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12 dezembro 2023

A música como terapia

 A música, tem desempenhado um papel significativo na vida das pessoas, não apenas como uma forma de entretenimento, mas também como uma poderosa ferramenta terapêutica, pois tem a capacidade única de tocar a alma, despertar memórias e influenciar estados de espírito de maneiras profundas e transformadoras.

 A terapia musical, também conhecida como musicoterapia, utiliza a música como meio de comunicação e expressão para promover a saúde mental, emocional e física. Profissionais qualificados conhecidos como musicoterapeutas, aplicam técnicas musicais adaptadas às necessidades específicas de cada pessoa.

 A música como terapia oferece uma variedade de benefícios e tem o poder de estimular áreas do cérebro relacionadas à memória e à coordenação motora, proporcionando alívio e melhorando a qualidade de vida.

 Seja através da criação, da escuta atenta ou da participação em atividades musicais, a música oferece uma jornada única e pessoal em direção ao equilíbrio e à cura.

27 junho 2011

Curso Prático de Violão - Método passo a passo para aprender violão


   O novo livro de Raphael Maia "Curso Prático de Violão" 2a. Edição, já está nas melhores livrarias e bancas de revistas do Brasil. O livro é um lançamento da editora Universo dos Livros e é um método passo a passo para aprender a tocar violão.  Nesta versão atualizada do livro que é sucesso de vendas em todo Brasil, entre outros assuntos, são explicados em detalhes os macetes de afinação, aprendizado de acordes, exercícios para as mãos esquerda e direita, ritmos, técnicas de solo, tablaturas, exercícios com escalas e muito mais.

     

27 novembro 2010

Acordes Dissonantes


  Um acorde dissonante seria, como o próprio nome diz, um acorde que dissona ou não soa bem. Acontece que muitas vezes acontece o contrario, ele soa extremamente bem.

Formação e notação de acordes dissonantes

  Quando falamos de notação de acordes, dissemos que uma acorde maior é formado por 3 notas, 1ª, 3ª e 5ª e os menores com a 3b .Os acordes dissonantes são formados de 4 ou mais notas. Tomamos as notas normais do acorde, maior ou menor e adicionamos uma nota da escala cromática. Assim, existe por exemplo, um acorde de G com as notas normais mais um A. Ou um C com A#. Existem milhares de acordes dissonantes e se formos contar todas as inversões ainda mais. Para identificar um acorde dissonante, usamos a mesma notação dos acordes convencionais, mas adicionando à frente o número da nota da escala diatônica desse acorde. Um G com A escreveríamos G9 e leríamos sol com nona. Podemos também adicionar mais de um nota dissonante em um acorde, nesse caso separamos os números por uma barra. 
Ex.: Am com G e B à Am7/9. 
Se o acorde original for do tipo com arranjo no baixo escrevemos o acorde dissonante seguido de outra barra e o baixo. 
Ex.: Am7/9/G. (pouquíssimo uso)
Quando queremos usar notas acidentadas fora da escala diatônica do acorde usamos na cifra os sinais de + e - para indicar que devemos aumentar (+) ou abaixar (-) meio tom na nota dissonante.
Ex.: C/-5 lemos C com 5a menor. A 5a de C seria G menos 1/2 tom temos F#.
Ex.: Bm5-/7, C7+
Podemos colocar os sinais à frente ou atrás do número. Atenção para um detalhe importante. Não existem os acordes dissonantes com 1a 3a e 5a já que eles formam o acorde normal.
OBS. Como a barra (/) é usado tanto no arranjo no baixo como em dissonantes o que diferencia o acorde é uso de número ou letra após a barra.
 

24 novembro 2009

Tríades e Tétrades (acordes de 4 vozes)


As Tríades
  Chamamos de Tríade as notas 1, 3 e 5 de uma escala. Estas notas quando tocadas em conjunto formam os Acordes Básicos (Acordes formados com tríades).

  Chamamos de acorde quando tocamos 2,3 ou mais notas simultaneamente (ao mesmo tempo). Sendo assim , se ilustrarmos esta ideia com a escala de dó maior teríamos:

C D E F G A B Notas da escala: 1 2 3 4 5 6 7

Tríade.........C E G

   Tocadas ao mesmo tempo formam o Acorde de Dó Maior. Se fossemos expressar com as "cifras" vistas anteriormente , usaríamos a letra "C" que conforme já vimos significa "Dó" ( Neste caso Dó Maior) Todos os acorde de três vozes (é assim que São chamados os acordes baseados em tríades) são formados desta mesma maneira.

Acordes De 4 Vozes Já os acordes de 4 vozes, são formados pela tríade + Uma nota (ou seja as três notas da tríade + uma nota). Acordes de 4 vozes - (com a sétima) Como exemplo vejamos o acorde de "dó Maior c/ sétima maior" que expresso em cifras é representado assim: "C7M". Ele é construído com as notas na tríade + a sétima nota da escala. 

Veja exemplo: 

Escala de dó maior - Do re mi fá sol la si Em cifras - C D E F G A B 

Notas da Tríade- 1 3 5

Notas da tríade + 7.a nota da escala - 1 3 5 7

Notas que estão no acorde de Dó Maior Com sétima Maior (C7M) - do mi sol si

Podemos tocar estas notas como acorde ou como arpejo.

Qual a diferença entre Acorde e Arpejo? Chamamos de acorde quando tocamos as notas "ao mesmo tempo" e chamamos de arpejo quando as tocamos uma por uma.

Quando é acorde e quando é arpejo? A diferença entre acorde e arpejo não está portanto nas notas, mas na maneira como as tocamos em nosso instrumento.


04 novembro 2009

Escalas Pentatônicas (Parte 2)


  Vamos começar a chamar as escalas pentatônicas de "pentas", pois é um termo abreviado e bastante usado. Para começarmos é necessário saber que existem penta menor e penta maior, porém a mais conhecida é a menor. Isso já é o necessário para que você comece a estudar a escala pentatônica. É importante salientar que para que esse estudo comece, o ideal é o praticante já ter alguma iniciação no instrumento. 

Pentatônica Menor  

 Formação das Pentatônicas Menores: Tonica, 3ªm, 4ªjusta, 5ª e 7ªm. 
 Vejamos o exemplo da Penta Menor de A(lá): 
 Tonica: A(lá) 3ªm: C(dó) 4ªjusta: D(ré) 5ª: E(mí) 7ªm: G(sol), ficando no braço do instrumento da seguinte forma: 

e--------------------------5-8- 
B---------------------5-8------ 
G----------------5-7----------- 
D-----------5-7---------------- 
A------5-7--------------------- 
E-5-8-------------------------- 
A C D E G A C D E G A C 

  Repare que as notas se repetem até acabar as cordas. Para achar a penta de outra nota basta repetir o processo. 
Vejamos o exemplo da pentatônica de E{mí): 
Tonica: E(mí) 3ªm: G(sol) 4ªjusta: A(lá) 5ª: B(sí) 7ªm: D(ré), ficando no braço do instrumento da seguinte forma:

e--------------------------0-3- 
B---------------------0-2------ 
G----------------0-2----------- 
D-----------0-2---------------- 
A------0-2--------------------- 
E-0-3-------------------------- 
E G A B D E G A B D E G 

  Repare que, novamente, as notas se repetem até acabar as cordas.

23 setembro 2009

Mão Direita e Mão Esquerda

A Mão Direita 
 O dedo polegar. quase sempre tocará as cordas 6 (Mi), 5 (La) e 4 (Re). Para uma melhor reprodução do som podemos utilizar uma dedeira, que pode ser adquirida em qualquer casa do ramo. Devemos lembrar que o uso de palhetas evita que tenhamos que deixar as unhas da mão crescer, mas ao mesmo tempo pode-se dizer que a reprodução dos sons que os dedos indicador, médio, anular e mínimo poderá ser melhorada com o uso das unhas compridas. 

A Mão Esquerda 
 Nesta mão o polegar só trabalha como apoio, o que como o dedo mínimo da mão direita não quer dizer que seja proibido utiliza-lo. Temos conhecimento que alguns guitarristas utilizam este dedo para pressionar as cordas por cima do braço. Já no violão clássico este dedo permanece como apoio e se possível  sempre no centro posterior do braço do violão.
 
  O número  1 corresponde ao dedo Indicador, 2 corresponde ao dedo Médio, 3 corresponde ao dedo Anular, 4 corresponde ao dedo Mínimo. No início de nossos estudos, pelo fato destes dedos ainda não estarem acostumados , poderemos recorrer as cordas de náilon, para facilitar a reprodução dos sons sem fazer esforços demasiados, mas com o tempo veremos que todas as dificuldades iniciais serão superadas.

10 setembro 2009

Temperamento

  Em quantas partes se pode dividir uma oitava? Ou quantas notas se pode ter num intervalo de uma oitava? Historicamente, diversas culturas desenvolveram os seus próprios conceitos e regras para a organização dos sons e a escala sempre esteve presente como a organização das alturas. 
  Na cultura ocidental, o ponto de partida para o desenvolvimento das escalas e para a base teórica foi dado na Grécia Antiga. Pitágoras estudou os modos de vibração de uma corda estendida (instrumento monocórdio) e descobriu a relação matemática entre os harmônicos. 
  Os primeiros sistemas de afinação foram baseados nos fenômenos relacionados com a série harmônica. Eles baseavam a relação das alturas nas razões dos diversos intervalos obtidos na série harmônica. A cultura ocidental acabou por dividir uma oitava em 12 partes iguais (sistema de temperamento igual), como nos instrumentos digitais.
  É importante salientar que, na prática, dependendo do instrumento e da técnica instrumental utilizada, não se tem a precisão de dividir minuciosamente a oitava em 12 partes (notas) de igual tamanho, portanto, jogamos sempre com uma “precisão relativa” no que diz respeito ao temperamento. 
  Instrumentos de afinação fixa ou “temperados” são aqueles em que o menor intervalo é o de 01 semitom. Alguns exemplos: violão, guitarra, cavaquinho, piano, teclado, viola caipira, contrabaixo (com trastes), acordeon, ... Instrumentos “não temperados” são aqueles que não tem uma afinação fixa e os seus intervalos podem ser menores que 01 semitom. Alguns exemplos: violino, violoncelo, contrabaixo (fretless), flautas doces, cítara (indiana), ...

18 agosto 2009

Percepção Musical

   A música é sem dúvida, uma das mais interessantes e criativas manifestações do espirito humano. Apesar das diferenças entre uma filarmônica e um show de rock, ambos tem a mesma base: a escala musical. Além da beleza das músicas que pode produzir, a seqüência dó, ré, mí, fá, sol, lá, sí, dó, guarda dentro de si as relações matemáticas, associadas ao som correspondente a cada nota musical. 
  O som é produzido por objetos em vibração como, por exemplo as hastes de um diapasão, o diafragma de um alto-falante ou ainda uma corda esticada e depois dedilhada. Ela vibra e produz um som. Mas nem sempre o que nós ouvimos pode ser considerado um som, ele pode ser assim dividido: 
Som - é o resultado de uma frequência constante, ou seja, uma vibração regular.
Ruído - é o resultado de uma frequência não constante, ou seja, irregular.
  A percepção que nossos ouvidos têm desse som depende do número de vibrações por segundo. Para melhor demonstrar isso, tomaremos como exemplo o violão. A nota é diferenciada pelo número de vibrações da corda. A esse número de vibrações damos o nome de frequência ou tom. A escala musical correspondente, na realidade, a um conjunto de frequências que identificam as diversas notas musicais.     
    Concluindo, todo e qualquer barulho é uma nota, e sua classificação dependerá do número de vibrações.


09 agosto 2009

Introdução ao Blues

  Muito se tem escrito e falado sobre a origem do Blues que, evidentemente, permanecerá incerta para sempre. Não obstante é possível traçar algumas de suas mais significativas influências, quais sejam, os cantos de trabalho e os "hollers" (lamentos). Os cantos de trabalhos eram tipicamente utilizados por negros trabalhando em grupos no sul dos Estados Unidos, particularmente no Mississipi e Louisiana. Um solista cantava frases curtas que eram então repetidas pelo conjunto dos demais trabalhadores. Estas frases eram emitidas de forma mais ou menos lenta e ritmadas, na verdade no ritmo em que se desenvolvia o trabalho. Você provavelmente já deve ter visto isso em algum filme (especialmente aqueles que apresentam um grupo de presos trabalhando na beira de alguma estrada do Mississipi). 
  Os "hollers", por outro lado, eram produzidos por indivíduos normalmente sozinhos e, por isto, os cantos eram bem mais altos. As atuais canções que se ouve nas igrejas negras protestantes do Estados Unidos ("spirituals") são claramente inspiradas neste estilo. Na musica africana, aonde evidentemente encontram-se as raízes do Blues, a escala musical é pentatônica, ou seja, constituída por apenas 5 notas musicais. Escalas pentatônicas são ainda hoje, principalmente devido a sua relativa simplicidade, utilizadas por músicos dos mais diversos, inclusive no estilo Blues. 
 Quando se interpretavam as canções de trabalho, ou os "hollers", sem acompanhamento instrumental, como deve ter acontecido no principio quando os negros as cantavam no campo, a diferença entre a escala africana (pentatônica) e a escala européia, que contem 7 notas musicais (a chamada escala diatônica, que poderia ser também denominada heptatônica), não trazia consigo qualquer problema. Entretanto, quando se tentava acompanhar estas mesmas canções com instrumentos musicais europeus, construídos para a escala diatônica, o conflito era inevitável. Tal conflito gerou o que hoje se conhece por blue notes, que são consideradas uma tentativa dos músicos afro-americanos de tocar exatamente aquilo que cantavam. Estas “blue notes” são normalmente a III e a VII da escala, que são tocadas com aumento ou descida de meio tom. 
  Outro aspecto interessante é a de que no Blues normalmente não se encontram canções inteiramente no modo menor. Não obstante, os solos podem ser amiúde realizados numa escala menor, o que contribui para dar a este estilo musical uma conotação dúbia ou incerta. Uma conotação Blues, diriam os mais puristas.


13 julho 2009

Escala Cromática


É uma escala onde as notas sucedem-se única e exclusivamente por semitons.

Exemplo: 
Dó, Dó#, Ré, Ré#, Mi, Fá, Fá#, Sol, Sol#, Lá, Lá#, Si. Dó. 

Válido também na ordem decrescente: 

Dó, Si, Sib, Lá, Láb, Sol, Solb, Fá, Mi, Mib, Ré, Réb, Dó.

20 fevereiro 2009

Técnicas de Abafamento

  Abafamento com a palma da mão é uma técnica importante usada primariamente ao tocar Guitarra elétrica. Esta técnica pode ser usada na guitarra acústica também. Esta aula irá cobrir a técnica de abafamento em 2 maneiras. Uma das maneiras é usado para conseguir o som muito usado em Heavy Metal. 
  A segunda maneira, a mais importante, é mostrado como a palma da mão é usada para abafar notas que você não quer que apareçam, principalmente quando você está tocando usando efeitos de distorção e ganhos. Por este motivo que nesta aula os estudos serão direcionados para a guitarra elétrica. 
  Para abafar com a palma, coloque a palma da sua mão direita perto da ponte da guitarra enquanto toca algumas nota.Use a parte da palma abaixo do polegar. Toque as notas abaixo usando palhetas para baixo. Assegure-se que a guitarra está plugada no amplificador e você esteja usando uma distorção pesada.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D ---------------------------------------------------------------------
A ---------------------------------------------------------------------
E --0-0-0-0--0-0-0-0--0-0-0-0--0-0-0-0--------------------------
........----------------P.M.---------------------------------------------

  Abafamento da corda E é muito utilizada no Heavy Metal e no Rock. Também é usado na corda A solta. Agora use o abafamento com a palma fazendo o acorde de F#. Ao tocar o acorde, use palhetadas para baixo e gradualmente levante a palma da mão da ponte em ritmo lento até o acorde parar de soar. Finalize tocando um power chord em E, o qual você pode deixar soar.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D ---4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4---2----------------------
A ---4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4---2----------------------
E ---2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2---0----------------------
........----------------P.M.--------------------------------------------


USANDO O ABAFAMENTO PARA SONS MAIS LIMPOS 

  Quase sempre quando se toca a guitarra, a palma da mão fica perto da ponte, então quando se precisa abafar algumas notas é só fazer uma pequena pressão na ponte.Fazendo isso, os exercícios se tornarão mais fáceis. 
 Como as cordas soltas soam por mais tempo, vamos praticar os próximos exercícios com cordas soltas e o amplificador no máximo de distorção e ganho. Após tocar cada uma das notas, abafe a corda na ponte da guitarra com a palma da mão. Comece fazendo os exercícios lentamente e vá aumentando a velocidade para você adquirir a técnica.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D --------0---------0--------0----------0----------------------------
A ---------------------------------------------------------------------
E ----0-------0---------0--------0------------------------------------

  Uma excelente maneira de se praticar a técnica é usando escalas. Toque uma escala. Antes de ir para a próxima corda, rapidamente abafe a corda tocada com a palma da mão e libere, então, vá para a próxima corda. Também faça isso quando praticar a escala no modo reverso. Experimente tocar primeiro com a Escala Pentatônica A.

E ------------------------------5-8----8-5---------------------------
B -------------------------5-8---------------8-5---------------------
G ------------------5-7---------------------------7-5----------------
D -------------5-7-------------------------------------7-5-----------
A -------5-7-------------------------------------------------7-5-----
E -5-8-----------------------------------------------------------8-5-

  Para outras escalas, verifique a teoria sobre escalas. É importante saber usar a técnica se você tem intenção de tocar solos de guitarra. De outra maneira, os solos sairão com bastante ruído. Estes exemplos poderão ajudá-lo a aprender o básico da técnica.

30 janeiro 2009

Trocando as cordas da guitarra

  Quando você for trocar as cordas da sua guitarra tenha em mente o seguinte: as cordas esticadas aplicam um certo esforço no instrumento que forçam o braço a se curvar. Para compensar isso, existe uma barra de metal dentro do instrumento chamado TENSOR que permite que se ajuste a curvatura do braço para mais ou para menos. Esse tipo de ajuste é delicado e o ideal é que esse serviço seja feito por um Luthier especializado.
  Por isso você deve evitar tirar todas as cordas do instrumento ao mesmo tempo. Se você fizer isso, a curvatura do braço vai se alterar, afetando a regulagem do instrumento.
   Você pode estar imaginando: mas na hora que eu colocar as cordas de novo o braço volta para a sua curvatura anterior, certo? Infelizmente não funciona desse jeito. A guitarra é feita basicamente de madeira, que é um material bastante temperamental e pode ser afetado por diversos fatores diferentes, como temperatura e umidade por exemplo.
  Se você ainda não ficou convencido faça esse teste: afine uma corda da guitarra e memorize bem o jeito que a tarraxa ficou posicionada. Agora, solte a corda dando umas três ou quatro voltas na tarraxa. Volte a apertar a corda de modo que a tarraxa fique na posição que você tinha memorizado e verifique a afinação da corda. Nove entre dez vezes a corda não vai estar afinada.
 Se for possível, evite também ficar variando de marca de encordoamento .Procure escolher o tipo que mais lhe agrada, leve seu instrumento para uma regulagem em um Luthier de confiança e não mude mais de marca e modelo. Por exemplo: se você prefere usar cordas D Addario XL140, toda vez que for trocá-las compre sempre D Addario XL140. Se você colocar outra marca, aquela regulagem que você pagou uma grana pra fazer pode não valer mais nada.
  Então quando for trocar as cordas da sua guitarra faça a troca uma corda de cada vez e certifique-se que a corda esteja afinada corretamente antes de trocar a próxima.Guitarras com ponte tipo Floyd Rose são problemáticas para trocar as cordas porque o sistema é flutuante. Isso quer dizer que a alavanca não tem um ponto de descanso como nas pontes tipo Fender onde a alavanca fica apoiada na madeira do instrumento quando não está sendo usada. As Floyd tanto podem ser apertadas como puxadas. 
 Quando você solta uma corda, as outras cordas restantes tem que suportar o esforço a mais gerado pelas molas da alavanca. Então você corre o risco de estourar uma corda durante a troca e dar prejuízo pro seu bolso. Uma solução interessante é você colocar um calço na alavanca antes de soltar a corda. Pode ser um pedaço de plástico fino e resistente ou um papelão duro ou então pode fazer como eu fiz: usei uma cartolina dobrada e colada com fita adesiva.

20 janeiro 2009

Cifras e Acordes

A) Acorde:
 É o conjunto de três ou mais sons ouvidos simultaneamente. No caso do acorde de Dó maior seria: Dó – mi – sol 

B) Acorde arpejado: 
   É quando as notas de um acorde são tocadas sucessivamente. No violão usa-se dizer, também, acorde dedilhado. 

C) Cifras: 
   Cifras são símbolos criados para representar o acorde de uma maneira prática. A cifra é composta de letras, números e símbolos. É o sistema predominantemente usado em músicas popular para qualquer instrumento. Em cifra os nomes lá, si, dó, ré, mi, fá e sol são substituídos pelas sete primeiras letras do alfabeto. A – lá B – Si C – Dó D – Ré E – Mi F – fá G – sol Os números e sinais usados na cifra representam os intervalos da escala, a partir da nota fundamental, em que são formados os acordes. Tomemos o exemplo do acorde C7 (#9). C quer dizer Dó. O número 7, o intervalo de sétima menor a partir da nota fundamental Dó. E o # ao lado do 9, a nona aumentada. 

D) O que a cifra estabelece: 
    Tipo dos acordes (maior, menor, 7º da dominante, 7º diminuta, etc), exemplos:

C = Dó –Mi – Sol
Cm = Dó – Mib – Sol
C7 = Dó – Mi – Sol – Sib
= Dó – Mib – Solb - Sib 


01 setembro 2008

A técnica de slide

Slide é a técnica em que uma nota é tocada e então seu dedo desliza até outra nota. Este é um exercício bem simples. Geralmente você verá na tablatura o símbolo "/" para um slide up (acima) e " \" para um slide down (abaixo). 

Slide Up 

Na corda A , pressione na casa 5 e então toque-a, então, sem remover o seu dedo, deslize até a casa 7. Não toque novamente. 

E----------------------------------------- 
B ----------------------------------------- 
G ----------------------------------------- 
D ----------------------------------------- 
A ------------5 / 7----------------------- 
E ----------------------------------------- 

  Não remova o dedo do braço da guitarra(escala) quando estiver fazendo o sliding. Mantenha o dedo pressionado na escala da guitarra. 

Slide Down 

Na corda B , pressione na casa 5 e então toque sem remover o dedo, deslize até a casa 3. Não toque novamente. 

E ----------------------------------------- 
B ---------------5 \ 3-------------------- 
G ----------------------------------------- 
D ----------------------------------------- 
A ----------------------------------------- 
E -----------------------------------------

25 agosto 2008

Dedilhados - Parte 01

Finger picking 

  É a técnica de tocar a guitarra onde os dedos são usados em vez de se usar uma palheta. Esta lição mostrará alguns tipos de finger picking (dedilhado). Quando ler música que usa a técnica, você verá o termo "PIMA" ou as iniciais P, I, M ou A . PIMA representa o dedo polegar e os outros 3 primeiros dedos da mão direta. O termo PIMA é usado para indicar qual dedo deve-se usar para tocar a nota. Essas letras são abreviações do Espanhol e representam:

Pulgar = Polegar
Indice = Indicador
Medio = Médio
Anular = Anular

 Pronto? Então vamos começar o nosso primeiro exercício. Use sua mão esquerda para formar o acorde de E no braço da Guitarra. Toque as notas usando sua mão direita e os dedos indicados. Toque de baixo para cima usando a ponta do dedo (Toque de cima para baixo quando for usar o Polegar). Você pode usar a ponta do dedo para tocar ou a unha. O que for melhor para você.

-----P--A--M--I--P--A---M-I----P
E ------0--------------0-----------------
B ----------0--------------0-------------
G -------------1--------------1----------
D --2--------------2---------------2----
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------

No próximo exercício usaremos o mesmo acorde, mais iremos usar os dedos descendentemente. Comece tocando devagar e vá aumentando a velocidade aos poucos.

----P----I----M--A--P-I--M--A
E ----------------0-------------0--------
B -----------0-------------0-------------
G -------1-------------1-----------------
D --2--------------2---------------------
A -----------------------------------------
E -----------------------------------------


18 agosto 2008

As primeiras guitarras elétricas

  Nos anos 20 as guitarras eram comuns nas orquestras de jazz e dança. Devido a seu volume relativamente baixo, eram em geral usadas para dar a base rítmica. Na tentativa de mudar isso, um engenheiro da Gibson, Lloyd Loar, começou a testar captadores eletrônicos. Foi, entretanto, outra empresa norte-americana, a Rickenbacker, que em 1931 construiu o primeiro instrumento eletrônico de cordas comercialmente disponível - a pedals steel portátil.
 Um ano depois a empresa introduziu a primeira guitarra elétrica à venda no mercado, a Electro Spanish. Esta era um modelo bárico arch top condicionado com um captador magnético em ferradura. Mas foi a Gibson ES-150, lançada comercialmente alguns anos depois, que atraiu a atenção do guitarrista de jazz Charlie Christian, que levou a guitarra elétrica a ser vista como proposta musical séria. 

11 agosto 2008

Guitarra - Problemas e soluções

BRAÇOS EMPENADOS E TENSORES 

  Guitarras mais modernas, com 24 casas, tipo Jackson e Ibanez, têm um braço "fino" e, como qualquer guitarra, sofrem muito a influência da temperatura, sobretudo aqui no Brasil, onde, num só dia, faz calor e frio, faz sol e chove, as guitarras demoram um tempo para se estabilizarem. O braço da guitarra é uma espécie de termômetro; basta uma mudança de temperatura, para ele também se alterar. E não existe nada mais frustrante e desagradável do que um braço "empenado". Portanto, aqui vão algumas dicas para saber se o braço de sua guitarra está ou não empenado.
  Alinhe a guitarra de modo que se possa vê-la numa linha reta, podendo-se notar uma curva, para frente ou para trás, o braço está "empenado". Um outro detalhe: se um lado estiver mais empenado que o outro, o braço está "torcido"! Um grave problema. Outra forma usada consiste em pressionar, ao mesmo tempo, a primeira e a última casa do braço da guitarra .Olhando para o centro do braço, se a corda estiver alta, o braço está empenado.
  Corrigir esse problema até que é simples, mas deve-se tomar cuidados. Por isso é importante conhecer bem o instrumento, para que outros problemas sejam evitados. Por exemplo, se o tensor já foi por demais utilizado - porque também ele tem um limite - está mais do que na hora de trocá-lo ou comprar outro braço. 
  O "Tensor" é uma espécie de barra de ferro que, localizando-se no interior do braço da guitarra, mais especificamente entre a escala e a parte de trás do braço, tem a função de tensioná-lo. A ponta do tensor (bucha) geralmente fica no "head stock" da guitarra, mas em algumas delas, pode localizar-se no começo do braço. Nesse caso, é preciso tirar o braço, para que se possa regular. Apertando (sentido horário) corrige-se a "empenada" para frente, enquanto que ao soltar está se corrigindo a "empenada" para trás. A "empenada" para frente dá aquela sensação que as cordas estão muito altas, a "empenada" para trás faz com que a guitarra "trasteje" muito (aquele som de lata). É importante checar se esse problema existe, pois se o braço estiver "empenado" ou "torcido" e assim permanecer por muito tempo, será difícil consertá-lo, porque ele poderá se estabilizar nessa situação.
  Um outro cuidado básico é como guardar a guitarra -com a frente dela sempre voltada para a parede ou para o chão- pois assim você não se estará colocando mais pressão além das cordas sobre o braço. Como já foi dito, guitarristas técnicos gostam das cordas "coladas" no braço, isto é, bem próximas a ele, mas reclamam que "trastejam" demais. É impossível uma ação de corda baixa sem "trastejo", mas ao meu ver, mesmo "trastejando", contanto que as notas não sejam "engolidas", não há motivo para se preocupar, procure sempre um bom "luthier"(pessoas especializadas em regulagens de instrumentos) para cuidar desse assunto.

Tipos de Cordas para Violão e Guitarra

0.08= extremamente leve, são recomendáveis apenas a aqueles que não podem fazer muita força e esforço com os dedos. Nos anos 80, este tipo de encordoamento foi muito popular, pois era usado por guitarristas que tocavam heavy-metal, devido à facilidade de tocar rápido, mas que no fim acaba gerando um som de guitarra mais fraco e magrinho....

0.09= possivelmente a mais vendida de todos os tipos. Som razoável, fácil de dar bends, mas também é fácil de quebrá-las...

0.10= em minha opinião, a melhor. O som vem na medida certa, possibilitando graves suficientes... Os bends ainda continuam fáceis, e a corda nova, de boa marca, em uma guitarra bem regulada (ponte, braçø) dificilmente vai quebrar. Se você está procurando um som de guitarra mais cheio, gordo e encorpado, experimente a BLUE STEEL® 0.10/0.46, da empresa Dean-Markley®.

0.11= pesada. Dificilmente vai conviver bem com uma guitarra com micro-afinação (a ponte possivelmente vai ficar inclinada). O som é muito bom, e você pode usar em Stratocasters ® e similares, e Les-Paul's , além de guitarras semi-acústicas para jazz e R&B.

0.12= extremamente pesada, dura e difícil de dar bends. Dependendo do tipo de guitarra (japonesas e coreanas principalmente), pode-se até mesmo empenar (enclinar demasiadamente) o braço do instrumento, devido à tensão gerada. 0.12 podem conviver bem em uma guitarra com braço grosso, gordo de jazz, como a Gibson® ES- 175, mais cuidado com a tendinite....

Você também deve prestar atenção no número que se segue à estes acima. 0.09, 0.10, etc... correspondem a 1ª corda, a mais aguda (mizinha). Existem no mercado cordas híbridas, que misturam , por exemplo, 0.09 com 0.10, entre outras. As combinações mais populares em todo o mundo são:
0.09 - 0.42
0.09 - 0.46
.10 - 0.46
0.10 - 0.52

TÍPICA TABELA DE ESCOLHA:

extra-little = 0.08 - 0.38
little = 0.09 - 0.42
custom little = 0.09 - 0.46
regular = 0.10 - 0.46
reg.-medium = 0.10 - 0.52
medium = 0.11 - 0.52
jazz hard = 0.12 - 0.56

  Achar a corda certa para seus dedos e seu instrumento pode levar um certo tempo, mais com certeza vale a pena pesquisar. Aproveite bastante essas dicas!

20 julho 2008

Técnicas Básicas de Dedilhados

Desde o início da década de 60, o dedilhado fingerpicking tem sido sinônimo da música folk americana e de violão de cordas de aço. Mas você não precisa ser fã de folk, nem tocar violão, para se beneficiar dos dedilhados baseados em padrões. Há muitas maneiras de aproveitar a energia suave e rítmica do dedilhado fingerpicking na música contemporânea. O truque é combinar movimentos tradicionais da mão da palheta com aberturas e timbres modernos. Nesta lição, mostramos como fazer isso. Mas, primeiro, faremos uma distinção entre dedilhado fingerstyle e fingerpicking. Toda vez que você ataca as cordas com as pontas dos dedos, em vez de usar uma palheta, você está tocando fingerstyle. O fingerstyle caracteriza uma grande variedade de gêneros musicais, como o erudito e a bossa nova. O fingerpicking possui uma definição mais restrita – é uma técnica baseada em padrões. Os grandes mestres do fingerpicking repetem sequências específicas de dedilhado à medida que atravessam progressões de acordes e músicas. Esta repetição é o que torna o fingerpicking atraente e desafiador. Com modelos básicos, você pode criar ritmos incríveis que darão vitalidade à sua música.