29 outubro 2013

Violões

   Os violões de hoje descendem dos pequenos instrumentos com cordas de tripas, construídos na Europa no século XIX.  Neste meio tempo, houve alguns saltos evolutivos. Em 1918, a empresa de guitarras Martin, nos EUA, desenvolveu um novo modelo, chamado Dreadnought, que foi pioneiro no formato de grande porte com ombros mais quadrados que continua até hoje. Enquanto isso, alguns fabricantes simplesmente aumentaram o formato ampulheta dos modelos antigos para aumentar assim o volume.


  O Super Jumbo 200 da Gibson, como o usado por Elvis Presley, é um exemplo clássico. Os violões Archtop (fundo abaulado) conseguiram melhor sonoridade com seus topos convexos e sua construção revisada, enquanto os violões ressoadores usaram partes metálicas para obter o mesmo efeito. Hoje, muitos violões apresentam captadores acoplados, o que significa que eles podem ser mais facilmente ouvidos por um número maior de pessoas. 

18 setembro 2013

Técnicas: Ligados, Hammer On e Pull Off


  Essa é uma das técnicas mais características da guitarra. Ela é fácil de aprender e pode se tornar viciante!

  Os Ligados unem as notas, fazendo-as fluir ao longo da música.

O que são Ligados?

  Ligados são formados por hammer-ons e pull-offs. O hammer-on consiste em "martelar" uma nota no braço da guitarra com os dedos da mão esquerda. O pull-off consiste em puxar e soltar a nota que se está tocando. Em geral, essas duas técnicas são utilizadas em conjunto.

Qual a diferença entre Ligados e Legato?

  Legato é um termo que vale para todos os instrumentos musicais e significa tocar uma nota após a outra sem silêncio entre elas.

  O contrário de Legato é Staccato, que significa tocar uma nota após a outra com um silêncio (intervalo) entre elas.

  Para entender melhor a diferença entre Legato e Staccato, imagine as seguintes frases sendo cantaroladas:

1 - Legato: "Aeaeaeaeaeaeaeaeaeaeaeá."

2 - Staccato: "Tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá."

  Os ligados nada mais são uma forma de tocar legatos na guitarra. Existem também outras técnicas para se tocar Legatos, como slides, tappings, bends e técnicas de alavanca.

Como tocar Ligados?

  Os ligados são executados pela mão esquerda (ou direita para canhotos). A mão direita apenas tem o trabalho de tocar a corda com a palheta.

  Existem várias formas de tocar ligados, apenas combinando os dedos da mão esquerda de formas diferentes. Recomendamos começar pela forma mais fácil, que é usando os dedos indicador e anelar (ou 1 e 3).

Por exemplo:
- segure o Lá da 6ª corda (5º traste) com o dedo indicador;
- com a mão direita, toque a 6ª corda;
- enquanto a nota soa, com o dedo anelar aperte o Si da 6ª corda (7ª traste);
- mantendo sempre fixo o dedo indicador, puxe a 6ª corda ligeiramente para baixo com o anelar e solte-a, fazendo a nota Lá soar novamente;
- você pode fazer isso continuamente, martelando e puxando a corda com o anelar, enquanto o indicador fica fixo.

  No início, pode parecer difícil, porque é um movimento totalmente novo para quem está começando a tocar. Mas conforme você for treinando, em pouco tempo seus dedos "aprenderão" a técnica. Na guitarra é um pouco mais fácil de tocar que no violão, pois suas cordas são mais "moles".

Por que usar Ligados?

  Os ligados, além de tornarem o som da guitarra mais interessante através de passagens naturais, são uma excelente forma de tocar com velocidade. Os Ligados proporcionam agilidade aos solos com tanta facilidade que eles se encaixam naturalmente em qualquer tipo de solo, desde jazz até metal.

  Outra razão para treinar Ligados é que eles são a base para se aprender uma outra técnica, o Tapping. Quanto melhor você for em Ligados, melhor será em Tappings.

Quem usa?

  Jimi Hendrix, Allan Holdsworth e Joe Satriani são apenas alguns dos muitos guitarristas que fizeram dos Ligados uma parte essencial de seus estilos. Experimente escutar músicas desses três guitarristas para observar como os Ligados podem ser utilizados de formas bem distintas.


Fonte: GuitarCoast.


22 julho 2013

Acústico versus elétrico


   A guitarra elétrica é bem diferente de um violão ou guitarra acústica. Com uma variedade mais ampla de sons possíveis, ela é muito mais versátil. Contudo passar de um instrumento a outro não será muito difícil. Os maiores problemas são físicos. Por exemplo, a guitarra elétrica pode ser muito pesada e desconfortável para os ombros e pescoço.
   Embora os dois tipos de instrumento tenham tamanhos aproximados, a largura da escala da guitarra é bem mais estreita: as cordas ficam mais próximas. Se você está habituado a apertar as cordas de um violão, será necessário unir mais os dedos na guitarra. A menos que tenha as mãos muito grandes, todavia, logo se acostumará com a adaptação. 

08 maio 2013

Escalas e Modos Gregos


Introdução

  Para completo entendimento desse assunto é necessário que os desenhos dos Modos Gregos e Pentatônicas, estejam bem decorados, por isso, treine bastante as escalas até que estejam perfeitamente memorizadas. Nessa seção iremos abordar sobre vários assuntos relacionados às escalas, tentarei descomplicar o estudo, você aprenderá a entender as escalas e aplica-las baseando-se no campo harmônico. Darei varias dicas importantes, assim como explicações esclarecedoras, mas vale salientar que é muito importante a completa memorização dos desenhos, pois agora estamos entrando em um estudo mais avançado.

Explicação

  É muito importante, antes de nos aprofundarmos no assunto, esclarecermos certos pontos relacionados às escalas. Os Modos Gregos são compostos de 5 desenhos, mas na verdade são 7 escalas, pois Lôcrio/Jônio e Frígio/Lídio na verdade são 2 escalas "embutidas" em 1 desenho.

  As escalas estão escritas no que eu chamo de posição natural, onde você estará tocando somente notas naturais, ou seja, sem “Sustenidos’ e “Bemóis”, essa vai ser nossa área de estudo”. Cada escala corresponde a uma nota tônica, vamos a elas:

MIXOLÍDIO: G
EÓLIA: A
LÔCRIO: B
JÔNIO: C
DÓRICO: D
FRÍGIO: E
LÍDIO: F

  Veja porquê Lôcrio/Jônio e Frígio/Lídio são formados por um desenho mas na verdade são, na teoria, escalas diferentes, Lôcrio/Jônio são correspondentes as escalas de B/C, notas que você anda ½ tom, assim como o FrÍgio/Lídio correspondem a E/F notas que também andam ½ tom. Agora vamos descomplicar o pensamento em relação as escalas! Todos os modos são formados pelas mesmas notas, sendo, por exemplo, a escala Mixolidio formada pelas notas:

G/A/B/C/D/E/F/G/ETC

E a Eólia formada pelas notas:

A/B/C/D/E/F/G/ETC

  E assim por diante, as únicas coisas que mudam de uma escala para outra são: o desenho, e a nota de saída da escala, sendo o desenvolvimento dela igual em todas as outras escalas. Se todas as escalas têm as mesmas notas, elas seriam iguais então? Na teoria não, mas na pratica sim! Todas elas têm a mesma importância, em um solo todas elas podem ser encaixadas perfeitamente, porque como vimos, em matéria de notas, não há diferença entre elas.

  É muito importante deixar isso bem claro, porque muitos alunos tinham uma visão burocrática da escala, por exemplo, sobre escala maior e escala menor. Na verdade, na pratica não existe escala maior ou menor, ora todas as escalas são iguais, porque haveria de existir escala maior ou menor, o quê na verdade seria correto dizer é que existe escala com desenho maior e desenho menor.
Note que todas os desenhos se encaixam entre si, a ideia seria; onde termina uma escala já é o começo da outra, então elas têm uma sequencia lógica, o que é claro, facilita o estudo de visualização. No assunto campo harmônico foi dito que escalas e acordes estão juntos, embutidos em uma coisa só, por exemplo, a escala Eólia começa em A; que acorde, maior ou menor casaria com a escala?

  A ou Am? Visualizando, você verá que é o Am porque não há "sustenidos" nesse acorde, portanto a Eólia têm um desenho menor, mas isso não quer dizer que é uma escala menor porque na Jônio por exemplo, se encaixa um acorde de C, então ela seria uma escala com desenho maior, mas na Eólia, assim como na Jônio, nós temos as mesmas notas, então não há diferença em nenhuma das duas, você poderá usar qualquer escala, em qualquer base, é claro com certos critérios que serão citados aqui. No campo harmônico os graus são relacionados às escalas sendo:

Primeiro grau: Jônio
Segundo grau: Dórico
Terceiro grau: Frígio
Quarto grau: Lídio
Quinto grau: Mixolidio
Sexto grau: Eólia
Sétimo grau: Lôcrio

  Para que você possa entender melhor o assunto explicado procure estudar mais sobre Campo Harmônico. Agora você tem que sempre pensar nas escalas como uma unidade, temos os desenhos, mas todo o bloco é importante. O que vai acontecer muito com escalas é a mudança de região, mas tudo é feito matematicamente. Temos o campo harmônico original, onde seria a área de estudo e onde você não encontrará sustenidos, mas veja por exemplo, o campo harmônico de G.

  G é claro está no primeiro grau que é da escala Jônio, então faça a escala Jônio sair da nota G na 6ª corda, e pronto você fez a transposição correta! E as outras escalas vão andar proporcionalmente. No campo já estarão escritas as posições, mas você pode fazer isso usando a lógica, onde termina uma, começa a outra e assim por diante! As escalas não mudam de ordem, elas mudam de região, tudo matematicamente. Sempre depois da Jônio virá a Dórico e depois da Dórico, Frígio e assim por diante! Por isso é muito importante decorar as escalas muito bem, para ter opções de vários desenhos. As trilhas, por exemplo, são nada mais nada menos que formas prontas de duas ou mais escalas juntas e são importantes para conhecer novas formas.

  As Pentatônicas são um resumo dos Modos Gregos, "Penta" significa 5, elas são as 5 tônicas dos Modos Gregos, e cada Modo Grego têm a sua Pentatônica correspondente, e só dar uma olhada nos desenhos, e para usá-las é a mesma coisa, elas acompanham os Modos. Existe um truque para solar em "Blues", que seria o seguinte: o "Blues" tem uma sonoridade muito característica, para seguir adiante temos que entender a sonoridade, o quê torna o "Blues" tão peculiar.

  O "Blues" basicamente é construído por acordes maiores, mais especificamente é só pegar os acordes do Primeiro/Quarto/Quinto graus, esses graus são todos maiores, e em qualquer campo harmônico tocando essa sequencia você terá uma "cadência Blues"!

  A particularidade do "Blues" vem de um efeito harmônico muito interessante, o "Blues" então é criado basicamente por acordes maiores, o quê caracteriza se um acorde é maior ou menor (consulte formação de acordes) seria o intervalo de terça, e temos a terça maior para acordes maiores e a terça menor para acordes menores, para ter um efeito "Blues", é tocado junto com o acorde maior a terça menor desse acorde, por exemplo, vamos pegar a tônica de um "Blues" em um campo harmônico natural, o de estudo, a tônica do "Blues" estaria no primeiro grau, C, o acorde de C (Dó maior) é formado pela terça maior que é a nota E, toque junto a nota Eb, que é a terça menor, pronto esse é o efeito "Blues"( Blue Note). Note que na Penta Blues, a nota a mais que ela tem é exatamente o Eb!!

  Mas ainda não é só isso, o que os guitarristas de "Blues" fazem é mais radical; por exemplo: um "Blues" no campo harmônico natural seria basicamente C/F/G, você de cara pode solar em, Modos gregos, Pentatônicas e Penta blues na posição original sem problemas, vai ficar bem legal.

  Mas para ter o efeito "Blues" realmente, pegue somente a Pentâtonica e a Penta blues e faça andarem 1 tom e ½ à frente da posição original! Agora sim você estará solando com a sonoridade "Blues"! Mas o quê foi feito na verdade?

  A idéia "Blues" é você tocar em cima de acordes maiores a terça menor da tônica do "Blues" certo? Agora vejamos, o tom do "Blues" natural é C, que escala faz parte desse tom? A escala Jônio, que é claro uma escala com desenho maior, andando todos os desenhos 1 tom e ½ a frente, que escala está agora em C? Seria a Eólia que é uma escala com desenho menor.Ou seja a idéia básica, que era tocar em cima de um acorde maior a terça menor, se estendeu para onde havia uma escala com desenho maior para agora uma com desenho menor,  não é demais?

  O quê é muito importante dizer é que quando você desloca as escalas 1 tom e ½ à frente, só use Pentas e Penta blues e esse efeito é só para "Blues", ou para músicas que usem o primeiro, quarto e quinto graus do campo harmônico. Então veja que linha de raciocínio simples que você pode seguir agora! Imagine um "Blues" em E. A tônica de um "Blues" é sempre um acorde do primeiro grau. ENTÃO ESTE SERIA O CAMPO HARMÔNICO DE E. Um Blues nessa tonalidade seria formado basicamente por, E/A/B, (primeiro grau/quarto e quinto) a tônica do "Blues" é sempre o acorde do primeiro grau.

  Você poderia usar a Jônio saindo de E, Modos gregos /Pentatônicas, e poderia também usar a Penta da Eólia em E, o que daria o efeito "Blues"! É o mesmo raciocínio para todos os campos. LEMBRANDO QUE, QUANDO VOCÊ PEGA A PENTA DA EÓLIA E ANDA 1TOM E ½ A FRENTE, TODOS OS OUTROS DESENHOS ANDARAM PROPORCIONALMENTE.  A IDEIA DE PEGAR A EÓLIA E SÓ PARA FACILITAR O RACIOCINIO.

Conclusão

  Todos os desenhos de escalas são importantes. As escalas são formadas pelas mesmas notas, sendo a Jônio, Lídio e Mixolídio, desenhos "maiores" e, a Eólia, Dórico, Frígio, desenhos "menores". Lócrio desenho meio diminuto ou 5+. Efeito "Blues" é conseguido pelo deslocamento das Pentatônicas, Penta blues 1 tom e ½ a frente. Faça um estudo para decorar seqüências de acordes de diversos campos harmônicos, assim você poderá identificar mais rapidamente que campo está sendo usado por determinada musica.

07 maio 2013

As unhas no estudo do instrumento


     Apertar uma nota corretamente próxima do traste do violão ou da guitarra, será mais difícil se as unhas da mão esquerda estiverem muito longas. Um bom teste é esticar a ponta dos dedos e apertá-las para baixo sobre uma superfície horizontal. Se alguma das unhas atingir a superfície antes da polpa do dedo, com certeza a unha precisa ser aparada. Violonistas e guitarristas que fazem dedilhados costumam ter as unhas da mão direita compridas o suficiente para tocar.

25 abril 2013

A guitarra ou violão clássico

  
  A guitarra convencional de seis cordas teve origem na Itália, por volta de 1780. Em meados do século XIX, o fabricante de guitarras espanhol Antonio de Torres produziu um instrumento maior, cujas dimensões e estrutura são ainda usados hoje. No final do século XIX, Francisco Tárrega definiu grande parte do que se considera hoje como as técnicas clássicas padrão de execução. Contudo coube talvez ao virtuose Andrés Segovia, mais do que qualquer outro, a responsabilidade pela aceitação da guitarra ou violão como instrumento clássico.




10 abril 2013

As Cordas


   O tipo de cordas que você usa, afeta tanto o som como a capacidade de execução fluente da guitarra ou violão. Tanto as guitarras quanto os violões elétricos usam cordas de aço. Para melhores resultados, você deve usar cordas submetidas a “enrolamentos” de bronze, latão, ou outras ligas. O bronze produz um som mais claro, com timbre parecido ao de um sino. O calibre, ou espessura, de uma corda também é muito importante. As cordas mais leves são mais fáceis de tocar e de flexionar em bendings, mas dão menos volume e desafinam mais.


19 março 2013

Como escolher uma guitarra ou violão


   Para seu primeiro violão ou guitarra, é mais seguro ir a uma loja de instrumentos musicais conhecida, que comprar de segunda mão. Há violões e guitarras de todos os preços. O mais sensato é você comprar o melhor modelo que puder. Lembre, porém, que é comum achar um instrumento barato, mas difícil de tocar. Isso pode tirar a sua motivação para aprender e praticar. Veja abaixo alguns conselhos básicos para a hora da compra.

   Verifique se o braço da guitarra ou do violão não está empenado. Segure a guitarra ou violão como se fosse um rifle e alinhe seu olho com a linha do braço. Você deverá ver uma linha reta, se houver qualquer dobra ou flexão, a afinação do instrumento é ruim. Se o braço do instrumento estiver empenado ou arqueado, o violão ou guitarra desafinará em certas notas. Nos casos mais graves, é quase impossível tocar.

  Veja bem a “ação” da guitarra ou do violão, ou seja, verifique a distancia entre o alto do 12º traste e a parte de baixo de cada corda. Se ela for superior a 3 mm, será mais difícil apertar as notas ou prender os acordes.

  Gire com cuidado as tarraxas – os seis cravos de afinação das cordas que ficam na ponta do braço. Se elas estiverem muito frouxas, a guitarra ou o violão, poderá ter dificuldade em manter a afinação.


20 fevereiro 2013

A técnica do fingerpicking


   Quem deseja se aprofundar no estudo do violão folk americano deve se dedicar a uma análise mais detalhada do fingerpicking. Este estilo nasceu e se desenvolveu com o blues. Entre as décadas de 20 e 30 o fingerpicking foi adotado por músicos brancos e se tornou, uma das técnicas fundamentais do violão country americano.
   Fingerpicking, literalmente significa “beliscar com os dedos”, entendendo-se, com esta expressão, a técnica de dedilhar cada corda com determinados dedos da mão direita; ele se contrapõe ao strumming, em que as cordas são tocadas todas juntas, com movimentos do alto para baixo (ou vice-versa) de toda a mão, e com eventual auxílio de uma palheta comum. Com o fingerpicking, o violão pode desempenhar ao mesmo tempo a parte de instrumento solista e a de acompanhamento. As notas graves, tocadas com o polegar, constituem, de fato, uma sólida base rítmica sobre a qual é possível desenvolver a melodia, que se desenrola sobre as cordas dedilhadas. 



05 fevereiro 2013

Manutenção de cordas e escala do instrumento


   Enxugar as cordas e a escala do violão é a primeira condição para conservá-las em perfeito estado. Mas, antes disso, lembre-se de tocar com as mãos limpas para que não fiquem no violão, resíduos de sujeira ou mesmo de gordura, e sim apenas a umidade natural das mãos. Quando tiver terminado de tocar, esfregue vigorosamente um pano seco sobre as cordas, desde o cavalete até a pestana (capotraste). Enxugue também a parte de trás do braço do violão. E todo o instrumento deve ser limpo com um pano seco. Principalmente para os principiantes há posições (as mais fáceis) que são utilizadas com mais frequência do que outras, e se descuidarem da limpeza, vão notar que na escala, nas cordas e na parte de trás do braço do instrumento irão se acumular resíduos. Quem primeiro se ressente disso são as cordas, que se oxidam e envelhecem antes do tempo. Manter as cordas limpas significar ter de trocá-las com menos frequência. 


28 janeiro 2013

Diferentes maneiras de tocar violão


Existem maneiras diferentes de tocar o violão, onde temos:

Violão Cifrado: O mais usado pelos violonistas onde o instrumento é usado para acompanhar seu canto, dispondo de acordes ou posições embutidos em um ritmo.

Violão Solado: Um método mais aprofundado onde o intérprete executa a melodia da música sem cantar. Muito usado em música erudita onde os violonistas realizam verdadeiras "acrobacias" com o instrumento.


15 janeiro 2013

Estudando com o metrônomo


   O andamento de uma música é a velocidade com a qual a mesma deve ser tocada. A indicação do andamento pode ser feita, na partitura, com sinais – geralmente escritos em italiano – que se referem à graduação existente na haste do metrônomo. Atualmente existem vários tipos de aparelhos que auxiliam o músico, não só para determinar a pulsação correta de uma música, mas também para ajudar na manutenção do ritmo constante necessário em gravações, estudos e apresentações.

Algumas das indicações de andamentos são:

Largo e Adágio – Andamentos lentos
Andante e Moderato – Andamentos moderados 
Vivace e Presto - Andamentos rápidos

Observação: as indicações aparecem na parte superior esquerda da partitura.
 

03 janeiro 2013

Enarmonía e acordes consonantes


   Os acordes consonantes são formados pelo primeiro, terceiro e quinto graus da escala do próprio acorde. No violão ou na guitarra, cada traste que você caminha para frente, em direção a boca do violão, estará acrescentando ou subindo meio tom. A mesma coisa acontece no sentido contrário. Cada traste que caminha para baixo, em direção as tarraxas do violão ou da guitarra, estará diminuindo ou descendo meio tom. Esses meios tons, que estão entre os tons, as vezes são chamados de sustenidos (meio tom acima) e outras vezes de bemóis (meio tom abaixo).  Sendo assim, verificamos que meio tom acima de uma tonalidade e o mesmo que meio tom abaixo da tonalidade seguinte. Por exemplo: Fá sustenido e o mesmo que Sol bemol. Quando notas ou acordes com nomes diferentes possuem o mesmo som, isto é chamado de enarmonia. 
   Existem dois casos  que temos o nome de tons inteiros, mas que na prática possuem a distância de meio tom. São de Mi para Fá e de Sí para Dó. Dependendo da tonalidade, utilizamos um ou outro.



06 novembro 2012

Intervalos e formação de acordes


  Como já mencionado em lições anteriores, intervalo é a distância que separa duas notas musicais. Os intervalos recebem denominações diversas, como abaixo especificado na seguinte ordem:

Nome do intervalo
Distâncias
Exemplo

Segunda menor
1/2 tom (1 traste)
C para Db

Segunda maior
1 tom (2 trastes)
C para D

Terça menor
1 1/2 tons (3 trastes)
C para Eb

Terça maior
2 tons (4 trastes)
C para E

Quarta perfeita (ou justa)
2 1/2 tons (5 trastes)
C para F

Quarta aumentada ou Quinta diminuta
3 tons (6 trastes)
C para F#

Quinta perfeita (ou justa)
3 1/2 tons (7 trastes)
C para G

Quinta aumentada ou Sexta menor
4 tons (8 trastes)
C para G#

Sexta maior ou Sétima diminuta
4 1/2 tons (9 trastes)
C para A

Sétima menor
5 tons (10 trastes)
C para Bb

Sétima maior
5 1/2 tons (11 trastes)
C para B

Oitava
6 tons (12 trastes)
C para C


Usamos também as seguintes abreviaturas:

M = maior
m = menor
J = justa (perfeita)
+ ou Aum = aumentada
o = diminuta


  Agora é mais fácil entender. Com 5 regrinhas básicas é possível formar os principais acordes, ou seja, aqueles com os quais você deve ser capaz de harmonizar a grande maioria das melodias. Os acordes principais são formados por tríades, ou seja, três notas encontradas na escala a que o mesmo pertence e, a posição relativa destas notas é sempre a mesma, qualquer que seja a escala em questão. Vamos as regras explicadas na seguinte ordem:

Acorde
Notas que Compõem
Exemplo
Acorde

Maior
I + IIIM + VJ
C + E + G
C

Menor
I + IIIm + VJ
C + Eb + G
Cm

Aumentado
I + IIIM + VAum
C + E + G#
CAum (C5+)

Diminuto
I + IIIm + VO
C + Eb + Gb
CO

Sétimo
I + IIIM + VJ + VIIm
C + E + G + Bb
C7


  Agora basta aplicar esta sequência de regras à qualquer uma das escalas e montar os acordes correspondentes.

02 outubro 2012

Os violões fabricados no Brasil


  O Brasil já possui longa tradição na fabricação de violões (guitarra acústica). Os interessados em adquirir um bom violão não necessitam recorrer a marcas estrangeiras. Pelo contrário, dada a qualidade dos violões nacionais, o Brasil vem exportando atualmente cerca de 1/4 de sua produção para os mais exigentes mercados europeus. 
  Entre nós, a fabricação do violão se dá, sobretudo em moldes artesanais. Noventa por cento de um violão é feito manualmente. Apenas a serragem da madeira é executada por máquinas especializadas. E aqui são produzidos os mais variados modelos, que atendem a todos os gostos e bolsos. Desde os mais simples violões, destinado aos estudantes, até os mais sofisticados, procurados pelos violonistas profissionais e concertistas, construídos com materiais de excelente qualidade e submetidos a rigorosos testes especiais.

23 setembro 2012

Postura - Como segurar o violão


  Para o violão popular não há uma posição padrão como há no violão clássico. Sentado o violonista apóia o violão sobre a perna esquerda, que devera estar apoiada em banquinho de mais ou menos vinte centímetros. O dedo polegar da mão esquerda deve permanecer sempre que possível no centro posterior do braço do violão.
 

  Mas devemos observar algumas coisas necessárias a um melhor desempenho futuro. Se por acaso você quiser tocar de pé, será necessário que você adquira uma correia, que você poderá comprar em qualquer casa de venda de instrumentos musicais, esta correia deve ser bem larga para evitar que tenhamos dificuldades em permanecer durante um tempo muito longo com o instrumento pendurado devido a dores no ombro.


  Segure o instrumento de forma que sua coluna permaneça reta, ou seja, evite curvar-se para ver as casas no braço do violão, e se você ainda vai realizar compra de um violão, observe que em alguns violões os botões ficam na parte superior do braço justamente para que você localize as casas sem ter que olhar diretamente para as casas. Quando tocar sentado evite se apoiar sob o violão, permaneça com a coluna reta sempre evitando olhar para o braço do violão.

24 agosto 2012

Violão e Guitarra - As técnicas mais utilizadas

•Slide
O slide consiste, basicamente, em tocar uma nota e "escorregar" o dedo para outra(s) casa(s)/nota(s).

Exemplo

E|--------------------
B|--------------------
G|------------7------
D|-----5-7/9---9----
A|-3/5---------------
E|--------------------



•Bend
Consiste em tocar uma nota e move-la (a corda,para cima ou para baixo)junto ao braço fazendo com que a nota suba para uma região mais alta(agúda), transformando-a em outra nota. O bend pode ser de 1/4 de tom, 1/2 tom, 1 tom, 1 tom e 1/2, 2 tons, 2 tons e 1/2 ou 3 tons.
Nas cordas agudas puxa-se a corda pra cima, nas graves para baixo.

Exemplo

E|--------------------
B|--------------------
G|-----5b----5b-------
D|--5b----5b----7-----
A|--------------------
E|--------------------

Neste caso o "b" representa um bend de 1/2 tom, a nota do(C) da casa 5 ao sofrer o bend soou como um do(C#) sustenido.



•Pre-Bend
Consiste em puxar uma nota para alcançar o som que se queira e após isso executar a nota, a diferença do pre-bend pro bend e que no bend primeiro você toca a nota do traste que esta marcando e depois ergue a corda e no pre-bend você primeiro ergue a corda e depois toca, omitindo a nota de origem. Tambem vai de 1/4 de tom a 3 tons.

Exemplo

E|--------------------
B|--------------------
G|-----b5----b5-------
D|--b5----b5----7-----
A|--------------------
E|--------------------

Neste caso, um pre-bend de 1/2 tom, a nota de origem, o do(C), nao soa, apenas o do(C#) sustenido.



•Release
Consiste em "baixar" a corda apos um bend ou de um pre-bend.

Exemplo

E|--------------------
B|--------------------
G|--------5br5--------
D|--5br5--------7-----
A|--------------------
E|--------------------



•Ligado
O ligado nada mais e do que tocar uma e "martelar" uma casa mais agúda, ou "desmarcar" a nota que foi tocada para uma outra casa mais grave soar. Esse recurso e muito utilizado para licks velozes, pois dispensa o uso de palheta.

O ligado ascendente quando você "martela" uma casa mais agúda também e chamado de hammer on.
O liga descendente quando você "desmarca" a nota atual para soar uma mais grave também e chamado de pull off.

Exemplo

E|--------------------
B|--------------------
G|--------5h7p5-------
D|--5h7p5-------7-----
A|--------------------
E|--------------------



•Vibrato
Consiste em fazer leves bends para baixo e para cima em sequencia.

Exemplo

E|--------------------
B|--------------------
G|--------5~~~~-------
D|--5~~~~-------7-----
A|--------------------
E|--------------------


•Tapping
É usar um dos lados da palheta(o que lhe for mais confortável, ou o próprio dedo) para "martelar" uma casa(nota). Esse recurso é usado para alcançar rapidamente regiões mais agudas do braço do instrumento.

Exemplo

E|--------------------
B|--------------------
G|--------5-t17-------
D|--5-t17------7------
A|--------------------
E|-------------------- 
 

20 julho 2012

Violão e Guitarra - Estudando e praticando escalas

   Escala nada mais é que uma sequencia de notas sucessivas, separadas por tons e semitons. Dependendo da forma que estão organizados estes intervalos, nós obteremos um modo maior ou menor.
    Em geral precisamos das escalas para fazer um solo enquanto alguém em outro violão, guitarra ou qualquer instrumento harmônico faz ao mesmo tempo uma base, a harmonia.  É possível ainda solar fazendo junto a harmonia, o que dificulta um pouco mais a execução. É possível também solar e sugerir a harmonia apenas através do solo o que já é bem mais avançado. Mas o início de tudo é o estudo das escalas das quais a inicial tomaremos com dó maior. Lembra-se daquele som: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Pois é, essa aí é a escala que vamos começar a treinar.  Existem duas questões básicas neste estudo que são:

1) A execução da escala, ou seja saber o desenho dos dedos no braço do violão ou da guitarra (que é um exercício físico e exige muita repetição)

2) O uso da escala, ou seja saber em que casos ou circunstâncias aquela escala deve ser usada (que é um exercício mental, precisa ser decifrado pelo menos uma vez).

A Escala Maior é uma escala heptadiatônica.

· Hepta - Pois possui 7 notas

· Diatônica - Pois é uma sucessão de semitons.

· Portanto os intervalos da escala maior são:

Tônica
2° maior
3° maior
4° justa
5° justa
6° maior
7° maior

É comum também o uso da 8° justa, que nada mais é a repetição da tônica.

Entre os graus III e IV, VII e VIII (3°M e 4°J / 7°M e 8°J respectivamente) o intervalo é de um semitom. Entre os demais graus (ou notas) o intervalo é de um tom.

Ex.:
Escala Maior C (dó)

DO – RE – MI – FA – SOL – LA – SI – DO
T___2M_3M__4J___5J__6M__7M__8J
I___II__III__IV___V___VI__VII__VIII

Reparem nos semitons entre III/IV e VII/VIII. (MI e FÁ - SI e DÓ)

Para entender melhor...

Tônica é a nota que dá nome e tom à escala.
Tons: Os tons são as próprias notas musicais.

Para facilitar quando, falarmos em acordes ou tons, usaremos o modo de grafia de notas dos países anglo-germânicas, onde são utilizadas letras do alfabeto:

C - Dó
D - Ré
E - Mi
F - Fá
G - Sol
A - Lá
B - Si

Então Escala de C = Escala Maior de Dó ou Escala de Dó Maior

Outras notações;

T - Tônica
2°M - segunda maior
4°J - quarta justa

Outro exemplo:
Escala Maior de Sol (G)

SOL – LA – SI – DO – RE – MI – FA# - SOL

T___2M_3M__4J___5J__6M__7M__8J

Dicas:

*Diga sempre os nomes das notas e o seu intervalo enquanto você digita a escala
*Faça essas digitações em todos os outros tons, pois o "desenho" (shape) da escala é o mesmo, assim como os intervalos.
*Lembre-se que na mão direita o movimento é alternado em cada nota tocada (indicador, médio, indicador, médio).

Escalas Maiores:

A- lá si dó# re mi fá# sol# lá
B- si dó# ré# mi fá# sol# lá# si
D- ré mi fá# sol lá si dó# ré
E- mi fá# sol# lá si dó# ré# mi
F- fá sol lá sib dó ré mi fá

A escala diatônica é uma escala com sete notas, e obviamente sete shapes. É a escala mãe de todas outras escalas, pois qualquer escala que você pensar teve origem através da diatônica.

Na diatônica possuímos a escala maior e menor e seus respectivos intervalos são os seguintes:

Diatônica Maior: T 2M 3M 4J 5J 6M 7
Diatônica Menor: T 2M 3m 4J 5J 6M 7


Agora veremos estas escalas nas tonalidades, faremos em Dó Maior e Lá Menor, que são escalas relativas:

Diatônica de Dó Maior: C D E F G A B
Diatônica de Lá Menor: A B C D E F G

Escalas Relativas: Este assunto já foi explicado em artigos anteriores neste blog, devido a isso, farei apenas uma explicação resumida sobre o assunto, Percebam nas escalas mostradas acima: se na escala maior pegarmos o sexto grau e consideramos como primeiro, teremos as notas da escala menor, começando por Lá (A) e seguindo a sequencia, a partir do terceiro grau, teremos todos os intervalos da escala maior. Concluímos com isso que a relativa menor está no sexto grau da escala maior, e a relativa maior está no terceiro grau da menor...

Exemplos de escalas relativas:
 C - Am
 G -  Em
 Bm - D
 Gm - Bb

Temos logo abaixo, os shapes (modelos) das escalas diatônicas menor e maior, as notas em vermelho são as tônicas dos shapes e é por elas que você deve começar a praticar as escalas, os modelos estão em Lá Menor e Dó Maior, que são relativas, reparem bem que os shapes são exatamente os mesmos, as mesmas notas, na mesma região só mudando a nota tônica...