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04 junho 2019

Os acordes relativos no estudo do violão e guitarra


 Popularmente diremos que são acordes que possuem o som parecido com o de outro acorde.
Existem alguns acordes que são bem difíceis de serem feitos, alguns usam pestana outros exigem uma abertura de dedo muito grande, ou seja, tudo que os iniciantes fogem! Este acordes podem ser substituídos pelos seus relativos.
Como os acordes maiores são formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a QUINTA (notas da escala maior), os que possuam a terça e a quinta iguais sãs chamados de relativos. Note que a primeira nota nunca será igual, pois seria o mesmo acorde.
Abaixo temos os acordes maiores e seus acordes relativos menores:

A  F#m
B  G#m
C  Am
D  Bm
E  C#m
F  Dm
G  Em

 Em termos práticos podemos variar uma progressão de acordes, trocando alguns dos acordes maiores por seus relativos menores.
Não só os acordes, as escalas maiores também tem suas relativas menores, como exemplo: A escala de Lá Menor é relativa da escala de Dó Maior.





24 outubro 2017

O Estudo dos Intervalos

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  Antes de falar diretamente sobre o intervalo musical, iremos tomar como exemplo algumas coisas do nosso cotidiano para uma melhor ilustração. Quase todos os dias nos deparando com medidas (distância, peso); um exemplo: para medir o comprimento de qualquer coisa usamos o metro.O metro, ou esse sistema de medidas pode ser usado para medir a distância entre dois pontos. Na música também há um sistema de medidas, se é que podemos chamá-lo assim. Mas, ao invés deste sistema medir a distância física entre dois pontos, ele mede a distância sonora entre duas notas musicais. Esse sistema chama-se intervalo musical. Para entender a escala, os acordes e tudo o que há na música, é essencial o estudo dos intervalos. Mas o que é intervalo? A definição mais comum é que intervalo é a diferença sonora entre duas notas. Para ilustrar melhor, vamos pegar um exemplo prático:

C --- D

  Existe entre as notas C e D um intervalo de 1 (um) tom . Se as notas fossem C e C# o intervalo seria de 1/2(meio) tom.

  Se você tiver a mão um instrumento, que não seja de percussão, e tocar a nota C e em seguida a nota D, você irá sentir o som que elas proporcionam. Você irá notar que ao tocar a nota D seguida da nota C o som foi mais para o agudo. Da até uma impressão de que o som subiu um pouco, foi mais para frente, se assim fosse possível visualizar as notas musicais. Dessa maneira fica um pouco mais fácil entender como pode ser medida a distância entre duas notas.

  Mas o intervalo não é apenas isso. Para ir um pouco mais fundo eu pergunto a você, o que é a música? Um pouco difícil de definir, mas para o nosso propósito, podemos definir música como sendo a arte de expressar sentimentos através de sons, ou notas musicais.

  Dizemos que na música existem dois tipos básicos de expressão: tensão e relaxamento. Tensão seria aquele tipo de música que você escuta e fica tenso agitado, ex: Heavy Metal, alguns Jazz e Fusion são bem tensos, repare também nas músicas utilizadas em trilhas sonoras de filmes, principalmente filmes de terror, catástrofes, etc. Como relaxante podemos tomar como exemplo a música erudita (porém nem todas, algumas são tensas) e músicas bem calmas, aquelas que você (que não é roqueiro) põem para dormir .

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  Para nos expressar em um desses tipos básicos, precisamos conhecer o intervalo de cada nota em relação à outra, e sentir o som que ele proporciona.

  Quando você escuta ou faz um solo, na verdade você esta tocando uma seqüência de intervalos, se não fosse assim, você não produziria som algum que não fosse apenas o som da primeira nota tocada.

Exemplos de intervalos e tipos de sons

Intervalos tensos

O intervalo entre a primeira de um escala e sua quarta aumentada:

C e F# .

O intervalo entre a primeira de uma escala e sua sétima maior:

C e B .

Intervalos relaxantes

O intervalo entre a primeira de uma escala e a sua Quarta

C e F

O intervalo entre a primeira de uma escala e a sua Sexta

C e A

  Para saber qual é o intervalo entre duas notas, temos sempre que tomar como referência a primeira nota tocada. Após isso iremos ver onde se encontra a outra nota dentro da escala maior da primeira. Um exemplo:

  O intervalo entre as notas C e E .

  A primeira nota tocada é a nota C, portanto vamos procurar a nota E dentro da escala de C maior para saber o intervalo correspondente entre as duas.
A escala de C é a seguinte: C D E F G A B C

  Para isso vamos contar a partir da nota C até a nota E (conta-se inclusive a nota C). O número que achamos foi 3, portanto dizemos que entre a nota C e a nota E existe um intervalo de terça. Esse intervalo irá proporcionar uma sensação sonora que é típica e exclusiva do intervalo de terça e que nenhum outro intervalo poderá reproduzir.

  Portanto cada intervalo tem a sua identidade própria, não importando o tom em que estamos tocando. Uma mesma música pode ser tocada em tons diversos, e nem por isso ela perderá suas características.

  Agora que temos uma pequena noção do intervalo musical, podemos compreender como se formam as escalas. Iremos tratar em particular da escala maior, por ser esta a principal escala e mãe de todas as outras.

Temos os seguintes intervalos:

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sétima

Oitava

  Para você entender bem vamos a um exemplo, vamos achar os intervalos da nota "A" é só contar, seguindo a escala musical, a nota A no caso, mais o número do intervalo, a segunda de A seria B e assim por diante, veja a lista completa abaixo:

Nota: "A"

Segunda: B

*Terça: C

*Quarta: D

*Quinta: E

*Sexta: F

Sétima: G

Oitava: A (sempre a oitava é ela mesmo)

  Alguns intervalos terão mais afinidade com a tônica do que outros, olhando acima você verá um asterisco nos intervalos de terça / quarta / quinta / sexta, esses intervalos têm uma relação perfeita com a "tônica", experimente tocar junto à nota "A" com a "C" e assim por diante, você perceberá que elas têm uma sonoridade, elas se combinam, enquanto que os intervalos de segunda e sétima não se relacionam com a tônica, note que são as notas, posterior e a anterior, então para tornar a explicação mais clara, as notas próximas à tônica não se relacionam com ela.

  Vamos ver agora um exemplo pratico de como os acordes são formados. Temos aqui o acorde de C maior, no modelo sem pestana, vamos ver quais notas fazem parte do acorde:

C

E

G

C

E

A Segunda nota do acorde é a nota E

O QUE "E" SERIA DE "C" EM INTERVALOS? LEMBRE SEMPRE DE CONTAR A PARTIR DA TÔNICA!

C-D-E
(1-2-3)

É A TERÇA DE C! E TEMOS A NOTA G QUE É QUINTA DE C,
C É OITAVA DE C E O RESTO É UMA REPETIÇÃO.

  Sempre ao ver que notas fazem parte de um acorde, associe com os intervalos, isso torna a compreensão deles muito mais fácil e clara, e todos os acordes maiores e menores se formam como no exemplo acima.

Regras

  Porque o acorde é maior ou menor? Qual seria a diferença entre eles? Existe um intervalo que define se o acorde é maior ou menor, é o intervalo de "terça". Nós temos dois tipos de terça:

Maior / menor.

  A terça maior está sempre 4 casas a frente da tônica, enquanto a terça menor esta sempre 3 casas a frente da tônica. A regra é simples e matemática, quando você estiver tocando um C maior, a terça é a nota E, se você contar a partir da nota C (que é a tônica do acorde) 4 casas você cairá na nota E, portanto a terça menor de C é Eb ou D#.

  Isso explica, por exemplo, a pouca diferença que existe entre o modelo de acorde menor / maior com pestana da corda E ou A, perceba que a diferença de um para o outro é de uma nota, exatamente a "terça".

  Nós vimos em intervalos que existem certos intervalos que se relacionam muito bem com a tônica e outros, mais especificamente o de segunda e de sétima, que não se relacionam muito bem com a tônica, mas isso não quer dizer que esses intervalos não são usados na formação de acordes! Veja o exemplo deste acorde: Am7.(A MENOR COM SÉTIMA)

  Vamos analisar o acorde vendo que notas fazem parte dele:

Am7:

E (quinta de A)

G (sétima de A)

C (terça de A)

E (quinta)


  Neste acorde nós temos uma "sétima". Mas a sétima não se relaciona com a tônica, então como acorde soa tão bem? A nota G não se relaciona com o A, mas o que G seria de E que também faz parte do acorde? Seria "terça" de E. Então a conclusão é que todos os intervalos poderão ser usados desde que dentro do acorde tenha uma nota que se relaciona com ela, se pensarmos bem a probabilidade de em um acorde não ter uma nota que se relaciona com qualquer outra e praticamente nula, nós temos uma infinidade de opções, e você vai ouvir falar bastante em acordes com sétima e nona.

  Portanto todos os intervalos são usados na formação de acordes, é só você achar uma relação com outra nota que está formado o acorde.

Tríades

  Um acorde é formado, caracterizado, basicamente por sua tríade, como a palavra já diz, tríade são as três primeiras notas do acorde, e com essas três notas que você caracteriza o acorde, sendo as outras notas uma repetição delas mesmas. Veja abaixo algumas construções básicas de tríades.

MAIOR:

T/3/5 EX:C/E/G

MENOR:

T/3b/5 EX:C/Eb/G

AUMENTADA

T/3/5# EX:C/E/G#

DIMINUTA

T/3b/5b EX:C/Eb/Gb.


Conclusão

  Intervalo então é a distância entre duas notas. Se você toca uma nota após a outra, temos um Intervalo Melódico; se você toca duas notas diferentes ao mesmo tempo, o intervalo é Harmônico; e se você toca duas notas idênticas ao mesmo tempo, o intervalo é chamado de “Uníssono”.


03 junho 2015

Anatomia de um violão


   Os violões são a ferramenta perfeita para performances de composições e improvisos e os melhores exemplos têm uma ressonância e uma complexidade sonora que podem ser alcançadas por poucos instrumentos. Enquanto a maioria dos violões é feita em fábricas, há luthiers (fabricante de violões) em quase todos os países. Se você tiver a chance de experimentar um violão feito à mão, perceberá que ele tem uma riqueza extra de timbre do som que você não encontrará em muitos violões produzidos em fábrica. A atenção dada aos detalhes destes instrumentos tem um preço, mas, se você decidir investir em um, ele irá lhe servir satisfatoriamente para a vida toda. 


    Quando um violão é dedilhado, a vibração das cordas é transmitida da ponte (cavalete) ao tampo. A superfície ampla e flexível do tampo vibra junto com as cordas e faz o ar ao redor do violão movimentar-se, gerando o som. As outras partes do violão com caixa de ressonância também ajudam a projetar o som. Por este motivo, um violão tem mais volume do que uma guitarra desconectada (que tem corpo sólido e requer amplificação).


Construção

    O corpo do violão é essencialmente uma caixa oca. A parte de cima, ou o tampo, é feita de madeira forte e leve, normalmente é usada a Sitka Spruce para os violões de cordas de aço. Sua função é ressoar livremente e gerar som.

  A parte de trás do violão e suas laterais curvas têm uma função diferente: em vez de serem leves e flexíveis, elas precisam proporcionar estrutura firme e projetar o som para o ouvinte. Por estes motivos, elas normalmente são feitas de madeira forte e densa, como jacarandá ou mogno. O braço do violão geralmente é preso ao corpo com um encaixe colado, apesar de alguns fabricantes preferirem um design aparafusado. Os braços de quase todos os violões modernos contêm uma haste fina, ajustável, de metal, conhecida como tirante. É usado para produzir uma forma ligeiramente curvada no braço que facilita o tocar.

16 dezembro 2013

O que é campo harmônico?

 Toda música possui um tom. Isto quer dizer, que toda música ao ser executada, deve obedecer a certo campo harmônico, para que a sonoridade da música seja agradável. Cada estilo musical possui uma maneira de tratar seu campo harmônico, por exemplo, na Bossa Nova, as dissonantes (alterações de acordes) mais utilizadas são as sétimas maiores, nonas e nonas diminutas. Não que a bossa não utilize outros acordes, porém são estas alterações que caracterizam o estilo, enquanto no blues, a utilização de sétimas menores é indispensável.
  O Campo harmônico é formado por aqueles acordes que naturalmente aplicamos na música de acordo com sua tonalidade. Este campo obedece a uma regra de percepção, cujos acordes recebem nomes para que possamos tocar uma mesma música em qualquer tom.

  Um campo harmônico natural possui:
Tônica(T), Dominante(D), Sub Dominante(S), Relativa da Tônica (RT), Relativa da Dominante (RD) e Relativa da Sub Dominante(RS).

   Imagine por exemplo, a tonalidade de Dó Maior, e faça sua escala harmônica:

 Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó, Ré. 

 Conte a partir da primeira nota os graus, como: 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, ... (Lê-se primeira, segunda, terça, quarta...) A partir destas duas colocações, monte os acordes possíveis dentro da tonalidade que abaixo segue, contendo o campo harmônico de Dó Maior.

Dó Maior:

C, Dm, Em, F, G, Am

Temos então :
Tônica : C - A partir do 1o Grau
Dominante : G - A partir do 5o Grau
Sub Dominante : F - A partir do 4o Grau
Relativa da Tônica: Am - A partir do 6o Grau
Relativa da Sub Dominante: Dm - A partir do 2o Grau
Relativa da Dominante: Em - A partir do 3o Grau


 Veja também algumas outras tonalidades:

Si bemol Maior:

Escala: Sib, Do, Re, Mib, Fa, Sol, Lab

Campo: Bb, Cm, Dm, Eb, F, Gm


La Maior:

Escala: La, Si, Do#, Re, Mi, Fa#, Sol#

Campo: A, Bm, C#m, D, E, F#m


Sol Maior:

Escala: Sol, La, Si, Do, Re, Mi, Fa#

Campo: G, Am, Bm, C, D, Em


Tente agora montar o campo harmônico das seguintes tonalidades: 

Mi Maior:

Escala: Mi, Fa#, Sol#, La, Si, Do#, Re#

Mi Bemol Maior:

Escala: Mib, Fa, Sol, Lab, Sib, Do, Re

Bons estudos !



20 fevereiro 2013

A técnica do fingerpicking


   Quem deseja se aprofundar no estudo do violão folk americano deve se dedicar a uma análise mais detalhada do fingerpicking. Este estilo nasceu e se desenvolveu com o blues. Entre as décadas de 20 e 30 o fingerpicking foi adotado por músicos brancos e se tornou, uma das técnicas fundamentais do violão country americano.
   Fingerpicking, literalmente significa “beliscar com os dedos”, entendendo-se, com esta expressão, a técnica de dedilhar cada corda com determinados dedos da mão direita; ele se contrapõe ao strumming, em que as cordas são tocadas todas juntas, com movimentos do alto para baixo (ou vice-versa) de toda a mão, e com eventual auxílio de uma palheta comum. Com o fingerpicking, o violão pode desempenhar ao mesmo tempo a parte de instrumento solista e a de acompanhamento. As notas graves, tocadas com o polegar, constituem, de fato, uma sólida base rítmica sobre a qual é possível desenvolver a melodia, que se desenrola sobre as cordas dedilhadas. 



28 abril 2009

Violão e Guitarra - As origens

  É difícil traçar as origens da guitarra - ou violão (o português é talvez a única língua com duas formas, violão e guitarra, usadas como conceitos distintos de instrumentos). Um instrumento em forma de 8 já era utilizado no século XIII, mas supões-se que precursores da guitarra já existiam na Babilônia e no antigo Egito. As primeiras guitarras desse nome surgiram no Renascimento, mas eram consideradas inferiores a outros instrumentos de cordas como o alaúde. Embora parecidas com as de hoje, essas primeiras guitarras eram bem menores e tinham quatro "cursos" - jogos de cordas duplas - de tripas de carneiro.