02 julho 2019

Conheça as técnicas mais utilizadas no violão


1. Pestana com o Dedo Indicador

  As pestanas são o terror dos iniciantes, mas é uma técnica muito importante que consiste em pressionar várias cordas no braço do violão com apenas um dedo para obter a sonoridade desejada  As pestanas não são necessariamente feitas até a sexta corda, por isso, sempre tenha o cuidado de tocar as cordas que fazem parte da formação dos acordes. Pode-se usar qualquer dedo para fazer uma pestana, porém é aconselhável que os iniciantes comecem pelo dedo indicador para aprender a apertar as cordas corretamente.

2. Técnica de Dedilhado

   Nesta técnica é tocado cada corda do violão com um dedo específico, portanto é necessário aprender o posicionamento correto do polegar nas cordas mais graves e dos demais dedos para tocar as cordas mais agudas. O segredo para dedilhar bem no violão é desenvolver independência dos movimentos entre o polegar e os demais dedos da mão direita (destros) do corpo do instrumento. O dedilhado permite uma infinidade de sutilezas e variações, mas para você que está iniciando treine primeiramente as formas básicas, em que o polegar toca as cordas graves.

3. Palhetada Alternada

  Esta é uma técnica que muitos acham fácil, mas que engana muita gente, pois consiste em segurar a palheta e tocar em ambos os sentidos alternadamente, ou seja, palhetar uma corda para baixo e outra palhetada na corda para cima, executando assim uma batida de violão ou solo. É preciso sincronia entre as duas mãos. Elas precisam trabalhar em conjunto! Treine lentamente inicialmente, para alcançar precisão.

4. Técnica de Harmônico

  Os harmônicos são uma técnica que chama a atenção de todos os que apreciam os solos do violão e podem ser naturais ou artificiais. Veja abaixo:

Harmônico Natural

  Consiste em tocar qualquer corda solta e em seguida posicionar levemente o dedo indicador da mão direita sobre um determinado traste do violão, sem pressionar a corda.

Harmônico Artificial

  É necessário palhetar a corda e imediatamente depois colocar a borda do dedo polegar da mesma mão sobre a posição desejada. Pode ser feito em qualquer corda e em qualquer casa do braço do violão.

5. Técnica de Bend

  Bend é uma técnica muito utilizada em solos, no qual você levanta ou abaixa a corda do instrumento para chegar à outra nota. Quando curvamos a corda, a nota que era tocada tem sua afinação mudada, elevada a uma nota mais aguda.

6. Técnica de Vibrato

  Vibrato é o efeito onde o tom da nota é variado rapidamente, então ele aumenta e cai repetidamente. Pode ser usado para destacar ou alterar a sonoridade de uma nota, dando maior interesse à interpretação.

7. Técnica de Hammer-on

  Toca uma nota e enquanto o som está saindo, coloca-se um dedo em uma casa mais aguda daquela mesma corda, provocando uma espécie de martelada na corda.

8. Técnica de Pull-off

  Coloca-se dois dedos na mesma corda em casas diferentes e um dos dedos irá beliscar a corda para provocar a sonoridade desejada.

9. Técnica de Abafamento

  A técnica de abafamento consiste em utilizar a parte lateral da mão para abafar as cordas e pode ser feito tanto com a mão direita como com a mão direita. Veja sobre cada uma abaixo:

Abafamento com a Mão Direita

  Esta técnica é realizada encostando a mão que faz o ritmo nas cordas do violão próxima à região do cavalete, assim ao tocar as cordas abafadas você terá um som diferente, com um timbre mais grave e com menor duração.

Abafamento com a Mão Esquerda

  É feito aliviando a pressão dos dedos da mão que faz os acordes em determinada corda em qualquer casa do braço do violão, ou seja, apenas encostando na corda sem pressioná-la. Ao fazer isso irá produzir um abafamento temporário do som. A mão esquerda pode ser usada também para abafar determinadas notas que não combinam com o acorde que está sendo tocado.

10. Técnicas de Ligado ou Ligadura

  A técnica de ligado ou ligadura consiste em tocar uma determinada corda em qualquer casa do braço do violão e logo em seguida já pressionar outra corda em outra casa, sem tocar a corda novamente. O ligado ou ligadura transmite a sensação de um som continuo, tocando as notas como se fosse uma só. É uma técnica muito utilizada em arranjos e solos que demonstram o que deve acontecer com as notas musicais dentro de um compasso.
Melhorar sua técnica para o violão é criar automatismos, reflexos. Sabendo algumas técnicas de cor, você ficará mais focado nos detalhes que farão toda a diferença. Para desenvolver sua técnica no violão, não importa qual técnica, você tem que estar à vontade na hora de tocar. Ache uma cadeira confortável em que você poderá ter a postura certa para tocar violão ou guitarra corretamente.

Fonte: Violão para Iniciantes


01 julho 2019

Os Acordes Básicos


  Muitas vezes, o que mexe com a gente e nos faz querer tocar guitarra é aquele solo ou riff do guitarrista da nossa banda favorita, mas devemos saber que tudo isso está totalmente ligado ao conhecimento dos acordes. É muito importante para o futuro guitarrista, conhecer os acordes básicos. Para isso, é necessário habituar a mão esquerda à “lembrar” as diferentes posições. Quanto mais você emprega um acorde mais fácil será encontrá-lo e mais limpo será o som que você conseguirá, mas isso leva tempo. Para iniciarmos nosso estudo sobre acordes, devemos saber o que são e como são formados.
Um acorde é a combinação de três ou mais notas. Os acordes simples de três notas são chamados tríades. Quando temos apenas duas notas, elas formam um intervalo. Podemos ter no nosso instrumento acordes de até 6 notas, sendo uma nota para cada corda, mas os que veremos a seguir, compõem-se de apenas três ou quatro notas, algumas das quais são repetidas ou dobradas.
 Um acorde isoladamente fornece duas informações importantes. A primeira é o tom, dado pela nota principal do acorde, chamada tônica ou fundamental, com base nela é que construiremos o acorde. A segunda informação importante é a harmonia, que é o efeito produzido entre a tônica e as outras notas do acorde. É o som do próprio acorde determinado pelos intervalos entre a tônica e as demais notas. Apresentaremos agora os 15 acordes básicos no vocabulário do estudante de guitarra. Com ele você poderá tocar várias músicas.Cuidado na formação desses acordes procure sempre a clareza do som, para isso toque individualmente cada corda. Se o som de alguma corda estiver “estranho”, provavelmente a pressão que você está exercendo sobre a corda não é suficiente, seu dedo está apenas mal colocado ou o dedo que prende a corda de cima está abafando a debaixo.Veja os acordes que tem a nota fundamental em comum, por exemplo, E, E7 e Em e perceba as diferenças nas “cores” dos acordes. O E soa mais estável e alegre, já o Em nos dá uma impressão de tristeza e melancolia. Isso acontece pela diferença de uma nota, a nota G# no maior e que no menor é trocada pela nota G. Este intervalo que é diferente entre os dois acordes é a terça, é o que determina se um acorde é maior ou menor. 
    Vejamos então os acordes, lembrando que o X indica cordas que não devem ser tocadas.



12 junho 2019

Dicas para Violão


Tocar o violão desafinado é pura perda de tempo. Saiba como afinar seu violão.

Cordas velhas fazem com que o som do violão fique fraco, sem brilho. E tornam a afinação difícil. Você deve trocar as cordas periodicamente.

Antes de tocar uma música, estude os acordes e o ritmo separadamente.

Para um iniciante é mais importante aprender a tocar os primeiros acordes do que aprender teoria.

Após aprender as primeiras músicas, é necessário aprender teoria.

Tutoriais para músicas isoladas são bons. Mas você deve aprender teoria, para poder tocar qualquer música.

Treinar meia hora por dia é melhor que treinar muitas horas num dia só e depois ficar muitos dias sem treinar.

Transporte de tonalidade é muito importante. É quase impossível tocar todas as músicas em suas tonalidades originais
.
Uma música que tem mais acordes não é necessariamente melhor do que outra que tem menos acordes. E vice-versa.

Você não precisa saber todos os acordes. Quase ninguém sabe todos os acordes. Mas precisa saber como se formam os acordes, para tocar violão conscientemente.

Uma música não fica melhor porque tem acordes complicados.

Pestana é difícil no começo, mas é necessário aprender e treinar.

Aprender a tocar violão em sete dias é quase impossível. Só se você for um gênio.

Desistir de aprender a tocar violão antes de um ano é bobagem. Fique firme estudando e treinando por um ano e eu garanto que vai tocar direito.

Para iniciar, escolha músicas bem fáceis, com acordes simples (e poucos também). Não se meta com ritmos e acordes complicados.

Acordes menores não são mais difíceis que maiores.

Com um pouco de empenho, você pode aprender a tirar músicas por si só (de ouvido).

Para iniciantes é melhor aprender a tocar sem palheta, só com os dedos. A marcação de ritmo é facilitada desta maneira.

Se você é iniciante absoluto, está começando do zero, deveria fazer um curso.


07 junho 2019

Dicas Para Estudar Violão



 Lembre-se sempre de que todo e qualquer contato que possa ter com o instrumento será válido, a intimidade que se ganha a cada dia é fundamental para um bom desenvolvimento.  Escolha um dia para dar uma geral em grande parte do que aprendeu e estudou. Como numa sequência, revise escalas, arpejos, acordes, padrões, etc...

 Estude sempre com o metrônomo, para ter a segurança do tempo de forma linear, trabalhando intensidade, duração, dinâmica, etc...

  Dessa forma, será mais fácil avaliar a evolução no instrumento e, com isso, reconhecer os pontos que precisam ser fortalecidos.

Duração

 Quando houver um novo assunto, deve ser dada uma maior atenção para ele. Meia hora por dia com concentração será mais rico e proveitoso do que duas ou três horas dispersas. Como e quanto será absorvido do assunto vai sempre variar de pessoa para pessoa, mas a questão é a forma como é feito o estudo.

  Outro ponto importante a citar é a história de que "fulano estuda oito horas por dia!" Esse tipo de estudo, de longa duração, deve ser muito bem organizado. O cuidado com o corpo humano, a nossa máquina, é de suma importância. A atividade repetitiva pode gerar lesões graves, como a tão famosa inflamação nos tendões (tendinite).

Portanto:

1) Alongamentos nos braços e nos dedos antes, durante e depois dos estudos, são essenciais para o condicionamento e, assim, para um melhor aproveitamento do tempo. Caso contrário, você terá de interromper o aprendizado por causa do cansaço. Lembre-se: você é um atleta dos braços e dos dedos.

2) Planejar é importante. Alterne seus objetivos: rapidez, agilidade, tudo o que se refere a solos (escalas, arpejos, técnicas em geral), parte harmônica (acordes), ritmo e teoria.
3) Ouça de tudo. Escute tudo aquilo que possa contribuir para a sua formação como músico. É uma das melhores coisas a se fazer!

  Com esses cuidados, você irá planejar seu tempo e criar um ritmo próprio de estudo.

Amadurecimento

  Acredito que no equilíbrio entre os objetivos por você desejado e o tempo dedicado para a conquista deles está a maturidade. Cada nota dada deve refletir a mais pura expressão da nossa vida, não apenas o resultado final de uma escala, mas sim ela toda em construção, da primeira à última nota. Por isso, o convívio diário com a música é fundamental
.
  "Você nunca recebe um desejo sem também receber a capacidade de torná-lo realidade" 
   R. Bach

  O estudo com o metrônomo, de modo gradativo, é a essência para uma segurança rítmica. Aos poucos, força e limpeza estarão juntas para fazer com que as famosas palavras pegada e clareza façam parte de seu currículo!

Sinta Equilíbrio

  Procure sempre estabelecer relações na música, atrás de um grande solo (melodia) existem grandes acordes (harmonia).

 Estes dois itens têm de caminhar lado a lado, pois um age diretamente no desenvolvimento do outro. Quero chamar a atenção diretamente para a harmonia. Estudá-la e conhecê-la é fundamental. Não deixe escapar nada neste assunto.


05 junho 2019

O básico do campo harmônico


  Sem dúvida este é um dos assuntos mais importantes para quem quer realmente se tornar músico, pois o campo harmônico nos dá a completa visão das possibilidades harmônicas que temos assim como toda a visualização de escalas, tornando assim o estudo puramente matemático e claro. Primeiramente temos que entender para quê serve o campo harmônico, qual sua finalidade.

   O campo harmônico traduz na verdade algo que nós sabemos por instinto, por exemplo, quando você esta compondo uma musica, instintivamente você tenta achar uma seqüência melódica que te agrade, e nas tentativas, é claro que as vezes tocamos seqüências de acordes que parecem não combinar entre si, isso se deve ao fato de que existe uma seqüência de acordes que se combinam, existe portanto uma seqüência melódica, por exemplo, seria a diferença de tocar em seqüência um acorde maior/ menor/ menor/ menor/ menor/ maior temos uma progressão, que quando tocada soa estranho, isso porque existe uma regra para combinação de acordes, isso não pode ser feito aleatoriamente, você terá um efeito horrível se você tocar uma seqüência :

Cm Dm Em Fm Gm Am Bm

   Isso não pode ser feito, então o campo harmônico serve para nos mostrar a sequência de acordes que irá soar perfeitamente e aonde estariam as escalas para aplicação. Vendo o campo, perceba que ele é composto por 7 graus, a escala musical é composta por sete notas, portanto uma seqüência melódica de acordes está relacionado com a escala musical que é a base de tudo. Na segunda aula analisaremos como é o vínculo entre as escalas e os acordes.
Veja no campo harmônico a seqüência de acordes com suas respectivas sétimas:

C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(b5)

   Pois bem aqui temos o campo harmônico natural, ele servirá de base para criarmos os outros. Agora feito o primeiro campo temos uma definição sobre os graus:

I7M IIm7 IIIm7 IV7M V7 VIm7 VIIm7(b5)

   Antes de seguir adiante vou explicar porque o sétimo grau é chamado de meio diminuto. A explicação básica do campo harmônico natural é que você tem uma seqüência de acordes que casam com as escalas, e que nenhum dos acordes e escalas nesse posicionamento tem sustenidos ou bemóis, pois bem faça um acorde de B, tanto faz ser maior ou menor, veja que notas fazem parte do acorde.... você irá achar o F#. Ele é a quinta justa de B.

  Quinta justa seria o seguinte, quando você monta, por exemplo, o modelo maior ou menor do acorde E ou A, existe um modelo para o acorde, certo? Note que onde está o dedo 3 no acorde corresponde a quinta do acorde, a quinta justa então seria sempre onde está seu dedo 3, vamos contar juntos: B/C/D/E/F 1/2/3/4/5, é a nota F, mas montando um acorde, a quinta é F#, baseado que no campo harmônico natural não pode haver sustenidos, temos que tirar esse sustenido do acorde.

   Temos dois modelos para esse grau o meio diminuto e o quinta aumentada, ora a quinta justa de B é F# ,a quinta aumentada é G. Tiramos o sustenido que não pode ter. Agora como faremos para entender e criar os outros campos?

   Agora você sabe quais acordes se casam, mas veja bem, existe sempre as exceções, muitas musicas são criadas com 2 campos diferentes, ou até 3, mas agora tudo têm uma explicação lógica e matemática, 2 casos comuns é em uma determinada música, ela progredir para um outro campo harmônico. Então o campo harmônico além de facilitar o seu trabalho de composição, já te mostra onde estão as escalas para solar, já lhe dá opções de acordes e facilita e muito para tirar músicas de ouvido; encontre dois, três acordes e tente identificar em que campo está, você poderá tirar o resto vendo quais os acordes que fazem parte do campo, e para solos ficará muito mais fácil tirá-lo, sabendo onde estão as escalas.



04 junho 2019

Os acordes relativos no estudo do violão e guitarra


 Popularmente diremos que são acordes que possuem o som parecido com o de outro acorde.
Existem alguns acordes que são bem difíceis de serem feitos, alguns usam pestana outros exigem uma abertura de dedo muito grande, ou seja, tudo que os iniciantes fogem! Este acordes podem ser substituídos pelos seus relativos.
Como os acordes maiores são formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a QUINTA (notas da escala maior), os que possuam a terça e a quinta iguais sãs chamados de relativos. Note que a primeira nota nunca será igual, pois seria o mesmo acorde.
Abaixo temos os acordes maiores e seus acordes relativos menores:

A  F#m
B  G#m
C  Am
D  Bm
E  C#m
F  Dm
G  Em

 Em termos práticos podemos variar uma progressão de acordes, trocando alguns dos acordes maiores por seus relativos menores.
Não só os acordes, as escalas maiores também tem suas relativas menores, como exemplo: A escala de Lá Menor é relativa da escala de Dó Maior.





25 fevereiro 2019

Dicas para cuidar bem do seu violão


  Enxugar as cordas e a escala do violão é a primeira condição para conservá-las em perfeito estado. Mas, antes disso, lembre-se de tocar com as mãos limpas para que não fiquem no violão, resíduos de sujeira ou mesmo de gordura, e sim apenas a umidade natural das mãos. Quando tiver terminado de tocar, esfregue vigorosamente um pano seco sobre as cordas, desde o cavalete até a pestana (capotraste). Enxugue também a parte de trás do braço do violão. E todo o instrumento deve ser limpo com um pano seco. Principalmente para os principiantes há posições (as mais fáceis) que são utilizadas com mais frequência do que outras; e, se descuidarem da limpeza, vão notar que na escala, nas cordas e na parte de trás do braço do instrumento irão se acumular resíduos. Quem primeiro se ressente disso são as cordas, que se oxidam e envelhecem antes do tempo. Manter as cordas limpas significar ter de trocá-las com menos frequência.

 Veja abaixo algumas dicas para conservar o seu violão em perfeito estado:

  * Não colocar nenhum peso ou objeto em cima do violão
    * Não derramar líquidos em cima do violão
    * Não molhar o violão
    * Não bater o violão ou deixá-lo cair
    * Não deixar o violão à exposição do sol ou umidade
    * Proteger o violão de temperaturas muito altas ou muito baixas
    * Manter o violão dentro de um estojo ou em uma capa
    * Transporte-o sempre com bastante cuidado
    * Guarde-o deitado e com as cordas para cima e em local seguro

Com o passar do tempo, as cordas do violão perdem um pouco da qualidade do som. É necessário trocá-las de acordo com um princípio simples: uma (corda velha) por uma (corda nova). Nunca retire todo o encordoamento do instrumento, isso fará a caixa acústica do violão sofrer com a falta de pressão antes exercida pelas cordas. Este fato é observado, quando são colocadas novas cordas. A afinação ira demorar mais do que o normal para se manter inalterada. O tempo útil de cada encordoamento vária de acordo com a qualidade da corda, uso, limpeza, clima favorável, além de outros fatores.



15 janeiro 2019

Violão e Guitarra - Dicas


  Ao comprar um instrumento nunca compre apenas pela cor, ou pelo visual, verifique o acabamento, a sonoridade e a qualidade do material usado em sua construção. No caso de instrumentos de cordas verifique a distância que existe entre as cordas e o braço do instrumento. Pois instrumentos com cordas altas dificultam a execução, principalmente no caso de quem ainda está aprendendo. Se você não tem nenhum conhecimento é sempre bom pedir a ajuda de um músico qualificado na hora de comprar seu instrumento.

  No caso do violão, se você ainda é iniciante e tem pouca prática, não use cordas de aço, elas são mais duras que as de nylon e cansam bem mais os dedos; uma vez que, não se deve mudar de cordas do violão de nylon para aço e vice-versa, pois cada instrumento é fabricado para cada tipo de cordas e geralmente nunca fica bom mudar a especificação de cada um.

  Ao trocar as cordas de seu instrumento, nunca troque pela metade, ou seja, umas e outras não. Se você trocar apenas algumas cordas, seu instrumento continuará com a mesma sonoridade ruim como se não tivesse trocado. Por outro lado, cordas devem ser trocadas a cada 4 ou 6 meses, conforme o uso. 



30 novembro 2018

Alterando tons: o capotraste


  O Capotraste é um dispositivo para mudar a tonalidade que você prende no braço de sua guitarra ou seu violão, próximo ao traste, da mesma forma com que você pressiona uma nota. Isso tem o efeito de deslocar a pestana (ou "traste zero") mais para cima no braço da guitarra ou violão. Alguns guitarristas pensam que usar um capotraste é roubar no jogo, mas não se pode ignorar que músicas muito boas foram gravadas com essa "pequena grande" ferramenta. Capotrastes são utilizados com mais frequência por guitarristas solistas para mudar sequências de acordes abertos para um tom mais alto, tanto para o benefício de um vocalista, como para simplesmente fazer a guitarra ou violão soar com mais clareza e com menos peso quando se toca alternando acompanhamentos de base. 


  Muitos músicos de bluegrass, country e música popular tocam sempre com um capotraste, cantores e compositores como Bob Dylan e James Taylor também o usaram em muitas músicas famosas. Capotrastes estão disponíveis para violões e guitarras acústicas e elétricas, por isso vale a pena pedir um conselho na sua loja de instrumentos local, para ter certeza de qual é o tipo certo para o seu instrumento antes de comprá-lo.

23 abril 2018

Curso de Violão e Guitarra - O Violão de 12 Cordas


  É um instrumento acústico com 12 cordas em 6 pares, o que produz tom e toque mais rico do que um violão de seis cordas padrão.Essencialmente, é um tipo de violão com um natural efeito de coro devido às sutis diferenças nas freqüencias produzidas por cada uma das duas cordas de cada par.
  Um violão de 12 cordas é um violão comum como todos os outros. Porém ele tem uma construção mais detalhada, mais difícil e pesada. É feito para suportar 12 cordas ao invés de 6, então tudo é mais reforçado: cavalete, corpo, braço e Headstock. Ele possui 12 cordas, como o nome já diz. As cordas são agrupadas de duas em duas, formando assim 6 pares. Essas cordas são semelhantes ao violão de 6 cordas, ou seja, as cordas que ficam agrupadas são iguais. Sendo assim ele terá as mesmas cordas de um violão comum, mas terá essas cordas em um número dobrado.  As cordas que ficam agrupadas possuem a mesma afinação, ficando assim: E E B B G G D D A A E E . Então para afinar um violão de 12 cordas basta ter um afinador comum para violão ou afinar normalmente de ouvido. Agora veremos a técnica e a execução no violão de 12 cordas.
  Sempre ou quase sempre há aquela dúvida: Dá pra fazer bend em violão de 12 cordas? Tem como fazer solos em violão de 12 cordas? Como é palhetar em um violão de 12 cordas? Como são executados os acordes? Dúvidas e mais dúvidas se repetem, afinal nada sabemos de um Instrumento que não conhecemos não é mesmo? Vamos então para a explicação: Para você executar acordes comuns no violão de 12 cordas é exigido uma alta praticidade em fazer pestanas. Isso mesmo, pestanas em acordes comuns! Como as cordas são agrupadas de duas em duas, para fazer um acorde que você apertava uma corda no violão comum, você irá apertar duas cordas no violão de 12 Cordas. E se já é difícil fazer um acorde comum, imagine um acorde com pestana? É dificuldade dobrada comparada ao violão comum. A pressão que você tem que fazer é maior, já que o braço do violão tem 12 cordas para pressionar. Mas embora a pressão seja maior, o truque certo é o mesmo, depois de um tempo treinando, a força não será tão necessária já que o que irá contar mesmo é a prática. Quanto aos bends a resposta é: quase Impossível! As cordas são próximas demais, então para você fazer um bend é necessário muita força, além de muita prática. Solos são possíveis, mas solos rápidos podem não ser executados nunca. O melhor mesmo é usar o violão de 12 Cordas como violão base. Outras técnicas são possíveis, mas somente depois de muita prática no instrumento.

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Design
  As cordas são colocadas aos pares, que geralmente são tocadas juntas. Nos 4 pares mais graves as cordas são normalmente afinadas em oitava, enquanto os 2 pares agudos estão afinados em uníssono. A afinação da segunda corda no terceiro par (G) varia: alguns músicos usam o par oitavado o que é mais comum, outros usam o par em uníssono. Alguns violonistas,  sejam em busca de tom distintivo ou para a facilidade de tocar, removem algumas das cordas duplas. Por exemplo, ao remover a oitava superior dos três pares de baixo executa-se linhas de baixo, mais limpas, mas mantém as cordas extras agudas. As cordas geralmente são organizadas de tal forma, que a primeira corda de cada par a ser atingido em um movimento para baixo é a seqüência de oitava mais aguda, no entanto, esta ordem foi revertida pela Rickenbacker em sua guitarra elétrica modelo 360/12 popularizada por George Harrison na época dos Beatles. A tensão colocada sobre o instrumento pelas cordas é alta, e por isso, violão de 12 cordas tem uma reputação de deformação após alguns anos de uso, principalmente em alguns modelos que não possuem os tradicionais suportes estruturais para prevenir ou adiar esse destino, em detrimento da aparência e tom. Até a invenção do tensor de 1921, violões de doze cordas foram quase universalmente ajustados, inferior ao E A D G B E tradicional, para reduzir as tensões sobre o instrumento. O violonista de blues Leadbelly usava freqüentemente a afinação em C, mas em algumas gravações podem ser reconhecível B ou A. Alguns artistas preferem a riqueza de uma afinação aberta, devido ao seu quase som orquestral. A mais usada é a afinação aberta em D, do grave para o agudo D A D F# A D ou também em G. Uma gama habitual de afinações de guitarra também estão disponíveis.
   O violão de doze cordas é mais usado para acompanhamento do canto seja no rock ou música popular. Isso acontece porque tocar individualmente os pares do violão de doze cordas requer muito mais habilidade e força do que em um violão. Alguns músicos de hard rock e rock progressivo usam violões ou guitarras com dois braços, que têm ambos seis cordas e de doze cordas, permitindo a transição rápida entre diferentes sons. O maior número de cordas torna a vida do violonista árdua. A diferença entre os pares de corda é geralmente mais estreita do que entre os cursos de cordas de violão comum de seis cordas convencional, de modo que é necessária mais precisão com a palheta ou dedo quando se arpeja. Geralmente não é um instrumento dado a frases de alta velocidade. O grande barato do violão de doze cordas é o uso constante de notas pedais que transformam o som do instrumento em algo muito grande. Os violões de doze cordas são feitos em ambas as formas: acústicos e elétricos. No entanto, o acústico é mais comum.

Efeito Chorus
  As fileiras duplas de cordas do violão de doze cordas produzem um efeito de coro, porque a seqüência de sons individuais com aproximadamente o mesmo timbre e quase (mas nunca exatamente) o mesmo tom convergem e são percebidos como um só. Quando o efeito é produzido com sucesso, nenhum dos sons constituintes é percebida como sendo fora de sintonia. A interferência entre as freqüências ligeiramente diferente  produz um fenômeno que resulta em uma sonoridade de ascensão e queda de intensidade, muitas vezes considerado agradável ao ouvido. O efeito é mais aparente quando se ouve as notas que sustentam por longos períodos de tempo e é bastante conhecido pelo nome de chorus.
 


05 dezembro 2017

A postura correta no violão popular e violão clássico

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A Postura no Violão Popular: A postura no violão popular é bastante simples. Como normalmente fazemos, apoiamos o corpo do violão na perna direita. Colocamos o braço por cima do corpo do violão e posicionamos a mão perto da boca do violão (boca é o furo que tem no meio do corpo do violão). Após fazer isso, devemos colocar a mão esquerda no braço do violão e começar a executar os movimentos necessários: acordes solos e etc. Para fazer tudo isso, é preciso sentar em um lugar bem apoiado (tipo um banquinho) e manter a coluna reta. 

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A Postura no Violão Clássico: A postura no violão clássico é mais composta. Devemos apoiar o corpo do violão na perna esquerda, portanto você terá que abrir um pouco a perna direita para que o corpo do violão caiba entre as suas duas pernas. O violão deve ser inclinado um pouco para baixo para facilitar o acesso da mão esquerda no braço do instrumento. A posição do braço e da mão são as mesmas que a do violão popular. Essa posição é necessária porque os violões clássicos não costumam possuir Cutway (aquela inclinação no corpo que facilita o acesso as casas mais agudas), então essa posição, acaba facilitando o acesso às casas mais agudas do violão por parte do músico.

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Qual a forma correta de sentar? Você deve ter de preferência um banco onde você possa apoiar o pé. Esse apoio pode ser um pouco alto. Você deve sentar no banco e deixar sua coluna reta. Deixar a coluna inclinada, cabeça baixa, e a postura errada podem lhe causar sérios problemas futuros.

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A Posição das mãos: A mão direita deve ficar sobre a boca do violão, na parte de cima das cordas. O dedo polegar deve tocar os bordões (cordas mais graves) e os outros dedos devem tocar da primeira até a quarta corda. Também pode ser usada a palheta, que apenas exige que o dedo polegar e o indicador se juntem para apertá-la. A mão esquerda é a responsável pela execução de acordes, solos e etc. O dedo polegar deve ficar atrás do braço, e possui diferentes inclinações para cada tipo de acorde. Se for um acorde com pestana, por exemplo, o dedo polegar fica na parte de baixo da parte de trás do braço. Os outros dedos (indicador, médio, anular e mínimo) ficam apertando as cordas nas determinadas posições. No caso dos violões cutway's, quando é preciso apertar as cordas dentro da inclinação do cutway, o dedo polegar fica livre, pois não tem como ele apertar a parte de trás do violão.

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É necessário ter uma unha grande no polegar? Não. É útil, mas não necessário. Você usa a unha para tocar o baixo (a parte mais grave) dos acordes, mas esse papel também pode ser feito apenas pelo dedo. Se você toca teclado e violão, por exemplo, não poderá ter a unha grande, pois a unha grande irá lhe atrapalhar na hora de tocar o teclado. Então nada melhor do que comprar uma unheira (uma espécie de palheta que é presa no dedo polegar) ou uma dedeira (uma espécie de palheta que se encaixa nos outros dedos, menos no polegar). Fazendo isso você  poderá tocar violão e teclado (por exemplo), sem ter nenhum problema.



24 outubro 2017

O Estudo dos Intervalos

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  Antes de falar diretamente sobre o intervalo musical, iremos tomar como exemplo algumas coisas do nosso cotidiano para uma melhor ilustração. Quase todos os dias nos deparando com medidas (distância, peso); um exemplo: para medir o comprimento de qualquer coisa usamos o metro.O metro, ou esse sistema de medidas pode ser usado para medir a distância entre dois pontos. Na música também há um sistema de medidas, se é que podemos chamá-lo assim. Mas, ao invés deste sistema medir a distância física entre dois pontos, ele mede a distância sonora entre duas notas musicais. Esse sistema chama-se intervalo musical. Para entender a escala, os acordes e tudo o que há na música, é essencial o estudo dos intervalos. Mas o que é intervalo? A definição mais comum é que intervalo é a diferença sonora entre duas notas. Para ilustrar melhor, vamos pegar um exemplo prático:

C --- D

  Existe entre as notas C e D um intervalo de 1 (um) tom . Se as notas fossem C e C# o intervalo seria de 1/2(meio) tom.

  Se você tiver a mão um instrumento, que não seja de percussão, e tocar a nota C e em seguida a nota D, você irá sentir o som que elas proporcionam. Você irá notar que ao tocar a nota D seguida da nota C o som foi mais para o agudo. Da até uma impressão de que o som subiu um pouco, foi mais para frente, se assim fosse possível visualizar as notas musicais. Dessa maneira fica um pouco mais fácil entender como pode ser medida a distância entre duas notas.

  Mas o intervalo não é apenas isso. Para ir um pouco mais fundo eu pergunto a você, o que é a música? Um pouco difícil de definir, mas para o nosso propósito, podemos definir música como sendo a arte de expressar sentimentos através de sons, ou notas musicais.

  Dizemos que na música existem dois tipos básicos de expressão: tensão e relaxamento. Tensão seria aquele tipo de música que você escuta e fica tenso agitado, ex: Heavy Metal, alguns Jazz e Fusion são bem tensos, repare também nas músicas utilizadas em trilhas sonoras de filmes, principalmente filmes de terror, catástrofes, etc. Como relaxante podemos tomar como exemplo a música erudita (porém nem todas, algumas são tensas) e músicas bem calmas, aquelas que você (que não é roqueiro) põem para dormir .

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  Para nos expressar em um desses tipos básicos, precisamos conhecer o intervalo de cada nota em relação à outra, e sentir o som que ele proporciona.

  Quando você escuta ou faz um solo, na verdade você esta tocando uma seqüência de intervalos, se não fosse assim, você não produziria som algum que não fosse apenas o som da primeira nota tocada.

Exemplos de intervalos e tipos de sons

Intervalos tensos

O intervalo entre a primeira de um escala e sua quarta aumentada:

C e F# .

O intervalo entre a primeira de uma escala e sua sétima maior:

C e B .

Intervalos relaxantes

O intervalo entre a primeira de uma escala e a sua Quarta

C e F

O intervalo entre a primeira de uma escala e a sua Sexta

C e A

  Para saber qual é o intervalo entre duas notas, temos sempre que tomar como referência a primeira nota tocada. Após isso iremos ver onde se encontra a outra nota dentro da escala maior da primeira. Um exemplo:

  O intervalo entre as notas C e E .

  A primeira nota tocada é a nota C, portanto vamos procurar a nota E dentro da escala de C maior para saber o intervalo correspondente entre as duas.
A escala de C é a seguinte: C D E F G A B C

  Para isso vamos contar a partir da nota C até a nota E (conta-se inclusive a nota C). O número que achamos foi 3, portanto dizemos que entre a nota C e a nota E existe um intervalo de terça. Esse intervalo irá proporcionar uma sensação sonora que é típica e exclusiva do intervalo de terça e que nenhum outro intervalo poderá reproduzir.

  Portanto cada intervalo tem a sua identidade própria, não importando o tom em que estamos tocando. Uma mesma música pode ser tocada em tons diversos, e nem por isso ela perderá suas características.

  Agora que temos uma pequena noção do intervalo musical, podemos compreender como se formam as escalas. Iremos tratar em particular da escala maior, por ser esta a principal escala e mãe de todas as outras.

Temos os seguintes intervalos:

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sétima

Oitava

  Para você entender bem vamos a um exemplo, vamos achar os intervalos da nota "A" é só contar, seguindo a escala musical, a nota A no caso, mais o número do intervalo, a segunda de A seria B e assim por diante, veja a lista completa abaixo:

Nota: "A"

Segunda: B

*Terça: C

*Quarta: D

*Quinta: E

*Sexta: F

Sétima: G

Oitava: A (sempre a oitava é ela mesmo)

  Alguns intervalos terão mais afinidade com a tônica do que outros, olhando acima você verá um asterisco nos intervalos de terça / quarta / quinta / sexta, esses intervalos têm uma relação perfeita com a "tônica", experimente tocar junto à nota "A" com a "C" e assim por diante, você perceberá que elas têm uma sonoridade, elas se combinam, enquanto que os intervalos de segunda e sétima não se relacionam com a tônica, note que são as notas, posterior e a anterior, então para tornar a explicação mais clara, as notas próximas à tônica não se relacionam com ela.

  Vamos ver agora um exemplo pratico de como os acordes são formados. Temos aqui o acorde de C maior, no modelo sem pestana, vamos ver quais notas fazem parte do acorde:

C

E

G

C

E

A Segunda nota do acorde é a nota E

O QUE "E" SERIA DE "C" EM INTERVALOS? LEMBRE SEMPRE DE CONTAR A PARTIR DA TÔNICA!

C-D-E
(1-2-3)

É A TERÇA DE C! E TEMOS A NOTA G QUE É QUINTA DE C,
C É OITAVA DE C E O RESTO É UMA REPETIÇÃO.

  Sempre ao ver que notas fazem parte de um acorde, associe com os intervalos, isso torna a compreensão deles muito mais fácil e clara, e todos os acordes maiores e menores se formam como no exemplo acima.

Regras

  Porque o acorde é maior ou menor? Qual seria a diferença entre eles? Existe um intervalo que define se o acorde é maior ou menor, é o intervalo de "terça". Nós temos dois tipos de terça:

Maior / menor.

  A terça maior está sempre 4 casas a frente da tônica, enquanto a terça menor esta sempre 3 casas a frente da tônica. A regra é simples e matemática, quando você estiver tocando um C maior, a terça é a nota E, se você contar a partir da nota C (que é a tônica do acorde) 4 casas você cairá na nota E, portanto a terça menor de C é Eb ou D#.

  Isso explica, por exemplo, a pouca diferença que existe entre o modelo de acorde menor / maior com pestana da corda E ou A, perceba que a diferença de um para o outro é de uma nota, exatamente a "terça".

  Nós vimos em intervalos que existem certos intervalos que se relacionam muito bem com a tônica e outros, mais especificamente o de segunda e de sétima, que não se relacionam muito bem com a tônica, mas isso não quer dizer que esses intervalos não são usados na formação de acordes! Veja o exemplo deste acorde: Am7.(A MENOR COM SÉTIMA)

  Vamos analisar o acorde vendo que notas fazem parte dele:

Am7:

E (quinta de A)

G (sétima de A)

C (terça de A)

E (quinta)


  Neste acorde nós temos uma "sétima". Mas a sétima não se relaciona com a tônica, então como acorde soa tão bem? A nota G não se relaciona com o A, mas o que G seria de E que também faz parte do acorde? Seria "terça" de E. Então a conclusão é que todos os intervalos poderão ser usados desde que dentro do acorde tenha uma nota que se relaciona com ela, se pensarmos bem a probabilidade de em um acorde não ter uma nota que se relaciona com qualquer outra e praticamente nula, nós temos uma infinidade de opções, e você vai ouvir falar bastante em acordes com sétima e nona.

  Portanto todos os intervalos são usados na formação de acordes, é só você achar uma relação com outra nota que está formado o acorde.

Tríades

  Um acorde é formado, caracterizado, basicamente por sua tríade, como a palavra já diz, tríade são as três primeiras notas do acorde, e com essas três notas que você caracteriza o acorde, sendo as outras notas uma repetição delas mesmas. Veja abaixo algumas construções básicas de tríades.

MAIOR:

T/3/5 EX:C/E/G

MENOR:

T/3b/5 EX:C/Eb/G

AUMENTADA

T/3/5# EX:C/E/G#

DIMINUTA

T/3b/5b EX:C/Eb/Gb.


Conclusão

  Intervalo então é a distância entre duas notas. Se você toca uma nota após a outra, temos um Intervalo Melódico; se você toca duas notas diferentes ao mesmo tempo, o intervalo é Harmônico; e se você toca duas notas idênticas ao mesmo tempo, o intervalo é chamado de “Uníssono”.


14 julho 2017

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