09 agosto 2009

Introdução ao Blues

  Muito se tem escrito e falado sobre a origem do Blues que, evidentemente, permanecerá incerta para sempre. Não obstante é possível traçar algumas de suas mais significativas influências, quais sejam, os cantos de trabalho e os "hollers" (lamentos). Os cantos de trabalhos eram tipicamente utilizados por negros trabalhando em grupos no sul dos Estados Unidos, particularmente no Mississipi e Louisiana. Um solista cantava frases curtas que eram então repetidas pelo conjunto dos demais trabalhadores. Estas frases eram emitidas de forma mais ou menos lenta e ritmadas, na verdade no ritmo em que se desenvolvia o trabalho. Você provavelmente já deve ter visto isso em algum filme (especialmente aqueles que apresentam um grupo de presos trabalhando na beira de alguma estrada do Mississipi). 
  Os "hollers", por outro lado, eram produzidos por indivíduos normalmente sozinhos e, por isto, os cantos eram bem mais altos. As atuais canções que se ouve nas igrejas negras protestantes do Estados Unidos ("spirituals") são claramente inspiradas neste estilo. Na musica africana, aonde evidentemente encontram-se as raízes do Blues, a escala musical é pentatônica, ou seja, constituída por apenas 5 notas musicais. Escalas pentatônicas são ainda hoje, principalmente devido a sua relativa simplicidade, utilizadas por músicos dos mais diversos, inclusive no estilo Blues. 
 Quando se interpretavam as canções de trabalho, ou os "hollers", sem acompanhamento instrumental, como deve ter acontecido no principio quando os negros as cantavam no campo, a diferença entre a escala africana (pentatônica) e a escala européia, que contem 7 notas musicais (a chamada escala diatônica, que poderia ser também denominada heptatônica), não trazia consigo qualquer problema. Entretanto, quando se tentava acompanhar estas mesmas canções com instrumentos musicais europeus, construídos para a escala diatônica, o conflito era inevitável. Tal conflito gerou o que hoje se conhece por blue notes, que são consideradas uma tentativa dos músicos afro-americanos de tocar exatamente aquilo que cantavam. Estas “blue notes” são normalmente a III e a VII da escala, que são tocadas com aumento ou descida de meio tom. 
  Outro aspecto interessante é a de que no Blues normalmente não se encontram canções inteiramente no modo menor. Não obstante, os solos podem ser amiúde realizados numa escala menor, o que contribui para dar a este estilo musical uma conotação dúbia ou incerta. Uma conotação Blues, diriam os mais puristas.


13 julho 2009

Escala Cromática


É uma escala onde as notas sucedem-se única e exclusivamente por semitons.

Exemplo: 
Dó, Dó#, Ré, Ré#, Mi, Fá, Fá#, Sol, Sol#, Lá, Lá#, Si. Dó. 

Válido também na ordem decrescente: 

Dó, Si, Sib, Lá, Láb, Sol, Solb, Fá, Mi, Mib, Ré, Réb, Dó.

04 maio 2009

A postura no violão

   Para o violão popular não há uma posição padrão como há no violão clássico. Sentado o violonista apóia o violão sobre a perna esquerda, que devera estar apoiada em banquinho de mais ou menos vinte centímetros. 
  O dedo polegar da mão esquerda deve permanecer sempre que possível no centro posterior do braço do violão Mas devemos observar algumas coisas necessárias a um melhor desempenho futuro. Se por acaso você quiser tocar de pé, será necessário que você adquira uma correia, que você poderá comprar em qualquer casa de venda de instrumentos musicais, esta correia deve ser bem larga para evitar que tenhamos dificuldades em permanecer durante um tempo muito longo com o instrumento pendurado devido a dores no ombro. 
  Segure o instrumento de forma que sua coluna permaneça reta, ou seja, evite curvar-se para ver as casas no braço do violão, e se você ainda vai realizar compra de um violão, observe que em alguns violões os botões ficam na parte superior do braço justamente para que você localize as casas sem ter que olhar diretamente para as casas. Quando tocar sentado evite se apoiar sob o violão, permaneça com a coluna reta sempre evitando olhar para o braço do violão.


29 abril 2009

A guitarra e o violão clássico

  
 A guitarra convencional de seis cordas teve origem na Itália, por volta de 1780. Em meados do século XIX, o fabricante de guitarras espanhol Antônio de Torres, produziu um instrumento maior, cujas dimensões e estrutura são ainda usados hoje. No final do século passado, Francisco Tárrega definiu grande parte do que se considera hoje como as técnicas clássicas de execução. Contudo coube talvez ao virtuoso Andrés Segóvia, mais que a qualquer outro, a responsabilidade pela aceitação da guitarra ou violão como instrumento clássico.

28 abril 2009

Violão e Guitarra - As origens

  É difícil traçar as origens da guitarra - ou violão (o português é talvez a única língua com duas formas, violão e guitarra, usadas como conceitos distintos de instrumentos). Um instrumento em forma de 8 já era utilizado no século XIII, mas supões-se que precursores da guitarra já existiam na Babilônia e no antigo Egito. As primeiras guitarras desse nome surgiram no Renascimento, mas eram consideradas inferiores a outros instrumentos de cordas como o alaúde. Embora parecidas com as de hoje, essas primeiras guitarras eram bem menores e tinham quatro "cursos" - jogos de cordas duplas - de tripas de carneiro.

12 março 2009

A Mão Esquerda

  A função da mão esquerda é pressionar as cordas junto as trastes, para que produzam as notas desejadas. Antes que sua mão direita toque as cordas, a mão esquerda já deve estar em posição, demarcando uma série determinada de notas. A mão esquerda pode ser usada também para abafar determinadas notas que não combinam com o acorde que está sendo tocado.   A técnica clássica é manter o polegar sempre no meio da largura do braço. Com isso, fica sempre um espaço livre entre o braço do violão e a palma da mão. O punho fica ligeiramente dobrado, deixando os dedos descansar confortavelmente sobre as cordas. O polegar, oposto aos demais dedos, funciona então como apoio para que as ponta dos dedos apliquem a pressão exata sobre as cordas. 
 Essa posição permite o máximo de precisão, fidelidade e rapidez. Muitos instrumentistas colocam o polegar bem mais alto nas costa do braço, encaixando a palma da mão. É um hábito tentador, pois dá mais apoio para as técnicas de rock. Para tocar uma única nota com clareza, sem encostar em nenhuma outra corda, seus dedos devem estar arqueados, com a ponta formando quase uma perpendicular com o braço do instrumento. Por isso, o comprimento das unhas não pode ultrapassar o do dedo. Com unhas muito compridas fica mais difícil pressionar a corda com firmeza. O dedo acaba então saindo da perpendicular e pode abafar a corda vizinha.
  Ao pressionar uma corda, coloque o dedo um pouco antes do traste (nunca em cima, imediatamente após ou a meio caminho entre dois trastes). O comprimento de vibração da corda será a distância entre o último traste e o cavalete. Use apenas a pressão necessária para que a nota soe com clareza. 
 Pressão demais cansa os dedos e cria tensão na mão, dificultando a passagem de uma posição a outra.

20 fevereiro 2009

Técnicas de Abafamento

  Abafamento com a palma da mão é uma técnica importante usada primariamente ao tocar Guitarra elétrica. Esta técnica pode ser usada na guitarra acústica também. Esta aula irá cobrir a técnica de abafamento em 2 maneiras. Uma das maneiras é usado para conseguir o som muito usado em Heavy Metal. 
  A segunda maneira, a mais importante, é mostrado como a palma da mão é usada para abafar notas que você não quer que apareçam, principalmente quando você está tocando usando efeitos de distorção e ganhos. Por este motivo que nesta aula os estudos serão direcionados para a guitarra elétrica. 
  Para abafar com a palma, coloque a palma da sua mão direita perto da ponte da guitarra enquanto toca algumas nota.Use a parte da palma abaixo do polegar. Toque as notas abaixo usando palhetas para baixo. Assegure-se que a guitarra está plugada no amplificador e você esteja usando uma distorção pesada.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D ---------------------------------------------------------------------
A ---------------------------------------------------------------------
E --0-0-0-0--0-0-0-0--0-0-0-0--0-0-0-0--------------------------
........----------------P.M.---------------------------------------------

  Abafamento da corda E é muito utilizada no Heavy Metal e no Rock. Também é usado na corda A solta. Agora use o abafamento com a palma fazendo o acorde de F#. Ao tocar o acorde, use palhetadas para baixo e gradualmente levante a palma da mão da ponte em ritmo lento até o acorde parar de soar. Finalize tocando um power chord em E, o qual você pode deixar soar.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D ---4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4---2----------------------
A ---4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4---2----------------------
E ---2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2---0----------------------
........----------------P.M.--------------------------------------------


USANDO O ABAFAMENTO PARA SONS MAIS LIMPOS 

  Quase sempre quando se toca a guitarra, a palma da mão fica perto da ponte, então quando se precisa abafar algumas notas é só fazer uma pequena pressão na ponte.Fazendo isso, os exercícios se tornarão mais fáceis. 
 Como as cordas soltas soam por mais tempo, vamos praticar os próximos exercícios com cordas soltas e o amplificador no máximo de distorção e ganho. Após tocar cada uma das notas, abafe a corda na ponte da guitarra com a palma da mão. Comece fazendo os exercícios lentamente e vá aumentando a velocidade para você adquirir a técnica.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D --------0---------0--------0----------0----------------------------
A ---------------------------------------------------------------------
E ----0-------0---------0--------0------------------------------------

  Uma excelente maneira de se praticar a técnica é usando escalas. Toque uma escala. Antes de ir para a próxima corda, rapidamente abafe a corda tocada com a palma da mão e libere, então, vá para a próxima corda. Também faça isso quando praticar a escala no modo reverso. Experimente tocar primeiro com a Escala Pentatônica A.

E ------------------------------5-8----8-5---------------------------
B -------------------------5-8---------------8-5---------------------
G ------------------5-7---------------------------7-5----------------
D -------------5-7-------------------------------------7-5-----------
A -------5-7-------------------------------------------------7-5-----
E -5-8-----------------------------------------------------------8-5-

  Para outras escalas, verifique a teoria sobre escalas. É importante saber usar a técnica se você tem intenção de tocar solos de guitarra. De outra maneira, os solos sairão com bastante ruído. Estes exemplos poderão ajudá-lo a aprender o básico da técnica.

30 janeiro 2009

Trocando as cordas da guitarra

  Quando você for trocar as cordas da sua guitarra tenha em mente o seguinte: as cordas esticadas aplicam um certo esforço no instrumento que forçam o braço a se curvar. Para compensar isso, existe uma barra de metal dentro do instrumento chamado TENSOR que permite que se ajuste a curvatura do braço para mais ou para menos. Esse tipo de ajuste é delicado e o ideal é que esse serviço seja feito por um Luthier especializado.
  Por isso você deve evitar tirar todas as cordas do instrumento ao mesmo tempo. Se você fizer isso, a curvatura do braço vai se alterar, afetando a regulagem do instrumento.
   Você pode estar imaginando: mas na hora que eu colocar as cordas de novo o braço volta para a sua curvatura anterior, certo? Infelizmente não funciona desse jeito. A guitarra é feita basicamente de madeira, que é um material bastante temperamental e pode ser afetado por diversos fatores diferentes, como temperatura e umidade por exemplo.
  Se você ainda não ficou convencido faça esse teste: afine uma corda da guitarra e memorize bem o jeito que a tarraxa ficou posicionada. Agora, solte a corda dando umas três ou quatro voltas na tarraxa. Volte a apertar a corda de modo que a tarraxa fique na posição que você tinha memorizado e verifique a afinação da corda. Nove entre dez vezes a corda não vai estar afinada.
 Se for possível, evite também ficar variando de marca de encordoamento .Procure escolher o tipo que mais lhe agrada, leve seu instrumento para uma regulagem em um Luthier de confiança e não mude mais de marca e modelo. Por exemplo: se você prefere usar cordas D Addario XL140, toda vez que for trocá-las compre sempre D Addario XL140. Se você colocar outra marca, aquela regulagem que você pagou uma grana pra fazer pode não valer mais nada.
  Então quando for trocar as cordas da sua guitarra faça a troca uma corda de cada vez e certifique-se que a corda esteja afinada corretamente antes de trocar a próxima.Guitarras com ponte tipo Floyd Rose são problemáticas para trocar as cordas porque o sistema é flutuante. Isso quer dizer que a alavanca não tem um ponto de descanso como nas pontes tipo Fender onde a alavanca fica apoiada na madeira do instrumento quando não está sendo usada. As Floyd tanto podem ser apertadas como puxadas. 
 Quando você solta uma corda, as outras cordas restantes tem que suportar o esforço a mais gerado pelas molas da alavanca. Então você corre o risco de estourar uma corda durante a troca e dar prejuízo pro seu bolso. Uma solução interessante é você colocar um calço na alavanca antes de soltar a corda. Pode ser um pedaço de plástico fino e resistente ou um papelão duro ou então pode fazer como eu fiz: usei uma cartolina dobrada e colada com fita adesiva.

20 janeiro 2009

Cifras e Acordes

A) Acorde:
 É o conjunto de três ou mais sons ouvidos simultaneamente. No caso do acorde de Dó maior seria: Dó – mi – sol 

B) Acorde arpejado: 
   É quando as notas de um acorde são tocadas sucessivamente. No violão usa-se dizer, também, acorde dedilhado. 

C) Cifras: 
   Cifras são símbolos criados para representar o acorde de uma maneira prática. A cifra é composta de letras, números e símbolos. É o sistema predominantemente usado em músicas popular para qualquer instrumento. Em cifra os nomes lá, si, dó, ré, mi, fá e sol são substituídos pelas sete primeiras letras do alfabeto. A – lá B – Si C – Dó D – Ré E – Mi F – fá G – sol Os números e sinais usados na cifra representam os intervalos da escala, a partir da nota fundamental, em que são formados os acordes. Tomemos o exemplo do acorde C7 (#9). C quer dizer Dó. O número 7, o intervalo de sétima menor a partir da nota fundamental Dó. E o # ao lado do 9, a nona aumentada. 

D) O que a cifra estabelece: 
    Tipo dos acordes (maior, menor, 7º da dominante, 7º diminuta, etc), exemplos:

C = Dó –Mi – Sol
Cm = Dó – Mib – Sol
C7 = Dó – Mi – Sol – Sib
= Dó – Mib – Solb - Sib 


23 novembro 2008

O básico da afinação

  Este é um procedimento um pouco difícil para o principiante, mas é bom que você tente para ir se acostumando. Por favor não arrebente a corda do violão! O violão tem 6 acordas, a saber E B G D A E de baixo para cima. Dependendo de quanto a tarraxa estiver esticada essas cordas podem ter outro som que não os necessários, corda mais folgada som mais baixo e corda mais apertada som mais alto. 
  O que você tem a fazer é esticar convenientemente essas cordas. Afrouxe a 6ª corda (E mais grossa) e vá rodando a tarraxa, a corda não pode ficar folgada nem apertada demais. Se o violão já estava mais ou menos afinado deixa-a como está. Coloque um dos dedos na 5ª casa da corda E. Afrouxe a tarraxa da corda A e vá apertando aos poucos .O som produzido deve ser igual ao da corda A, já que o E na 5a casa é um A. 
  Repita o processo para a corda D e para a corda G. Faça o mesmo procedimento para a corda B, só que apertando na 4ª casa ao invés da 5ª, já que para fazer um B devemos apertar na 4ª casa. Volte a apertar na 5ª casa e afine a E mais fina. 
 Quando estiver afinando repare que por causa de um fenômeno chamado ressonância, quando a corda de baixo estiver afinada a mesma vibrará sem você toca nela! 
 Toque a primeira corda, escute o som e depois toque a segunda. Ouça se é preciso apertar ou folgar a tarraxa. Com o tempo você perceberá as mínimas diferenças entre os sons. Por enquanto seu ouvido ainda não está acostumado e não existe uma fórmula mágica para fazer isso depressa, por isso não desista nem se encabule se você não conseguir uma afinação satisfatória. 

06 setembro 2008

Dedilhados - Parte 02 - Exercícios

 Uma vez que você aprendeu a técnica, experimente este exercício. Toque cada compasso 4 vezes e então passe para o próximo exercício. Continue tocando até que você consiga tocar bem solto.

01
E------3------------------------3-------
B ----------0---------------0------------
G -------------0-------0-----------------
D --0--------------0---------------------
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------
02
E ------0------------------------0-------
B ----------0---------------0------------
G -------------0-------0-----------------
D --2--------------2---------------------
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------
03
E ------0------------------------0-------
B ----------1---------------1------------
G -------------0-------0-----------------
D --2--------------2---------------------
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------
04
E ------2------------------------2-------
B ----------1---------------1------------
G -------------2-------2-----------------
D --0--------------0---------------------
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------

  É muito bom você aprender o básico corretamente. Se você é capaz de tocar bem esses exercícios, você estará no caminho correto para dominar a técnica de dedilhados.

02 setembro 2008

A técnica do hammer-on

 Um hammer-on consiste em martelar com um dedo da mão esquerda uma corda em um traste fazendo soar a nota sem o auxílio da mão direita.

E--------------------------------------------
B---------------------------------------------
G---------------------------------------------
D---------------------------------------------
A-----------5h7-------------5h7-----------
E---0--0------------0--0--------------------

  No exemplo acima após ferir a sexta corda solta duas vezes o músico deverá ferir a quinta corda na quinta casa e imediata e vigorosamente apertar a mesma corda (quinta) duas casas a frente (sétimo traste), fazendo a corda soar apenas com a martelada e sem auxílio da mão direita. Depois repita a sequência

01 setembro 2008

A técnica de slide

Slide é a técnica em que uma nota é tocada e então seu dedo desliza até outra nota. Este é um exercício bem simples. Geralmente você verá na tablatura o símbolo "/" para um slide up (acima) e " \" para um slide down (abaixo). 

Slide Up 

Na corda A , pressione na casa 5 e então toque-a, então, sem remover o seu dedo, deslize até a casa 7. Não toque novamente. 

E----------------------------------------- 
B ----------------------------------------- 
G ----------------------------------------- 
D ----------------------------------------- 
A ------------5 / 7----------------------- 
E ----------------------------------------- 

  Não remova o dedo do braço da guitarra(escala) quando estiver fazendo o sliding. Mantenha o dedo pressionado na escala da guitarra. 

Slide Down 

Na corda B , pressione na casa 5 e então toque sem remover o dedo, deslize até a casa 3. Não toque novamente. 

E ----------------------------------------- 
B ---------------5 \ 3-------------------- 
G ----------------------------------------- 
D ----------------------------------------- 
A ----------------------------------------- 
E -----------------------------------------

28 agosto 2008

Como estudar violão e guitarra

  Não vou dizer que a resposta é única e exata, mas posso dar alguns toques para que você mesmo possa encontrá-la. Lembre-se sempre de que todo e qualquer contato que possa ter com o instrumento será válido, a intimidade que se ganha a cada dia é fundamental para um bom desenvolvimento. Escolha um dia para dar uma geral em grande parte do que aprendeu. Como numa sequência, revise escalas, arpejos, acordes, padrões, etc...
  Estude sempre com o metrônomo, para ter a segurança do tempo de forma linear, trabalhando intensidade, duração, dinâmica, etc...  
 Dessa forma, será mais fácil avaliar a evolução no instrumento e, com isso, reconhecer os pontos que precisam ser fortalecidos.

Duração

 Quando houver um novo assunto, deve ser dada uma maior atenção para ele. Meia hora por dia com concentração será mais rico e proveitoso do que duas ou três horas dispersas. Como e quanto será absorvido do assunto vai sempre variar de pessoa para pessoa, mas a questão é a forma como é feito o estudo. É interessante dizer que todos os bons músicos que conheço estudaram assistindo à televisão. Como esclarecer isso?
 Outro ponto importante a citar é a história de que "fulano estuda oito horas por dia!" Esse tipo de estudo, de longa duração, deve ser muito bem organizado. O cuidado com o corpo humano, a nossa máquina, é de suma importância. A atividade repetitiva pode gerar lesões graves, como a tão famosa inflamação nos tendões (tendinite).

Portanto:

1) Alongamentos nos braços e nos dedos antes, durante e depois dos estudos, são essenciais para o condicionamento e, assim, para um melhor aproveitamento do tempo. Caso contrário, você terá de interromper o aprendizado por causa do cansaço. Lembre-se: você é um atleta dos braços e dos dedos.

2) Planejar é importante. Alterne seus objetivos: rapidez, agilidade, tudo o que se refere a solos (escalas, arpejos, técnicas em geral), parte harmônica (acordes), ritmo e teoria.

3) Ouça de tudo. Escute tudo aquilo que possa contribuir para a sua formação como músico. É uma das melhores coisas a se fazer. Com esses cuidados, você irá planejar seu tempo e criar um ritmo próprio de estudo.


25 agosto 2008

Dedilhados - Parte 01

Finger picking 

  É a técnica de tocar a guitarra onde os dedos são usados em vez de se usar uma palheta. Esta lição mostrará alguns tipos de finger picking (dedilhado). Quando ler música que usa a técnica, você verá o termo "PIMA" ou as iniciais P, I, M ou A . PIMA representa o dedo polegar e os outros 3 primeiros dedos da mão direta. O termo PIMA é usado para indicar qual dedo deve-se usar para tocar a nota. Essas letras são abreviações do Espanhol e representam:

Pulgar = Polegar
Indice = Indicador
Medio = Médio
Anular = Anular

 Pronto? Então vamos começar o nosso primeiro exercício. Use sua mão esquerda para formar o acorde de E no braço da Guitarra. Toque as notas usando sua mão direita e os dedos indicados. Toque de baixo para cima usando a ponta do dedo (Toque de cima para baixo quando for usar o Polegar). Você pode usar a ponta do dedo para tocar ou a unha. O que for melhor para você.

-----P--A--M--I--P--A---M-I----P
E ------0--------------0-----------------
B ----------0--------------0-------------
G -------------1--------------1----------
D --2--------------2---------------2----
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------

No próximo exercício usaremos o mesmo acorde, mais iremos usar os dedos descendentemente. Comece tocando devagar e vá aumentando a velocidade aos poucos.

----P----I----M--A--P-I--M--A
E ----------------0-------------0--------
B -----------0-------------0-------------
G -------1-------------1-----------------
D --2--------------2---------------------
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------


18 agosto 2008

As primeiras guitarras elétricas

  Nos anos 20 as guitarras eram comuns nas orquestras de jazz e dança. Devido a seu volume relativamente baixo, eram em geral usadas para dar a base rítmica. Na tentativa de mudar isso, um engenheiro da Gibson, Lloyd Loar, começou a testar captadores eletrônicos. Foi, entretanto, outra empresa norte-americana, a Rickenbacker, que em 1931 construiu o primeiro instrumento eletrônico de cordas comercialmente disponível - a pedals steel portátil.
 Um ano depois a empresa introduziu a primeira guitarra elétrica à venda no mercado, a Electro Spanish. Esta era um modelo bárico arch top condicionado com um captador magnético em ferradura. Mas foi a Gibson ES-150, lançada comercialmente alguns anos depois, que atraiu a atenção do guitarrista de jazz Charlie Christian, que levou a guitarra elétrica a ser vista como proposta musical séria. 

11 agosto 2008

Guitarra - Problemas e soluções

BRAÇOS EMPENADOS E TENSORES 

  Guitarras mais modernas, com 24 casas, tipo Jackson e Ibanez, têm um braço "fino" e, como qualquer guitarra, sofrem muito a influência da temperatura, sobretudo aqui no Brasil, onde, num só dia, faz calor e frio, faz sol e chove, as guitarras demoram um tempo para se estabilizarem. O braço da guitarra é uma espécie de termômetro; basta uma mudança de temperatura, para ele também se alterar. E não existe nada mais frustrante e desagradável do que um braço "empenado". Portanto, aqui vão algumas dicas para saber se o braço de sua guitarra está ou não empenado.
  Alinhe a guitarra de modo que se possa vê-la numa linha reta, podendo-se notar uma curva, para frente ou para trás, o braço está "empenado". Um outro detalhe: se um lado estiver mais empenado que o outro, o braço está "torcido"! Um grave problema. Outra forma usada consiste em pressionar, ao mesmo tempo, a primeira e a última casa do braço da guitarra .Olhando para o centro do braço, se a corda estiver alta, o braço está empenado.
  Corrigir esse problema até que é simples, mas deve-se tomar cuidados. Por isso é importante conhecer bem o instrumento, para que outros problemas sejam evitados. Por exemplo, se o tensor já foi por demais utilizado - porque também ele tem um limite - está mais do que na hora de trocá-lo ou comprar outro braço. 
  O "Tensor" é uma espécie de barra de ferro que, localizando-se no interior do braço da guitarra, mais especificamente entre a escala e a parte de trás do braço, tem a função de tensioná-lo. A ponta do tensor (bucha) geralmente fica no "head stock" da guitarra, mas em algumas delas, pode localizar-se no começo do braço. Nesse caso, é preciso tirar o braço, para que se possa regular. Apertando (sentido horário) corrige-se a "empenada" para frente, enquanto que ao soltar está se corrigindo a "empenada" para trás. A "empenada" para frente dá aquela sensação que as cordas estão muito altas, a "empenada" para trás faz com que a guitarra "trasteje" muito (aquele som de lata). É importante checar se esse problema existe, pois se o braço estiver "empenado" ou "torcido" e assim permanecer por muito tempo, será difícil consertá-lo, porque ele poderá se estabilizar nessa situação.
  Um outro cuidado básico é como guardar a guitarra -com a frente dela sempre voltada para a parede ou para o chão- pois assim você não se estará colocando mais pressão além das cordas sobre o braço. Como já foi dito, guitarristas técnicos gostam das cordas "coladas" no braço, isto é, bem próximas a ele, mas reclamam que "trastejam" demais. É impossível uma ação de corda baixa sem "trastejo", mas ao meu ver, mesmo "trastejando", contanto que as notas não sejam "engolidas", não há motivo para se preocupar, procure sempre um bom "luthier"(pessoas especializadas em regulagens de instrumentos) para cuidar desse assunto.

Tipos de Cordas para Violão e Guitarra

0.08= extremamente leve, são recomendáveis apenas a aqueles que não podem fazer muita força e esforço com os dedos. Nos anos 80, este tipo de encordoamento foi muito popular, pois era usado por guitarristas que tocavam heavy-metal, devido à facilidade de tocar rápido, mas que no fim acaba gerando um som de guitarra mais fraco e magrinho....

0.09= possivelmente a mais vendida de todos os tipos. Som razoável, fácil de dar bends, mas também é fácil de quebrá-las...

0.10= em minha opinião, a melhor. O som vem na medida certa, possibilitando graves suficientes... Os bends ainda continuam fáceis, e a corda nova, de boa marca, em uma guitarra bem regulada (ponte, braçø) dificilmente vai quebrar. Se você está procurando um som de guitarra mais cheio, gordo e encorpado, experimente a BLUE STEEL® 0.10/0.46, da empresa Dean-Markley®.

0.11= pesada. Dificilmente vai conviver bem com uma guitarra com micro-afinação (a ponte possivelmente vai ficar inclinada). O som é muito bom, e você pode usar em Stratocasters ® e similares, e Les-Paul's , além de guitarras semi-acústicas para jazz e R&B.

0.12= extremamente pesada, dura e difícil de dar bends. Dependendo do tipo de guitarra (japonesas e coreanas principalmente), pode-se até mesmo empenar (enclinar demasiadamente) o braço do instrumento, devido à tensão gerada. 0.12 podem conviver bem em uma guitarra com braço grosso, gordo de jazz, como a Gibson® ES- 175, mais cuidado com a tendinite....

Você também deve prestar atenção no número que se segue à estes acima. 0.09, 0.10, etc... correspondem a 1ª corda, a mais aguda (mizinha). Existem no mercado cordas híbridas, que misturam , por exemplo, 0.09 com 0.10, entre outras. As combinações mais populares em todo o mundo são:
0.09 - 0.42
0.09 - 0.46
.10 - 0.46
0.10 - 0.52

TÍPICA TABELA DE ESCOLHA:

extra-little = 0.08 - 0.38
little = 0.09 - 0.42
custom little = 0.09 - 0.46
regular = 0.10 - 0.46
reg.-medium = 0.10 - 0.52
medium = 0.11 - 0.52
jazz hard = 0.12 - 0.56

  Achar a corda certa para seus dedos e seu instrumento pode levar um certo tempo, mais com certeza vale a pena pesquisar. Aproveite bastante essas dicas!

20 julho 2008

Técnicas Básicas de Dedilhados

Desde o início da década de 60, o dedilhado fingerpicking tem sido sinônimo da música folk americana e de violão de cordas de aço. Mas você não precisa ser fã de folk, nem tocar violão, para se beneficiar dos dedilhados baseados em padrões. Há muitas maneiras de aproveitar a energia suave e rítmica do dedilhado fingerpicking na música contemporânea. O truque é combinar movimentos tradicionais da mão da palheta com aberturas e timbres modernos. Nesta lição, mostramos como fazer isso. Mas, primeiro, faremos uma distinção entre dedilhado fingerstyle e fingerpicking. Toda vez que você ataca as cordas com as pontas dos dedos, em vez de usar uma palheta, você está tocando fingerstyle. O fingerstyle caracteriza uma grande variedade de gêneros musicais, como o erudito e a bossa nova. O fingerpicking possui uma definição mais restrita – é uma técnica baseada em padrões. Os grandes mestres do fingerpicking repetem sequências específicas de dedilhado à medida que atravessam progressões de acordes e músicas. Esta repetição é o que torna o fingerpicking atraente e desafiador. Com modelos básicos, você pode criar ritmos incríveis que darão vitalidade à sua música.

11 junho 2008

As Tríades no Estudo do Violão e Guitarra

Tríades são acordes formados por três notas. São acordes consonantes, perfeitos, definidos, a base para todos os estudos mais avançados de acordes e dissonâncias. Acordes consonantes, perfeitos, são os que não tem nenhuma dissonância, nenhuma nota que está ‘fora’ do som básico do acorde, quando tocados em sua forma fundamental. Estudando as tríades e suas inversões por todo o braço da guitarra serão conhecidas as principais fontes para improvisar, acompanhar, estudar escalas; além de, posteriormente, as mesmas tríades que são consonantes e perfeitas tornarem-se grandes auxiliares no improviso dissonante, através de estudos como propostos no quadro de utilização das tríades. As tríades são formadas por três notas, como já foi dito anteriormente, e as combinações destas notas, dependendo da distribuição dos seus intervalos, formam quatro “famílias” de tríades.

Obs.: As tríades são montadas a partir do empilhamento de terças.

*: A terça (3) é quem determina se o acorde é maior (3) ou menor (3m)