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03 novembro 2021

Saiba um pouco mais sobre o violão


  Um dos instrumentos musicais mais populares do mundo, o violão é uma excelente forma de se iniciar na música. Existem violões feitos especialmente para os mais diversos estilos, do rock ao clássico. Na hora de escolher é bom estar atento à madeira utilizada e ao acabamento do instrumento, pois eles são fundamentais para definir a qualidade sonora do violão. No caso do violão elétrico, um bom captador, com opções de ajustes de som, como agudos, médios graves, é imprescindível.Conheça melhor alguns termos utilizados na descrição do instrumento:  
Captação
  Instrumentos de captação passiva são aqueles em que a vibração captada das cordas pelos captadores é enviada diretamente ao amplificador praticamente sem tratamento eletrônico.
  Instrumentos de captação ativa possuem um circuito (alimentado por uma bateria de 9 volts colocada geralmente na parte posterior do instrumento) que submete o som a tratamento antes de o enviar para o amplificador. Desta forma instrumentos com captação ativa possuem mais possibilidades de tratamento e variação dos timbres. O som resultante é mais limpo.
  Embora haja hoje uma preferência por instrumentos de captação ativa, existem ainda correntes de músicos que preferem o som mais natural da captação passiva.


Equalizador
  O equalizador permite a regulagem do som nos violões elétricos ou eletros-acústicos. Quanto mais bandas ou opções de equalização de agudos, médios e graves, melhor.

Violão Clássico
  O violão clássico é feito de madeiras mais nobres e possui excelente sonoridade, normalmente é feito por luthiers.

Violão Acústico
  O violão acústico ou "tradicional" é o modelo de violão simples, sem nenhum tipo de captação interna.

Violão Elétrico
  Este modelo possui um captador e uma saída onde é encaixado um cabo que conduz o som ao amplificador, mesa ou caixa de som. O violão elétrico dispensa o uso de microfones.

Eletro-acústico
  Este modelo possui captador e caixa acústica, ou seja, produz som tanto em seu estado natural quanto ligado à um amplificador.

Cordas Nylon / Aço
  O encordoamento, como é chamado o conjunto de cordas do violão, também merece destaque. Pode ser de dois tipos: Nylon ou Aço. A sua escolha depende basicamente do estilo de música que você irá tocar em seu violão. Para MPB ou pagode, por exemplo, muitos músicos preferem o encordoamento de nylon, já para o Rock o mais comum é utilizar cordas de aço. Um jogo de cordas de guitarra ou violão, seja de aço ou nylon, tem sua durabilidade proporcional à qualidade, ao tempo de uso e a manutenção destas cordas. Limpar as cordas com um pano de algodão sempre que você acabar de tocar ajuda, pois evita o acúmulo de sujeira, suor e gordura que, com o tempo, danifica as cordas e, conseqüentemente, o timbre e a afinação de seu instrumento.

  Cutaway
  Diz respeito ao formato do violão. O formato Cutaway facilita o acesso às notas mais agudas do violão porque possui um pequeno corte. O contraponto é que existe uma pequena perda de volume, e na resposta dos graves.
Acabamento envernizado
  O acabamento envernizado garante a proteção da madeira do violão, mantendo a qualidade sonora do instrumento.

Tampo / Lado / Braço
  São as partes que compõem o violão. Deve-se ficar atento à madeira utilizada, pois ela é importante na definição das características e da qualidade do instrumento.

Formato
  Existem diversos formatos diferentes; o violão flat possui caixa fina, têm menos volume desplugado, mas são mais leves e confortáveis de se usar, principalmente de pé. O violão folk, também conhecido como dreadnought possui um som mais versátil, pesado e metálico. Ele é muito utilizado nas baladas pop/rock, na música folk em si, e no rock em geral (como as canções de Neil Young, por exemplo). Esses violões possuem mais peso, mais médios e agudos. Os violões jumbo são grandões, largos e arredondados. Possuem um grave poderosíssimo, e uma boa separação entre médios e agudos, ideal para baladas blues, dedilhados e canções no estilo James Taylor, por exemplo, pois sua definição de timbre é bem presente.

Melhores Fabricantes
  Procurem sempre adquirir violões de boa qualidade; listarei abaixo alguns fabricantes que recomendo e que você pode confiar:
Phoenix, Takamine, Fender, Crafter, Gibson, Tagima, Eagle, Yamaha, Condor, Marquês, Ibanez, Di Giorgio e Giannini.


Importante

  Nunca se esqueça de alongar bem antes de tocar para evitar lesões. Não estale os dedos; apenas alongue.


  Trabalho e pesquisa realizados por Ludilan Tavares Marzano com o objetivo de orientar os iniciantes na música e os que estão interessados em adquirir um violão.

 

18 agosto 2021

Como classificar os intervalos

 

  Chama-se intervalo a diferença em altura entre duas notas musicais. O intervalo é o mesmo tanto quando as notas soam juntas (intervalo harmônico) como quando soam uma após outra (intervalo melódico). Os intervalos no caso de duas notas com a mesma altura são chamados de uníssonos. No caso de duas notas com uma oitava de distancia são chamados de oitavas. Os intervalos podem ser identificados por sua posição na escala diatônica. O mais fundamental de todos os intervalos é o de oitava; ele determina a primeira e a ultima nota da escala.

  Todos os outros intervalos são então, nomeados de acordo com sua distancia da primeira nota da escala. São chamados então, de segundas, terças, quartas, quintas, sextas e sétimas.  Esse sistema cobre as oito notas da escala maior diatônica (incluindo a oitava). A oitava é dividida em doze semitons produzindo treze notas diferentes incluindo a oitava. Há um sistema que define cada intervalo como sendo justo, maior, menor, aumentado e diminuto.

  Entre os intervalos diatônicos o termo justo aplica-se á quarta, á quinta e a oitava. Os intervalos de segunda, terça, sexta e sétima podem ser tanto maiores como menores. O intervalo formado entre a tônica e a nota situada entre a quarta e a quinta pode ser chamado tanto de quarta aumentada como de quinta diminuta.


CLASSIFICAÇÃO DOS INTERVALOS

Os intervalos são assim classificados:

Quando abaixado em um semitom (1 casa), um intervalo maior torna-se menor.

Quando elevado em um semitom (1 casa), um intervalo menor torna-se maior.

Quando elevado em um semitom (1 casa), um intervalo maior torna-se aumentado.

Quando abaixado em um semitom (1 casa), um intervalo menor torna-se diminuto.

Quando elevado em um semitom (1 casa), um intervalo justo torna-se aumentado.

Quando abaixado em um semitom (1 casa), um intervalo justo torna-se diminuto.


05 maio 2021

Dicas para violão - Saiba como trocar as cordas

 


Solte as cordas de suas tarraxas


   As tarraxas são aquelas pequenas pecinhas que se encontram na mão do violão. Elas são responsáveis por prender ou soltar as cordas. Na hora de trocar as cordas, basta desenrolá-las até o final, girando as tarraxas, para então soltá-las.  Você precisa prestar bastante atenção na posição em que as cordas estavam antes de serem desenroladas para que consiga enrolar as novas da mesma forma e evitar problemas. Uma dica para evitar confusão é sempre trocar uma corda por vez.

Solte as cordas do cavalete do violão


   Esse passo exige um pouco mais de cuidado, já que cada violão tem um modelo diferente de cavalete. Se o cavalete do seu violão for de pino, será preciso puxá-lo e soltá-lo com ajuda de um alicate pequeno, com muito cuidado para não estragar o pino (ou o violão). Feito isso, é preciso retirar a corda que estará por baixo do pino.  Se o instrumento for do tipo que as cordas ficam amarradas, você terá que desamarrá-las e, de preferência, trocar por modelo que tenha alguma bolinha na ponta da corda, algo que possa ser usado para prendê-la sem que seja preciso dar nó depois. Após retirar as cordas por completo, já é possível colocar as novas cordas.

Prenda as novas cordas no rastilho do violão


   A dica de dar preferência a cordas que tenham alguma bolinha ou outro tipo de ponta para ajudar a prendê-las no rastilho vai te ajudar muito a ter menos trabalho, sem que você precise dar nós.  Agora, se você já tem um jogo de cordas sem bolinhas, em que será preciso dar nós, certifique-se de que tais nós estejam muito bem dados e as cordas não se soltarão, pois se isso acontecer todo seu esforço será perdido, e você terá que refazer o trabalho de colocar as cordas (caso contrário, o instrumento irá desafinar conforme a corda for se soltando). Enrole as novas cordas nas tarraxas Essa é uma das partes mais simples, porém é preciso prestar atenção para não cometer erros. As cordas precisam ser presas exatamente nas mesmas tarraxas das quais as antigas foram soltas.  Além disso, é preciso que cada uma seja amarrada de maneira bem firme e rente, sempre apertando no sentido anti-horário.  Por isso batemos na tecla de que é preciso prestar muita atenção para saber em que posição as cordas velhas estavam quando foram retiradas. Outra possibilidade é a de trocar uma por vez para não errar.


17 março 2021

Cordas de Violão - Dicas importantes

 


 Há dois tipos de acordoamentos:  

1. Nylon

2. Aço 

Atenção, há uma regra a ser respeitada! 

   Se o violão foi confeccionado para cordas de nylon, não devemos trocar para aço pois mudaria totalmente o timbre e vice-versa, não colocar nylon em violões de aço. 

DICAS IMPORTANTES PARA SE COMPRAR CORDAS: 

- Quanto maior tensão mais grossa é a corda, ganha-se no volume mas a corda fica mais dura para se tocar. 

- Quanto menor a tensão, mais fina é a corda, porém se perde no volume, a vantagem é que fica mais leve para se tocar. 

MARCAS:

   Se você é iniciante, e se o seu violão acústico ou elétrico e as cordas são de nylon, eu aconselho cordas da Gianinni. Essas cordas tem para violão clássico e para MPB. Para quem toca violão para acompanhamento das vozes, o indicado é o encordoamento Gianinni MPB. Também as cordas importadas D'Addario nylon de tensão normal são boas e não são tão caras. O melhor é ter um encordoamento de maior tensão possível, mas que não seja tão grossa pois ficaria dura.

   Para violões elétricos de aço, eu aconselho as cordas importadas da D'Addario, mas preste atenção nas tensões e na medida, 0.9 é muito fina, de baixo volume e desafina com mais facilidade, porém é muito mais leve e indicado para quem toca solo.

   A medida 0.10 e 0.11 são mais grossas, de maior volume e segura melhor afinação, mas quanto mais grossa, mais dura de tocar, são indicadas para quem toca harmonia, ou seja, acordes e batidas.

CUIDADOS:

- Muito calor e muito frio alteram as cordas e podem arrebentar facilmente.

- Nunca toque com as mãos sujas, oleosas ou suadas.

- Ao limpar as cordas use pano seco e não passe produtos químicos.

- Não deixe seu instrumento encostado em uma parede que tem acesso ao frio e calor, isto pode afetar.

- Não deixe seu instrumento deitado, e não coloque nada em cima dele, no braço e muito menos nas cordas.


09 setembro 2020

Campo Harmônico - Explicações Básicas

 


  Sem dúvida este é um dos assuntos mais importantes para quem quer realmente se tornar músico, pois o campo harmônico nos dá a completa visão das possibilidades harmônicas que temos assim como toda a visualização de escalas, tornando assim o estudo puramente matemático e claro. Primeiramente temos que entender para quê serve o campo harmônico, qual sua finalidade.

Campo harmônico é um conjunto de acordes formados a partir de uma determinada escala. Tome como exemplo a escala de dó maior: C, D, E, F, G, A, B.

Como formar um campo harmônico

  Para cada nota dessa escala, iremos montar um acorde. Vamos ter, portanto, sete acordes, que serão os acordes do campo harmônico de dó maior. Para cada nota da escala, o acorde respectivo será formado utilizando o primeiro, o terceiro e o quinto graus (contados a partir dessa nota, em cima dessa mesma escala). Vamos começar com a nota C. O primeiro grau é o próprio C. O terceiro grau, contando a partir de C, é E. O quinto grau, contando a partir de C, é G.

Acordes do campo harmônico de dó maior

   O primeiro acorde do campo harmônico de dó maior é formado então pelas notas C, E, G (repare que esse é o acorde de dó maior, pois E é a terça maior de Dó). Agora vamos montar o acorde da próxima nota da escala, que é D. O primeiro grau é o próprio D. O terceiro grau, contando a partir de D, nessa escala, é F. O quinto grau, contando a partir de D, é A. Portanto, o segundo acorde do nosso campo harmônico é formado pelas notas D, F e A (repare que esse é o acorde de Ré menor, pois a nota F é a terça menor de D).Você deve estar percebendo até aqui que estamos montando os acordes do campo harmônico pensando nas tríades e utilizando somente as notas que aparecem na escala em questão (escala de dó maior). Depois de montar a tríade, observamos se a terça de cada acorde ficou maior ou menor. Você pode também conferir a quinta de cada acorde, mas vai notar que ela sempre vai acabar sendo a quinta justa, exceto no último acorde, que vai ter a quinta bemol. É um bom exercício você tentar montar os acordes restantes desse campo harmônico. Confira depois com a tabela abaixo:


   O campo harmônico traduz na verdade algo que nós sabemos por instinto, por exemplo, quando você esta compondo uma musica, instintivamente você tenta achar uma seqüência melódica que te agrade, e nas tentativas, é claro que as vezes tocamos seqüências de acordes que parecem não combinar entre si, isso se deve ao fato de que existe uma seqüência de acordes que se combinam, existe portanto uma seqüência melódica, por exemplo, seria a diferença de tocar em seqüência um acorde maior/ menor/ menor/ menor/ menor/ maior temos uma progressão, que quando tocada soa estranho, isso porque existe uma regra para combinação de acordes, isso não pode ser feito aleatoriamente, você terá um efeito horrível se você tocar uma seqüência :

Cm Dm Em Fm Gm Am Bm

   Isso não pode ser feito, então o campo harmônico serve para nos mostrar a sequência de acordes que irá soar perfeitamente e aonde estariam as escalas para aplicação. Vendo o campo, perceba que ele é composto por 7 graus, a escala musical é composta por sete notas, portanto uma seqüência melódica de acordes está relacionado com a escala musical que é a base de tudo. Na segunda aula analisaremos como é o vínculo entre as escalas e os acordes. Veja no campo harmônico a seqüência de acordes com suas respectivas sétimas:

C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(b5)

   Pois bem aqui temos o campo harmônico natural, ele servirá de base para criarmos os outros. Agora feito o primeiro campo temos uma definição sobre os graus.

I7M IIm7 IIIm7 IV7M V7 VIm7 VIIm7(b5)

   Antes de seguir adiante vou explicar porque o sétimo grau é chamado de meio diminuto. A explicação básica do campo harmônico natural é que você tem uma seqüência de acordes que casam com as escalas, e que nenhum dos acordes e escalas nesse posicionamento tem sustenidos ou bemóis, pois bem faça um acorde de B, tanto faz ser maior ou menor, veja que notas fazem parte do acorde.... você irá achar o F#! Ele é a quinta justa de B!  Quinta justa seria o seguinte, quando você monta, por exemplo, o modelo maior ou menor da corda E ou A, existe um modelo para o acorde certo? Note que onde está o dedo 3 no acorde corresponde a quinta do acorde, a quinta justa então seria sempre onde está seu dedo 3, é chamado quinta justa porque a quinta de B é na verdade, vamos contar juntos B/C/D/E/F 1/2/3/4/5, é a nota F, mas montando um acorde, a quinta é F#, baseado que no campo harmônico natural não pode haver sustenidos, temos que tirar esse sustenido do acorde! Temos dois modelos para esse grau o meio diminuto e o quinta aumentada, ora a quinta justa de B é F# ,a quinta aumentada é G! Tiramos o sustenido que não pode ter!

Agora como faremos para entender e criar os outros campos?

   Agora você sabe quais acordes se casam, mas veja bem, existe sempre as exceções, muitas musicas são criadas com 2 campos diferentes, ou até 3, mas agora tudo têm uma explicação lógica e matemática, 2 casos comuns é em uma determinada música, ela se progredir para um outro campo harmônico. Então o campo harmônico além de facilitar o seu trabalho de composição, já te mostra onde estão as escalas para solar, já lhe dá opções de acordes e facilita e muito para tirar músicas de ouvido, ache dois, três acordes e tente identificar em que campo está, você poderá tirar o resto vendo quais os acordes que fazem parte do campo, e para solos ficará muito mais fácil tirá-lo, sabendo onde estão as escalas.  Se uma música contém os acordes do campo harmônico maior de dó, significa que a música está em dó maior. Com isso, sabemos que a escala a ser utilizada para fazer um solo, improvisar, criar riffs, etc. em cima da música é a escala de dó maior. Portanto, conhecer os campos harmônicos tem uma grande utilidade: esse conhecimento permite que saibamos as notas que podemos usar para fazer arranjos em cima de uma determinada música. Conhecendo bem os desenhos das escalas, nada impede que possamos criar solos e arranjos automaticamente (habilidade conhecida como improviso).

06 março 2020

Dicas para tocar com palheta


Qual palheta devo comprar?

  Existem vários tipos de palhetas, que variam de tamanho e espessura. Geralmente, os iniciantes acham mais fácil usar palhetas com pouca espessura para fazer ritmos e palhetas com espessura média para solos.  Isso não é uma regra, quando você estiver se sentindo um pouco mais confortável no violão seus dedos vão te dizer qual é o melhor tipo de palheta para você.

Usar ou não a palheta

   Observando vários casos ao longo dos anos, vários músicos e como tocam, vejo que não há uma regra obrigatória de usar ou não a palheta. Mas, podemos partir de um princípio comum. Geralmente, é isso que vemos: a palheta é utilizada em gêneros de música popular e a mão pura (sem palheta) no violão erudito. Apesar de que, alguns gêneros populares também usam a mão sem palheta, como por exemplo a MPB, a Bossa Nova, etc. A diferença é o esmero técnico. Os gêneros populares são mais livres. O posicionamento da mão que dedilha nesses casos é mais a gosto do executante. O que não ocorre no violão erudito, pois a mão que dedilha é posicionada seguindo-se uma escola acadêmica tradicional. O aluno que for estudar violão erudito provavelmente terá sua mão reposicionada pelo professor de acordo com os padrões acadêmicos que ele segue.

Os tipos de palhetas

   Um pequeno equipamento, mas de grande relevância. As palhetas têm formatos dos mais variados, materiais que vão desde celulóide a casco de tartaruga e ainda diferentes espessuras. Essas são as três principais características na hora de escolher a palheta correta para o que você toca. Esse último elemento – a espessura – é o mais importante de todos.

Espessuras das Palhetas

   A espessura da palheta influencia muito na “pegada” do músico. As palhetas proporcionam um maior contraste sonoro de acordo com os diferentes locais de onde se dá a palhetada. Existem 5 tipos. Lembrando que a espessura varia um pouco entre diferentes marcas, mas em geral são assim: XL – Extrafina (Extra Thin ou Extra Light) T – Fina (Thin) M – Média (Medium) H – Pesada (Heavy) XH – Extrapesada (Extra Heavy).



UM POUCO SOBRE A APLICAÇÃO DE CADA ESPESSURA DE PALHETA

Extrafina (abaixo de 0,40 mm) – A menos popular de todas. São usadas para casos bem específicos. Ex: acordes mais suaves. A palheta extrafina produz um som de click, já que são mais moles. Tem muito guitarrista que não curte esse “barulhinho”.
Leve (0,40 mm – 0,63 mm) – As palhetas leves (ou finas) são bastantes flexíveis e muito confortáveis e, por isso, também são boas para fazer acompanhamentos. Produzem um efeito percussivo interessante e um som mais turvo. Por ter uma maior elasticidade e conforto são usadas para fazer base.
   As leves também produzem o ruído de palheta, o tal click que falamos no tópico acima, mas menos perceptível. Um problema das palhetas mais finas é que elas tendem a quebrar ou rachar com mais facilidade.
Médias (0.63 mm – 0.85 mm) – Um excelente meio termo. As médias surgem por uma boa pedida para quem quer fazer licks e bends. Essas palhetas são as mais usadas entre as leves, médias e pesadas. O motivo é que o guitarrista tem uma adaptação mais fácil, já que elas têm uma flexibilidade menor que as leves, mas conseguem imprimir mais força nas cordas.
   Quem ainda não tem as manhas de tocar com palhetas mais espessas, as médias são bastante usadas como treino de transição.
   Pesada (0.85 mm – 1.22 mm) – Em inglês: heavy! Essas palhetas são ideais para solos.  São mais rígidas e produzem um som mais nítido, claro e limpo. Sem falar que o som fica mais definido e fácil de controlar.
   A ideia aqui é tirar um som mais agressivo nas notas. As palhetas mais espessas tendem a se desgastar menos e duram mais.
Extrapesadas (1.2 mm para mais) – Essa é a praia dos baixistas. Palhetas tornam o som mais forte e ajudam na sincronia com o batera! Os jazzistas também curtem tocar com esse tipo de palheta.
   Mas vale deixar um esclarecimento aqui. Experimentar é o melhor caminho. Só assim você vai escolher sua preferida.



MATERIAL DAS PALHETAS

   Haja variedade! As palhetas mais comuns são feitas de PLÁSTICO e é possível encontrar de vários tipos. Mas mesmo falando de plástico, existem muitas variações!

Veja as principais:

Celuloide: A grande maioria das palhetas é deste material. Foi o primeiro plástico usado para produzir palhetas. Gera uma alta qualidade de som. São bem populares, porém não são tão resistentes.
Nylon: Por ser um material bastante flexível podem ser feitas palhetas bem finas. Um problema é que o nylon perde a flexibilidade depois de 1 ou 2 meses de uso intenso. Assim, a possibilidade de quebrar é mais alta.
Acrílico: Material de grande resistência ao impacto. O acrílico é rígido e leve. Não é quebradiço, é um polímero sem ranhuras e normalmente não trinca. Outra vantagem é que pode ser cortada em quase várias formas, tamanhos e espessuras.
Metal: Palhetas feitas de aço geram um som muito mais limpo que palhetas de plástico. Entretanto gastam as cordas mais rapidamente e desafinam mais facilmente o instrumento, principalmente os acústicos.
Madeira: As palhetas de madeira produzem um som mais abafado se comparadas com as palhetas de plástico. O motivo desse som único são as diferenças de densidade, estrutura das células e ainda a dureza de cada madeira. Somente madeira mais dura é usada na fabricação de palhetas, do contrário, elas não suportariam a “força do rock”.
Casco de Tartaruga: Crime ambiental? Tortura animal? Os questionamentos são muitos e as opiniões polêmicas a respeito de usar casco de tartaruga. Na verdade, esse tipo de material praticamente não é mais usado para fabricar palhetas – já que a prática foi PROIBIDA.
Vidro: Não sei se vocês já tocaram com palhetas de vidro, mas elas existem. É um material relativamente mais duro e pesado se comparado com metal ou plástico.

FORMATOS

   As clássicas palhetas triangulares (Padrão ou Standard): as mais usadas e as melhores para palhetadas. Outro formato bastante comum são as que têm forma de gota – boas para mandar um som mais suave. Tem ainda as elípticas que são geralmente usadas por baixistas, já que são maiores e fortes. As palhetas chamadas de barbatana de tubarão têm um formato que lembram, de fato, barbatanas. São, geralmente, do tamanho das palhetas padrão.
   Os formatos são infinitos. Aqui reina a criatividade e o gosto depende de cada um.
A palheta para violão e guitarra também é conhecida como plectro. O certo é segurá-la entre seu polegar e seu indicador firme o suficiente só para fazê-la raspar nas cordas. Não segure a palheta com muita força, como se você quisesse arrancar as cordas com ela. Deixe-a raspar suavemente. Tal é válido tanto para violão quanto para guitarra. Pratique o jeito certo de palhetar até conseguir tirar um som limpo e claro. Escolha um tamanho de palheta bom para você e mãos à obra!

   Segure a palheta entre o polegar e o indicador. Quase metade da palheta ficará encoberta pelos seus dedos – algumas palhetas possuem um sulco no corpo, que indica a posição de segurá-la. A pegada deve ser firme, mas não tanto que a ponta não consiga se mexer. Não a deixe muito frouxa também, pois ela pode escapar da sua mão.
   Decida o seu som. A maioria das marcas pode ser comprada por espessura. Elas vêm rotuladas como "thin" (fina), "medium" (média), ou "thick" (grossa), acompanhadas pela espessura em milímetros. A maioria das palhetas varia de espessura entre 0.4 mm e 3 mm. Comece experimentando uma média, entre 0.60 e 0.80 mm.[4]
   As palhetas finas variam de 0.40 a 0.60 mm. Quando você toca violão ou quer um som de guitarra carregado no agudo, essas palhetas são as melhores. Elas são usadas normalmente para preencher a base e fazer um meio termo em músicas de rock, pop e country. Mas elas não têm peso suficiente para fazer base e solo sozinhas no rock.
   As palhetas médias vão de 0.60 a 0.80 mm. Em questão de espessura, essas são as mais populares. Elas são uma boa combinação de rigidez e flexibilidade que funciona bem para base de violão e para solos de guitarra. Elas não são ideais para solos mais poderosos e nem para batidas mais agitadas, mas não deixam de ser versáteis.
   Acima de 0.80 mm, a palheta pode ser considerada grossa. Com as menores espessuras dessa categoria você ainda vai ter um pouco de flexibilidade para fazer alguma batida, mas também vai ter firmeza suficiente para fazer arpejos e solos. Acima de 1.5 mm, você começa a ter tons cada vez mais limpos, macios e quentes. Seu som vai começar a ficar mais profundo com as palhetas mais grossas: de 1,5 a 3 mm. Essas são usadas por músicos de jazz e metal.
   Os materiais da palheta. As mais baratas são feitas de plástico e são suficientemente boas para principiantes. E não tem problema se ela desgastar rapidamente, basta adquirir outra.[5]
   Também existem palhetas feitas de borracha pesada ou metal. Elas são desenvolvidas para a prática de alguns estilos específicos. As de metal dão um som bem agudo enquanto que as de borracha, produzem um som grave e profundo.
Teste alguns tipos de palheta antes de se decidir por um. Você vai achar palhetas em lojas de música, algumas lojas de rock e, certamente, online. Teste as palhetas dos seus amigos e preste atenção na grossura, marca e material. Encontre o seu gosto pessoal.



DICAS

   Não deixe o dedo médio esticado, ele vai prejudicar a clareza de sua palhetada. Nem tente segurar a palheta com três dedos, use apenas o polegar e o indicador. Ela foi desenhada para funcionar com esses dois dedos.
   Não esconda muito a palheta dentro dos dedos, porque eles vão entrar na frente e atrapalhar. E deixe espaço suficiente para fazer o pluck sem que ela escape.


02 julho 2019

Conheça as técnicas mais utilizadas no violão


1. Pestana com o Dedo Indicador

  As pestanas são o terror dos iniciantes, mas é uma técnica muito importante que consiste em pressionar várias cordas no braço do violão com apenas um dedo para obter a sonoridade desejada  As pestanas não são necessariamente feitas até a sexta corda, por isso, sempre tenha o cuidado de tocar as cordas que fazem parte da formação dos acordes. Pode-se usar qualquer dedo para fazer uma pestana, porém é aconselhável que os iniciantes comecem pelo dedo indicador para aprender a apertar as cordas corretamente.

2. Técnica de Dedilhado

   Nesta técnica é tocado cada corda do violão com um dedo específico, portanto é necessário aprender o posicionamento correto do polegar nas cordas mais graves e dos demais dedos para tocar as cordas mais agudas. O segredo para dedilhar bem no violão é desenvolver independência dos movimentos entre o polegar e os demais dedos da mão direita (destros) do corpo do instrumento. O dedilhado permite uma infinidade de sutilezas e variações, mas para você que está iniciando treine primeiramente as formas básicas, em que o polegar toca as cordas graves.

3. Palhetada Alternada

  Esta é uma técnica que muitos acham fácil, mas que engana muita gente, pois consiste em segurar a palheta e tocar em ambos os sentidos alternadamente, ou seja, palhetar uma corda para baixo e outra palhetada na corda para cima, executando assim uma batida de violão ou solo. É preciso sincronia entre as duas mãos. Elas precisam trabalhar em conjunto! Treine lentamente inicialmente, para alcançar precisão.

4. Técnica de Harmônico

  Os harmônicos são uma técnica que chama a atenção de todos os que apreciam os solos do violão e podem ser naturais ou artificiais. Veja abaixo:

Harmônico Natural

  Consiste em tocar qualquer corda solta e em seguida posicionar levemente o dedo indicador da mão direita sobre um determinado traste do violão, sem pressionar a corda.

Harmônico Artificial

  É necessário palhetar a corda e imediatamente depois colocar a borda do dedo polegar da mesma mão sobre a posição desejada. Pode ser feito em qualquer corda e em qualquer casa do braço do violão.

5. Técnica de Bend

  Bend é uma técnica muito utilizada em solos, no qual você levanta ou abaixa a corda do instrumento para chegar à outra nota. Quando curvamos a corda, a nota que era tocada tem sua afinação mudada, elevada a uma nota mais aguda.

6. Técnica de Vibrato

  Vibrato é o efeito onde o tom da nota é variado rapidamente, então ele aumenta e cai repetidamente. Pode ser usado para destacar ou alterar a sonoridade de uma nota, dando maior interesse à interpretação.

7. Técnica de Hammer-on

  Toca uma nota e enquanto o som está saindo, coloca-se um dedo em uma casa mais aguda daquela mesma corda, provocando uma espécie de martelada na corda.

8. Técnica de Pull-off

  Coloca-se dois dedos na mesma corda em casas diferentes e um dos dedos irá beliscar a corda para provocar a sonoridade desejada.

9. Técnica de Abafamento

  A técnica de abafamento consiste em utilizar a parte lateral da mão para abafar as cordas e pode ser feito tanto com a mão direita como com a mão direita. Veja sobre cada uma abaixo:

Abafamento com a Mão Direita

  Esta técnica é realizada encostando a mão que faz o ritmo nas cordas do violão próxima à região do cavalete, assim ao tocar as cordas abafadas você terá um som diferente, com um timbre mais grave e com menor duração.

Abafamento com a Mão Esquerda

  É feito aliviando a pressão dos dedos da mão que faz os acordes em determinada corda em qualquer casa do braço do violão, ou seja, apenas encostando na corda sem pressioná-la. Ao fazer isso irá produzir um abafamento temporário do som. A mão esquerda pode ser usada também para abafar determinadas notas que não combinam com o acorde que está sendo tocado.

10. Técnicas de Ligado ou Ligadura

  A técnica de ligado ou ligadura consiste em tocar uma determinada corda em qualquer casa do braço do violão e logo em seguida já pressionar outra corda em outra casa, sem tocar a corda novamente. O ligado ou ligadura transmite a sensação de um som continuo, tocando as notas como se fosse uma só. É uma técnica muito utilizada em arranjos e solos que demonstram o que deve acontecer com as notas musicais dentro de um compasso.
Melhorar sua técnica para o violão é criar automatismos, reflexos. Sabendo algumas técnicas de cor, você ficará mais focado nos detalhes que farão toda a diferença. Para desenvolver sua técnica no violão, não importa qual técnica, você tem que estar à vontade na hora de tocar. Ache uma cadeira confortável em que você poderá ter a postura certa para tocar violão ou guitarra corretamente.

Fonte: Violão para Iniciantes


12 junho 2019

Dicas para Violão


Tocar o violão desafinado é pura perda de tempo. Saiba como afinar seu violão.

Cordas velhas fazem com que o som do violão fique fraco, sem brilho. E tornam a afinação difícil. Você deve trocar as cordas periodicamente.

Antes de tocar uma música, estude os acordes e o ritmo separadamente.

Para um iniciante é mais importante aprender a tocar os primeiros acordes do que aprender teoria.

Após aprender as primeiras músicas, é necessário aprender teoria.

Tutoriais para músicas isoladas são bons. Mas você deve aprender teoria, para poder tocar qualquer música.

Treinar meia hora por dia é melhor que treinar muitas horas num dia só e depois ficar muitos dias sem treinar.

Transporte de tonalidade é muito importante. É quase impossível tocar todas as músicas em suas tonalidades originais
.
Uma música que tem mais acordes não é necessariamente melhor do que outra que tem menos acordes. E vice-versa.

Você não precisa saber todos os acordes. Quase ninguém sabe todos os acordes. Mas precisa saber como se formam os acordes, para tocar violão conscientemente.

Uma música não fica melhor porque tem acordes complicados.

Pestana é difícil no começo, mas é necessário aprender e treinar.

Aprender a tocar violão em sete dias é quase impossível. Só se você for um gênio.

Desistir de aprender a tocar violão antes de um ano é bobagem. Fique firme estudando e treinando por um ano e eu garanto que vai tocar direito.

Para iniciar, escolha músicas bem fáceis, com acordes simples (e poucos também). Não se meta com ritmos e acordes complicados.

Acordes menores não são mais difíceis que maiores.

Com um pouco de empenho, você pode aprender a tirar músicas por si só (de ouvido).

Para iniciantes é melhor aprender a tocar sem palheta, só com os dedos. A marcação de ritmo é facilitada desta maneira.

Se você é iniciante absoluto, está começando do zero, deveria fazer um curso.


05 junho 2019

O básico do campo harmônico


  Sem dúvida este é um dos assuntos mais importantes para quem quer realmente se tornar músico, pois o campo harmônico nos dá a completa visão das possibilidades harmônicas que temos assim como toda a visualização de escalas, tornando assim o estudo puramente matemático e claro. Primeiramente temos que entender para quê serve o campo harmônico, qual sua finalidade.

   O campo harmônico traduz na verdade algo que nós sabemos por instinto, por exemplo, quando você esta compondo uma musica, instintivamente você tenta achar uma seqüência melódica que te agrade, e nas tentativas, é claro que as vezes tocamos seqüências de acordes que parecem não combinar entre si, isso se deve ao fato de que existe uma seqüência de acordes que se combinam, existe portanto uma seqüência melódica, por exemplo, seria a diferença de tocar em seqüência um acorde maior/ menor/ menor/ menor/ menor/ maior temos uma progressão, que quando tocada soa estranho, isso porque existe uma regra para combinação de acordes, isso não pode ser feito aleatoriamente, você terá um efeito horrível se você tocar uma seqüência :

Cm Dm Em Fm Gm Am Bm

   Isso não pode ser feito, então o campo harmônico serve para nos mostrar a sequência de acordes que irá soar perfeitamente e aonde estariam as escalas para aplicação. Vendo o campo, perceba que ele é composto por 7 graus, a escala musical é composta por sete notas, portanto uma seqüência melódica de acordes está relacionado com a escala musical que é a base de tudo. Na segunda aula analisaremos como é o vínculo entre as escalas e os acordes.
Veja no campo harmônico a seqüência de acordes com suas respectivas sétimas:

C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(b5)

   Pois bem aqui temos o campo harmônico natural, ele servirá de base para criarmos os outros. Agora feito o primeiro campo temos uma definição sobre os graus:

I7M IIm7 IIIm7 IV7M V7 VIm7 VIIm7(b5)

   Antes de seguir adiante vou explicar porque o sétimo grau é chamado de meio diminuto. A explicação básica do campo harmônico natural é que você tem uma seqüência de acordes que casam com as escalas, e que nenhum dos acordes e escalas nesse posicionamento tem sustenidos ou bemóis, pois bem faça um acorde de B, tanto faz ser maior ou menor, veja que notas fazem parte do acorde.... você irá achar o F#. Ele é a quinta justa de B.

  Quinta justa seria o seguinte, quando você monta, por exemplo, o modelo maior ou menor do acorde E ou A, existe um modelo para o acorde, certo? Note que onde está o dedo 3 no acorde corresponde a quinta do acorde, a quinta justa então seria sempre onde está seu dedo 3, vamos contar juntos: B/C/D/E/F 1/2/3/4/5, é a nota F, mas montando um acorde, a quinta é F#, baseado que no campo harmônico natural não pode haver sustenidos, temos que tirar esse sustenido do acorde.

   Temos dois modelos para esse grau o meio diminuto e o quinta aumentada, ora a quinta justa de B é F# ,a quinta aumentada é G. Tiramos o sustenido que não pode ter. Agora como faremos para entender e criar os outros campos?

   Agora você sabe quais acordes se casam, mas veja bem, existe sempre as exceções, muitas musicas são criadas com 2 campos diferentes, ou até 3, mas agora tudo têm uma explicação lógica e matemática, 2 casos comuns é em uma determinada música, ela progredir para um outro campo harmônico. Então o campo harmônico além de facilitar o seu trabalho de composição, já te mostra onde estão as escalas para solar, já lhe dá opções de acordes e facilita e muito para tirar músicas de ouvido; encontre dois, três acordes e tente identificar em que campo está, você poderá tirar o resto vendo quais os acordes que fazem parte do campo, e para solos ficará muito mais fácil tirá-lo, sabendo onde estão as escalas.



04 junho 2019

Os acordes relativos no estudo do violão e guitarra


 Popularmente diremos que são acordes que possuem o som parecido com o de outro acorde.
Existem alguns acordes que são bem difíceis de serem feitos, alguns usam pestana outros exigem uma abertura de dedo muito grande, ou seja, tudo que os iniciantes fogem! Este acordes podem ser substituídos pelos seus relativos.
Como os acordes maiores são formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a QUINTA (notas da escala maior), os que possuam a terça e a quinta iguais sãs chamados de relativos. Note que a primeira nota nunca será igual, pois seria o mesmo acorde.
Abaixo temos os acordes maiores e seus acordes relativos menores:

A  F#m
B  G#m
C  Am
D  Bm
E  C#m
F  Dm
G  Em

 Em termos práticos podemos variar uma progressão de acordes, trocando alguns dos acordes maiores por seus relativos menores.
Não só os acordes, as escalas maiores também tem suas relativas menores, como exemplo: A escala de Lá Menor é relativa da escala de Dó Maior.





25 fevereiro 2019

Dicas para cuidar bem do seu violão


  Enxugar as cordas e a escala do violão é a primeira condição para conservá-las em perfeito estado. Mas, antes disso, lembre-se de tocar com as mãos limpas para que não fiquem no violão, resíduos de sujeira ou mesmo de gordura, e sim apenas a umidade natural das mãos. Quando tiver terminado de tocar, esfregue vigorosamente um pano seco sobre as cordas, desde o cavalete até a pestana (capotraste). Enxugue também a parte de trás do braço do violão. E todo o instrumento deve ser limpo com um pano seco. Principalmente para os principiantes há posições (as mais fáceis) que são utilizadas com mais frequência do que outras; e, se descuidarem da limpeza, vão notar que na escala, nas cordas e na parte de trás do braço do instrumento irão se acumular resíduos. Quem primeiro se ressente disso são as cordas, que se oxidam e envelhecem antes do tempo. Manter as cordas limpas significar ter de trocá-las com menos frequência.

 Veja abaixo algumas dicas para conservar o seu violão em perfeito estado:

  * Não colocar nenhum peso ou objeto em cima do violão
    * Não derramar líquidos em cima do violão
    * Não molhar o violão
    * Não bater o violão ou deixá-lo cair
    * Não deixar o violão à exposição do sol ou umidade
    * Proteger o violão de temperaturas muito altas ou muito baixas
    * Manter o violão dentro de um estojo ou em uma capa
    * Transporte-o sempre com bastante cuidado
    * Guarde-o deitado e com as cordas para cima e em local seguro

Com o passar do tempo, as cordas do violão perdem um pouco da qualidade do som. É necessário trocá-las de acordo com um princípio simples: uma (corda velha) por uma (corda nova). Nunca retire todo o encordoamento do instrumento, isso fará a caixa acústica do violão sofrer com a falta de pressão antes exercida pelas cordas. Este fato é observado, quando são colocadas novas cordas. A afinação ira demorar mais do que o normal para se manter inalterada. O tempo útil de cada encordoamento vária de acordo com a qualidade da corda, uso, limpeza, clima favorável, além de outros fatores.