, temos que tirar esse sustenido do acorde! Temos dois modelos para esse grau o meio diminuto e o quinta aumentada, ora a quinta justa de B é F# ,a quinta aumentada é G! Tiramos o sustenido que não pode ter!
Agora como faremos para
entender e criar os outros campos?
Agora você sabe quais acordes se casam, mas veja bem, existe sempre as exceções, muitas musicas são criadas com 2 campos diferentes, ou até 3, mas agora tudo têm uma explicação lógica e matemática, 2 casos comuns é em uma determinada música, ela se progredir para um outro campo harmônico. Então o campo harmônico além de facilitar o seu trabalho de composição, já te mostra onde estão as escalas para solar, já lhe dá opções de acordes e facilita e muito para tirar músicas de ouvido, ache dois, três acordes e tente identificar em que campo está, você poderá tirar o resto vendo quais os acordes que fazem parte do campo, e para solos ficará muito mais fácil tirá-lo, sabendo onde estão as escalas. Se uma música contém os acordes do campo harmônico maior de dó, significa que a música está em dó maior. Com isso, sabemos que a escala a ser utilizada para fazer um solo, improvisar, criar riffs, etc. em cima da música é a escala de dó maior. Portanto, conhecer os campos harmônicos tem uma grande utilidade: esse conhecimento permite que saibamos as notas que podemos usar para fazer arranjos em cima de uma determinada música. Conhecendo bem os desenhos das escalas, nada impede que possamos criar solos e arranjos automaticamente (habilidade conhecida como improviso).





























