17 agosto 2011

Violão e Guitarra - Cordas do instrumento


  Corda velha não soa legal, quebra fácil, começa a ficar pegajosa e pode ser até, dependendo do nível de corrosão, fatal para os trastes do instrumento, que vão sendo laminados muito mais facilmente. Use sempre cordas novas, de uma boa marca, troque-as regularmente, e você verá o som de sua guitarra ou de seu violão sempre com mais vida e brilho.
    Lembre-se que cordas sujas, desgastadas com suor das mãos, soam mal ao seu ouvido e dessa maneira podem fazer com que você ache que não esteja tocando a música certa ou que o seu instrumento esteja desafinado. Você já deve ter perguntado pra você mesmo: Porque o som do meu instrumento não é igual ao som do violão ou da guitarra dos artistas que aparecem tocando na TV? Muito simples. Não que os instrumentos deles sejam melhores, mas principalmente porque eles trocam as cordas sempre que percebem que o som não é mais o mesmo.


27 junho 2011

Curso Prático de Violão - Método passo a passo para aprender violão


   O novo livro de Raphael Maia "Curso Prático de Violão" 2a. Edição, já está nas melhores livrarias e bancas de revistas do Brasil. O livro é um lançamento da editora Universo dos Livros e é um método passo a passo para aprender a tocar violão.  Nesta versão atualizada do livro que é sucesso de vendas em todo Brasil, entre outros assuntos, são explicados em detalhes os macetes de afinação, aprendizado de acordes, exercícios para as mãos esquerda e direita, ritmos, técnicas de solo, tablaturas, exercícios com escalas e muito mais.

     

25 maio 2011

Inversão de acordes


   Fazer a inversão de um acorde significa colocar na base desse acorde, ao invés da nota fundamental, a mediante ou a dominante.  Por exemplo: O acorde de Dó (C) é formado por: Dó, Mi e Sol. Sua primeira inversão, é em Mi, sua segunda inversão é em Sol e sua terceira inversão é em Si, e o que isso significa?
Mi, Sol e Si correspondem, respectivamente à TERÇA, QUINTA e a SÉTIMA de Dó.

   As inversas devem ser adicionadas as notas originais, ou, as notas originais devem ter o baixo na nota inversa. Exemplos: Existem duas notações:

1ª Notação
   Quando temos algo parecido com X/Y, onde X é uma nota qualquer e Y é outra nota qualquer.

 Exemplos:
 G/A   Em/B  F#/E


2ª Notação
   Quando temos algo parecido com X/N onde X é uma nota qualquer e N é um número qualquer.

 Exemplos:
 C/7   D7/9   E7/11


Observe:

G/D
Um Sol com baixo em Ré, analisando a nota, descobrimos que Ré esta no quinto grau da escala de Sol, ou seja, sua 2ª inversão.

Em/B
Mi menor com baixo em Si, Si também é a Quinta de Mi menor, portanto também é a 2ª inversão.

C/D

  Já o Dó com baixo em Ré, é uma outra nota, não é uma inversa, pois a inversa deve ter baixo ou na TERÇA, na QUINTA ou SÉTIMA.  Analisando esta nota, chegamos a conclusão que o Ré, é a NONA de Dó.
   Procure sempre praticar e estudar no seu violão ou na sua guitarra, os acordes e suas inversões. Observe sempre a montagem do acorde e as notas utilizadas para a construção do mesmo, e procure obter de cada acorde a melhor sonoridade possível.

13 maio 2011

Os cuidados ao tocar com a palheta

  Nunca esqueça o modo correto de segurar a palheta, pois muitas vezes este é o motivo principal de não se tocarem as cordas certas. Como na maioria das vezes, os guitarristas sempre fazem opção pelo uso da palheta , é importante tomar cuidado para que as palhetadas ao tocar os acordes, não toquem nas cordas que devem ser evitadas. Como por exemplo, no caso do acorde de , as notas a serem tocadas estão em uma das extremidades do encordoamento, isto é, nas quatro cordas mais graves ou nas quatro cordas mais agudas, fica mais fácil palhetar.  Porém quando usamos as quatro cordas  "do meio" do encordoamento os cuidados devem ser redobrados. As notas das cordas que ficam soltas quase sempre não pertencem ao acorde e soariam em choque com as demais. Então, preste muita atenção na construção dos acordes ao utilizar a palheta quando estiver tocando e praticando com a sua guitarra ou com o seu violão.


05 maio 2011

Como cifrar os acordes


  Cifra é o termo mais comum da simbologia internacionalmente usada que representa a nomenclatura dos acordes. Esta simbologia é feita através de letras números e sinais. O processo de cifragem dos acordes é baseado nas letras maiúsculas que  representa o nome das notas em inglês (A=Lá, B=Si, C=Dó, D=Ré, E=Mi, F=Fá e G=Sol), seguido de um complemento representado por sinais, letras ou números, que indicará a estrutura do acorde como: intervalos formado entre a nota fundamental e cada uma das outras notas e se o acorde é fundamental ou invertido.  A letra maiúscula inicial indica a nota fundamental, a partir de onde o acorde será construído, ou seja, a sua nota tônica, que também será a nota  mais grave. Quando esta nota for alterada, o sinal de alteração deve aparecer logo ao seu lado direito (Ex.: A#, Bb). O processo inicial de cifragem é baseado nas estruturas das tríades.

      A letra maiúscula sozinha, ou seja, sem o complemento representa a  tríade maior (T 3M 5j).

      Ex.: A = Lá Maior / F# = Fá Sustenido Maior

      A letra maiúscula seguida do complemento m (minúsculo), representa a tríade menor (T 3m 5j).

      Ex.: Am = Lá Menor / Bbm = Si Bemol Menor

       A Letra maiúscula seguida dos sinais dim ou °, representa a tríade diminuta (T 3m 5dim).

      Ex.: Cdim ou C° = Dó Diminuta / Dbdim ou Db° = Ré Bemol Diminuta

       A Letra maiúscula seguida do sinal + , aum, ou #5, representa a tríade aumentada (T 3M #5).

      Ex.: E+ ou Eaum ou E(#5) = Mi Aumentado / C#+ ou C#aum ou C#(#5) = Dó sustenido aumentado.

    Os exemplos que vimos acima é a representação das tríades em sua formação fundamental, ou seja, com a sua tônica no baixo. Para representarmos que a nota mais grave não será a tônica usamos colocar uma barra após a cifra do  acorde e indicamos que nota será o baixo do acorde.

      Exemplos:
      C/E = Dó Maior com baixo e Mi
      F#m/C# = Fá Sustenido Menor com baixo e Dó sustenido
      G+/D# = Sol Aumentada com baixo em Ré Sustenido

  Lembre-se de procurar sempre memorizar os nomes de todos os acordes estudados ao praticar no seu violão ou em sua guitarra.

29 abril 2011

Os acordes relativos

  Popularmente diremos que acordes relativos são acordes que possuem o som parecido com o de outro acorde. Existem alguns acordes que exigem mais prática e habilidade para serem feitos rapidamente, alguns usam pestana outros exigem uma abertura de dedo muito grande, ou seja, tudo que os iniciantes no estudo do violão ou da guitarra querem evitar! Este acordes podem ser substituídos pelos seus respectivos acordes relativos. Como os acordes maiores são formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a QUINTA (notas da escala maior), os que possuam a terça e a quinta iguais são chamados de relativos. Note que a primeira nota nunca será igual, pois seria o mesmo acorde.
  Abaixo temos os acordes maiores e seus acordes relativos menores:

   A    F#m
   B    G#m
   C    Am
   D    Bm
   E    C#m
   F    Dm
   G    Em


  Em termos práticos podemos variar uma progressão de acordes, trocando alguns dos acordes maiores por seus relativos menores. Não só os acordes,  mas também as escalas maiores tem suas relativas menores, como exemplo: A escala de Lá Menor é relativa da escala de Dó Maior. Pratique no seu violão ou na sua guitarra todos os acordes naturais e seus relativos e procure perceber a semelhança na sonoridade, faça este estudo também com as escalas, pois com certeza, isto será muito importante para o seu desenvolvimento musical.

07 abril 2011

A limpeza da guitarra


  Manter a limpeza de seu instrumento é um dos fatores mais importantes para que a qualidade dure por um maior tempo. Existem à venda produtos específicos para limpeza de instrumentos, corpo, escalas, cordas, etc. Recomendo que use sempre o material recomendado pelo fabricante (que pode variar conforme o tipo de acabamento e material do instrumento). A maioria dos fabricantes recomenda cera de carnaúba para limpeza do corpo e escala e a mesma pode ser encontrada em boas lojas de música. Nunca passe qualquer produto num instrumento. Antes de limpar seu instrumento com algum produto, consulte algum técnico no assunto para que ele mostre a sua opinião sobre o material de limpeza adequado.

 Jamais use produtos abrasivos (como cera de carro) ou solventes. Na falta de material adequado use um pano seco ou um pano levemente umedecido. Aconselho a limpeza total do instrumento quando você for trocar o encordoamento pois fica mais fácil de se limpar todo o equipamento, principalmente a escala.

  Se algum parafuso estiver enferrujando ou se já estiver enferrujado, retire-o de seu instrumento e passe esponja de aço seca no parafuso. Você pode passar na escala, lustra-móveis como poliflor. Para partes de difícil acesso utilize um cotonete.

  E para complementar o trabalho, no final passe em todo o instrumento uma flanela seca que não solte muitos "fiapinhos". Sempre que acabar de tocar passe um pano seco nas cordas para retirar a sujeira e células mortas de seus dedos, assim elas irão durar mais tempo e enferrujarão mais tarde. Lembre-se: Mantendo sempre as cordas limpas e novas, a qualidade do som é bem mais destacada.

06 abril 2011

Cuidados com o instrumento musical e o equipamento


  Você que toca um instrumento musical ou pretende comprar um, deve dar muita atenção a ele. Até mais do que você pensa. Abaixo estão algumas dicas para que seu violão ou guitarra dure bastante tempo em suas mãos sem ter grandes problemas com o mesmo.

   Nunca deixe seu instrumento musical jogado em um canto qualquer de sua casa. Procure limpá-lo antes de guardar. Guarde de preferência e em um case ou numa capa própria para o equipamento. Se você toca todos os dias, compre um apoio próprio para o seu instrumento, assim quando você acabar de tocar, limpe as cordas e coloque seu instrumento neste apoio. Se não tiver apoio, deixe o instrumento de cordas para baixo em uma superfície, ou se for encostado em uma parede, deixe as cordas viradas para a parede.

  Nunca deixe seu instrumento no sol, mais precisamente em ambientes que se encontrem em altas temperaturas, com muito calor. O calor irá empenar o braço do instrumento.

  Nunca deixe também seu instrumento na chuva (se deixar, nunca seque-o no sol, como citado acima). A chuva ou até mesmo o sereno irá prejudicar as partes elétricas do instrumento e as cordas, pois em regiões com muita umidade, há uma grande dificuldade de afinação.

   Mantenha seu instrumento sempre limpo.

  Use cabos e conectores de qualidade, e nunca pise sobre eles. Ao enrolar os cabos para guardar, siga as formas de enrolamento que vieram quando novos.

  Nunca envolva seu pedal ou pedaleira com plástico, pois com ele, fica impossível a ventilação do equipamento. Nunca toque na chuva também.

  Verifique a voltagem do lugar que for tocar, pois caso esta seja maior do que o seu equipamento suporta, este certamente será danificado.

 Tome muito cuidado ao transportar amplificadores valvulados, eles são extremamente sensíveis.

24 março 2011

Técnicas de Guitarra


O Slide é o resultado de se fazer deslizar os dedos ao longo das cordas. Esta técnica é várias vezes utilizada como forma de adicionar emoção e sensibilidade a uma música. (Exemplo: Coloque o indicador na casa 2 da segunda corda, faça soar a nota e sem retirar o indicador do braço, e enquanto a nota soa, faça-o deslizar até a casa 9 da mesma corda). 


Por vezes é também utilizado um acessório, denominado mesmo por Slide ou Bottleneck (gargalo de garrafa), num dos dedos da mão esquerda que produz efeitos originais quando deslizado pelas cordas.

O Vibrato é o efeito que se consegue fazendo oscilar rapidamente e de um lado para o outro a ponta do dedo que prende a corda, provocando uma variação na frequência muito usada como forma de expressão. (Exemplo: Toque uma nota qualquer à sua escolha, e sem retirar o dedo dessa casa, mova a ponta do dedo rapidamente para um lado e para outro).
 

As alavancas de tremolo foram originalmente concebidas para produzir o efeito de Vibrato. Os guitarristas cedo se aperceberam da sua potencialidade para executarem também Bending (Bend) até então impossíveis com os métodos convencionais.


A Alavanca de Tremolo é uma peça mecânica que faz oscilar a ponte da guitarra, alterando a tensão e a altura do som nas cordas. As unidades de tremolo formam colocadas nas guitarras a partir de 1950, quando o seu efeito «Twang» se tornou uma imagem de marca de guitarristas como Duane Eddy, Hank Marvin e Dick Dale. Alguns guitarristas usavam-no para fazerem enormes alterações do som, o que frequentemente levava a que a guitarra ficasse desafinada quando a alavanca de tremolo regressava à sua posição normal. A solução para isso foi o sistema de encaixe para tremolo, desenvolvido pelo guitarrista Floyd Rose. O seu sistema mostrou-se tão eficaz, que as unidades de tremolo alternativas deixaram praticamente de ser usadas.


09 fevereiro 2011

Palhetada Alternada


  Vamos aprender a técnica da palhetada alternada. No começo é difícil tocar sem se atrapalhar com a palheta, mas depois você conseguirá com os olhos fechados. Para conseguir isso, vamos fazer o seguinte exercício (o “C” significa que você vai tocar a palhetada pra cima, e o “B” para baixo):

e-----------------------1-2-1------------------------|
B-------------------1-2-------2-1--------------------|
G--------------1-2-----------------2-1---------------|
D---------1-2--------------------------2-1-----------|
A-----1-2-----------------------------------2-1------|
E-1-2--------------------------------------------2-1-|
B C B C B C B C  B C B C B  C B  C B C B  C B  C B
OBS: Nesse exercício, você irá começar da 1ª casa e vai até a 11ª(com o dedo 1).Começar fazendo devagar.

  No próximo exercício, você vai fazer quase a mesma coisa, mas também vai usar o dedo 3 e 4. 
e---------------------1-2-4-3------------------------|
B-----------------1-2---------4-3--------------------|
G-------------1-2-----------------4-3----------------|
D---------1-2-------------------------4-3------------|
A-----1-2---------------------------------4-3--------|
E-1-2-----------------------------------------4-3----|
B C B C B C B C B C B C B C B C B C B C B C B C
 
OBS: fazer até a 9ª casa com o dedo 1.Começar fazendo devagar.

Exercício:
e-5-4-0-7-5-0-8-7-0-10-8-0-12-10-0--|
B-----------------------------------|
G-----------------------------------|
D-----------------------------------|
A-----------------------------------|
E-----------------------------------|

e-5-4-0-8-7-0-7-5-0------------|
B------------------------------|
G------------------------------|
D------------------------------|
A------------------------------|
E------------------------------|
e-5-4-0-7-5-0-8-7-0-10-8-0-12-10-0--|
B-----------------------------------|
G-----------------------------------|
D-----------------------------------|
A-----------------------------------|
E-----------------------------------|

e-5-4-0-8-7-0-5-3-0------------|
B------------------------------|
G------------------------------|
D------------------------------|
A------------------------------|
E------------------------------|

e-3-2-0-5-3-0-7-5-0-8-7-0-11-8-0-11-12-------|
B--------------------------------------------|
G--------------------------------------------|
D--------------------------------------------|
A--------------------------------------------|
E--------------------------------------------|
OBS: Tocar os exercícios acima, sem pausas, como se as tablaturas fossem uma só.


07 fevereiro 2011

Curiosidades sobre a guitarra

         -A Afinação das cordas varia com a temperatura.                              
- As cordas dos violões antigos eram feitas de tripas de ovelha.
- Afinações abertas são aquelas onde as cordas soltas soam como um acorde.

- O Korn popularizou a guitarra de 7 cordas.

- A alavanca com trava da Floyd Rose foi criada em 1982.
- A DiMarzio foi a 1ª a fabricar captadores de alta potência.
- A Peavey se inspirou na tecnologia dos fabricantes de armas para fabricar guitarras melhores e mais baratas em 1976.

- A Ernie Ball foi a 1ª a lançar cordas próprias para bends.

- O captador humbucker foi criado para não produzir chiados.
- Em 1860, surgiram as primeiras cordas de aço para violão.
- Nos anos 30, a Gibson foi a 1ª líder do mercado de guitarras.

- Antes da guitarra elétrica, foi criado o violão Ressonator, que amplificava o som através de um cone alto-falante de alumínio.

- "The Beast" é uma guitarra de 6 braços.
- A guitarra é um instrumento tanto de melodia quanto harmonia.
- Estados Unidos é o país com maior concentração de guitarristas do mundo.

- Dá para "tocar guitarra" com um iPhone.

- Mr. Fastfinger é um famoso desenho animado de guitarra.
- A 1ª guitarra elétrica era uma guitarra havaiana.
- A lira foi o 1º instrumento de cordas, criado há 4.800 anos.
- Existem mais de 130 grandes marcas de guitarra no mundo.
- A Fender Stratocaster foi criada em 1954 por Leo Fender.
- A Gibson SG foi feita para ter maior acesso aos últimos trastes.
- A Gibson Firebird foi desenhada por um designer de carros.
- O 1º nome da Fender Telecaster era Fender Broadcaster.
- Os violões da Takamine são famosos por seus captadores.
- PRS significa Paul Reed Smith, o criador da marca de guitarras.
- Um captador tipo Humbucker são 2 captadores simples juntos.

- O nome "guitarra" veio da palavra persa "sihtar".
- O violão é o principal instrumento da música flamenca.
- Uma guitarra de 2 braços tem 18 cordas.

- Uma guitarra Midi pode simular qualquer instrumento.
- Amplificadores valvulados adicionam uma distorção natural.

- A 1ª palheta foi uma ponta de flecha.
- A maioria das palhetas é feita de plástico.
- Há 2.500 anos atrás, os egípcios já usavam palhetas.

- Chicken pickin é uma técnica derivada da música country.

- A Mesa Boogie criou um amplificador de sustain infinito.
- A maioria dos solos de rock só tem 5 notas.

- Anualmente é realizado um Campeonato Mundial de Air Guitar.
- O slide foi descoberto por um havaiano em 1889.
- Um amplificador valvulado oferece uma distorção mais clara e firme.

Fonte Original: GuitarCoast

19 dezembro 2010

O cuidado com as mãos


  Amplificadores queimados e guitarras com braços danificados são (apesar de causarem pesadelos na maioria dos mortais) situações que podem ser facilmente remediadas. Ao passo que o veículo máximo de sua expressão ( suas mãos ) pode sofrer danos causados por exageros e mal uso, o que lhe trará "pesadelos" ainda maiores.

  Os tendões e ligamentos das mãos que são submetidos a movimentos regulares e contínuos podem sofrer problemas denominados como Síndromes de Movimentos Repetitivos. Na realidade, tais problemas são causados por uma somatória de fatores : esforço contínuo num mesmo movimento, má postura, tensão nervosa, entre outros.

   O ato de estudar diariamente seu instrumento exige também uma postura e preparação corretas, tanto no intuito de obter melhor desempenho como também pensando em prevenir os problemas acima citados. Para tal, leve em conta a regulagem de sua guitarra ou do seu violão no que diz respeito à ação ( altura ) das cordas pois estas, estando mais próximas da escala, demandam menos pressão dos dedos ( embora percam bastante a sustentação do som ). Além disso pense em pequenos exercícios que irão ativar sua circulação sangüínea e " pré aquecer " seus músculos e tendões:

  Estenda seu braço direito como se os seus dedos estivessem sendo empurrados contra uma parede. Então, puxe os dedos com sua mão esquerda gentilmente para trás. Pare ao sentir seus tendões forçados. Depois repita o processo com sua mão e braço virados ao contrário. Você deve fazer isso por no mínimo de 20 a 30 segundos 3 vezes em cada forma.

28 novembro 2010

O Violão no Brasil


Origem
  As origens do violão são incertas e desconhecidas no Brasil, mas acredita-se que veio pelas mãos dos europeus e foi, durante todo o período colonial, marginalizado pelas elites e adorado pelo povo.

Início

  Em meados do século XIX o violão acompanha os instrumentistas nas rodas de choro e os cantores nas serestas, que se estendiam por toda a noite.De história recente, seus primeiros personagens conhecidos são de inícios do século XX: Sátiro Bilhar, Quincas Laranjeiras, João Pernambuco, Canhoto, Heitor Villa-Lobos, autores das primeiras obras do repertório brasileiro.
  Em 1938 Attilio Bernardini publica Lições Preparatórias, baseado na escola desenvolvida por Tarrega e até hoje utilizado como importante método de iniciação para o instrumento.

Desenvolvimento

  Na era do rádio, destacam-se as atuações de Garoto, virtuose que integrava a orquestra da Rádio Nacional, dirigida pelo maestro Radamés Gnatalli – que compôs muitas obras importantes para o violão –; e Dilermando Reis, o famoso violonista, que acompanhava o cantor Francisco Alves e deu aula de violão para o Presidente da República.
  Em inícios dos anos de 1940, Ronoel Simões começa seu trabalho de coleta, divulgação e pesquisa de material sobre o violão, que tornou-se com o passar dos tempos um dos mais importantes e completos acervos do mundo.
  Tendo sua importância cada vez mais reconhecida na vida brasileira, em 1947 é fundada a primeira cadeira de violão num conservatório do Brasil, a cargo de Isaías Sávio, o uruguaio que se tornou figura central nessa história, de onde derivam as gerações seguintes de grandes violonistas brasileiros.

Consolidação

  Logo aparecem virtuoses adaptando e ampliando a técnica do instrumento para retratar as sonoridades do país: o universo rural revelado por Paulinho Nogueira, o vigor da música negra em Baden Powell.
Na geração seguinte surge o incrível Raphael Rabello, destacando-se tanto como solista quanto como acompanhante.
  Importante também lembrar a atuação feminina nos meios violonísticos: Josefina Robledo, Maria Lívia São Marcos, concertistas de carreira internacional, ou a compositora Lina Pires de Campos, que dedicou ao violão o premiado “Ponteio e Tocatina”. Rosinha de Valença destaca-se com uma produção mais voltada à música popular.
  Em constante crescimento, o violão passa a ser ensinado nas universidades, surgem os primeiros trabalhos científicos dedicados ao instrumento. Giácomo Bartoloni, professor de violão da Unesp, vira doutor em história com tese sobre o violão na cidade de São Paulo.

Contemporâneo

  O país conta hoje com um grande número de violonistas importantes no cenário mundial do instrumento. Dois nomes que se destacam pela amplitude de seus trabalhos são os do Fábio Zanon, intérprete premiado de obra de Villa-Lobos e do repertório contemporâneo, que realizou uma série de importantes programas sobre violão veiculados pela rádio Cultura FM de São Paulo, e Paulo Bellinati, que tem uma extensa obra composicional publicada e gravou e transcreveu em partituras a obra do violonista Garoto, num trabalho de muita repercussão.
  Três grandes expoentes do violão brasileiro têm se destacado como virtuoses do instrumento: Alessandro Penezzi, Marcel Powell e Yamandu Costa.
  Hoje, violonistas brasileiros são reconhecidos em todo o mundo: atuam nas salas de concerto tradicionais da música erudita, na música popular e nas antigas festas e ritos do folclore. A escola de violão brasileira é considerada já uma das mais ricas do mundo.



27 novembro 2010

Acordes Dissonantes


  Um acorde dissonante seria, como o próprio nome diz, um acorde que dissona ou não soa bem. Acontece que muitas vezes acontece o contrario, ele soa extremamente bem.

Formação e notação de acordes dissonantes

  Quando falamos de notação de acordes, dissemos que uma acorde maior é formado por 3 notas, 1ª, 3ª e 5ª e os menores com a 3b .Os acordes dissonantes são formados de 4 ou mais notas. Tomamos as notas normais do acorde, maior ou menor e adicionamos uma nota da escala cromática. Assim, existe por exemplo, um acorde de G com as notas normais mais um A. Ou um C com A#. Existem milhares de acordes dissonantes e se formos contar todas as inversões ainda mais. Para identificar um acorde dissonante, usamos a mesma notação dos acordes convencionais, mas adicionando à frente o número da nota da escala diatônica desse acorde. Um G com A escreveríamos G9 e leríamos sol com nona. Podemos também adicionar mais de um nota dissonante em um acorde, nesse caso separamos os números por uma barra. 
Ex.: Am com G e B à Am7/9. 
Se o acorde original for do tipo com arranjo no baixo escrevemos o acorde dissonante seguido de outra barra e o baixo. 
Ex.: Am7/9/G. (pouquíssimo uso)
Quando queremos usar notas acidentadas fora da escala diatônica do acorde usamos na cifra os sinais de + e - para indicar que devemos aumentar (+) ou abaixar (-) meio tom na nota dissonante.
Ex.: C/-5 lemos C com 5a menor. A 5a de C seria G menos 1/2 tom temos F#.
Ex.: Bm5-/7, C7+
Podemos colocar os sinais à frente ou atrás do número. Atenção para um detalhe importante. Não existem os acordes dissonantes com 1a 3a e 5a já que eles formam o acorde normal.
OBS. Como a barra (/) é usado tanto no arranjo no baixo como em dissonantes o que diferencia o acorde é uso de número ou letra após a barra.
 

06 novembro 2010

Pequeno dicionário de termos usados no estudo da guitarra e música

A

Ação - Distância entre as cordas e os trastes.
Acento - Nota ou acorde realçado ou tocado em maior volume.
Acidente -Um símbolo usado nos acordes ou notas, que indica se a nota é aumentada em meio tom (#) ou diminuída em meio tom (b).
Acorde - Efeito de duas ou mais notas tocadas ao mesmo tempo.
Acústica, guitarra - Guitarra para execução sem amplificação eletrônica.
ADT - Automatic Double Tracking ("Pista Dupla Automática"). Efeito eletrônico que consiste em reproduzir uma repetição única muito rápida, dando a impressão de que dois instrumentos tocam a mesma parte.
Amplificador - Aparelho eletrônico que majora o som produzido pela guitarra, e captado pelos captadores.
Archtop - Instrumentos que tem o tampo em forma de curva.

B

Bigsby - Fabricante de guitarras, conhecido por um modelo de tremolo.
Blues - Termo dado a um estilo musical, predominantemente negro, dos EEUU.
Bottleneck - Literalmente, "gargalo". Técnica de execução de acordes ou notas isoladas pelo deslizamento (sliding) de um tubo demetal ou vidro pelas cordas. O mesmo que Slide.
Bridge - Ponte. Mecanismo onde as cordas da guitarra se fixam no tampo do intrumento.
Bypass - Muitas unidades de efeito, tem um botão que acionado, permite que o sinal, passe direto (o som não é processado), sem sofrer nenhuma alteração.

C

Capo - Dispositivo em forma de garra fixado sobre a escala do braço para possibilitar o uso de acordes de corda solta nos diversos tons ou chaves.
Captador - Transdutor eletromagnético que converte as vibrações das cordas em impulsos elétricos, amplificanso-os.
Cavalete - (Bridge) Dispositivo ajustado ao corpo da guitarra para suportar e conduzir as cordas a seus lugares.
Chorus - Efeito baseado em delay que simula eletronicamente dois ou mais instrumentos tocando o mesmo trecho. As variações na altura ou no tempo são usadas para dar um efeito mais realista.
Clássico - Um clássico, é algo que se perpetua por si só. Como a Les Paul ou a Stratocaster são guitarras clássicas.
Compressão - Efeito eletrônico que reduz o volume das notas agudas e amplia o das mais suaves e graves.
Cravelha - Dispositivo mecânico para controlar a tensão e, por conseguinte, a altura de uma corda.
Cromática - Uma escla cromática, é uma escala completa, incluindo todos as doze notas.

D

Damping - (Abafamento) Técnica usada para silenciar uma corda ou várias. Pode ser usada para impedir que uma nota ou acorde ressoe de modo indesejável, ou como efeito.
Dedeira - Ver Palheta.
Dedilhado - Técnica de execução com a mão direita onde as cordas cão sendo feridas pelos dedos um de cada vez.
Delay - Quando um som se reflete, ouve-se uma repetição atrasada, ou eco. Este efeito costuma ser produzido pela unidade eletrônica digital de delay.
Diatônica - Uma escala diatônica, é aquela composta por 7 notas (maior ou menor).
Distorção - Efeito eletrônico usado no rock, onde o vloume é ampliado pesadamente na pré-amplificação ou por efeito eletrônico.
Dobro - Tipo de guitarra acústica construída com um tampo ressonador metálico para ampliar o volume e o sustain. Também conhecida como ressonador.
Dominante - É a nota do 5.º de uma escala.
Dreadnought - Guitarra acústica de corpo grande e cordas de aço, em geral usada em música country e rock.

E

Efeitos - O resultado de algumas formas de processamento do som.
Efeitos Digitais - Muitos efeitos podem ser produzidos digitalmente. Quando se usa um efeito digital, o sinal da gutarra é convertido em códigod binário, processado e depois convertido a impulsos elétricos.
Eletroacústica, guitarra - Uma guitarra (ou violão) que se pode tocar acusticamente ou ligar a um amplificador..
Equalizador Gráfico - Um equalizador que tem como características, a divisão das freqüências do som (através de uma escla), é possível acrescentar ou diminuir somente uma freqüência, sem interferir em outras.
Expander - É o oposto do Compressor.

F

Feedback - Ver Microfonia.
F-hole - Buraco no tampo de algumas giutarras em forma de f.
Fingerboard - Lugar onde se acomoda os dedos da mão esquerda (parte de cima do braço).
Flanger - Também um efeito baseado no Delay, porém, aqui existe alterações na altura do som (afinação). Originalmente, concebido com fitas magnéticas, hoje é encontrado em unidades digitais.
Flat-top, guitarra - Guitarra de cordas de aço com tampo do corpo plano ou chato.
Freqüências - Número de cilcos por segundo de uma determinada nota.
Fuzz, caixa de - Unidade de pedal para criar distorção ou, mais exatamente, saturação.

G

Guia de cordas - Suporte de osso, plástico ou outro material, para as cordas no final da escala em direção à haste das tarrachas.

H

Hammer - Técnica que consiste em "martelar" o braço da guitarra com os dedos da mão esquerda.
Harmonizer - Também comhecido como "pitch shifter", este efeito é capaz de dobrar a nota da guitarra. Programando, quando o guitarrista tocar a nota C (por exemplo), o Harmonizer dobra com a 5.ª (G).
Haste das cravelhas - Parte superior no fim do braço da guitarra, onde ficam as cravelhas e as tarrachas das cordas.
Haste de suporte do braço - Haste de metal que atravessa na longitudinal o braço da guitarra, por trás da escala, reforçando-o contra a tensão das cordas.
Headstock - Parte da guitarra onde se acomodam as tarrachas de afinação.
Humbuckers - Captadores eletrônicos de bobinas duplas, que dão um som mais espesso e "grosso", muito apreciado no rock.


L

Lead, guitar - Termo que designa o guitarrista principal.
Leslie, Gabinetes - O Leslie éum alto falante torativo, feito originalmente para ser usado em órgãos. Em 1960, jimi Hendrix, usou um alto falante Leslie em sua guitarra. Hoje esse efeito é obtido digitalmente.
Luthier - Um construtor de guitarras ou intrumentos musicais.

M

Microfonia - Som produzido quando um captador ou microfone recolhe seu próprio sinal de um alto-falante e o reamplifica. Algumas vezes é usada como técnica em solos de rock.
MIDI - Musical Instrument Digital Interface ("Interface Digital de Instrumentos Mudicias"). Linguagem eletrônica que permite a apare;hos equipados de modo semelhante, como sintetizadores, seqüenciadores, mesas de mixagem e baterias eletrônicas, se intercomunicarem.
Multi Efeitos - São aparelhos capazes de produzir variados tipos de efeitos. Pode se programar um tipo de som, mesclando vários efeitos e armazaná-lo para utilização futura.


O

Oitava - Intervalo de 12 semitons.

P

Palheta - Dispositivo, em geral de plástico, usado para ferir as cordas. Um tipo específico é a dedeira, usada em guitarra de folk ou country e na música sertaneja brasileira.
Panning, ou Panpot - É um recurso dos dons emitidos em estéreo, que permite mandar para um só canal o som.
PA, sistema - Sistema de public addres (direcionamento ao público) ou de amplificação eletrônica usado ao vivo.
Pedais ou Pedaleira - Unidades eletrônicas controladas com o pé, instaladas entre a saída da guitarra e a entrada do amplificador, para processar o som de vários modos.
Pentatônica - Uma escala de cinco notas.
Pickguard - Peça em plástico resistente, para proteger o acabamento da guitarra (escudo).
Pickup - O mesmo que captador.
Placa de arranhadura - Placa de plástico para proteger a giutarra das palhetadas.
Plectrum - O mesmo que palheta.
Pré-Amplificador - Ajuda a aumentar o sinal da guitarra antes de entrar no amplificador, propriamente dito. É muito usado para se obter distorções.


R

Reverb - Uma unidade de Reverb, simula o desenvolvimento natural de um som tocado em certo ambiente. Pode simular um grande salão, ou uma pequena sala, variando com a programção.
Riff - Seqüência repetida de notas, que caracterizam a música. Usada regularmente pelos guitarristas de rock.

S

Sinal de tempo - Símbolo composto de dois números no início de uma partitura. Indica o número de tempos e seu valor dentro de cada compasso.
Sintetizador de guitarra - Guitarras projetadas e constrúidas com sistemas instalados para produzir alterações radicais de som, ou as equipadas com MIDI para controlar sintetizadores externos, baterias eletrônicas ou efeitos de processamento de som.
Slide - Ver Bottleneck.
Solid-state - Amplificadores equipados com transistores.
Soundboard ou tampo - Parte da frente do corpo da giutarra sobre a uqal se instala o cavalete (bridge). cortada em separado, como nos violões, é chamado tampo.

T

Tapping de trastes - Técnica de excução em que tanto a mão esquerda como a direita são usadas para apertar as notas contra os trastes. Às vezes é chamada tapping de dedos.
Tempo - Velocidade de uma peça musical.
Tone-Pedal - Ver Wah-Wah.
Traste - Tiras de metal colocadas a intervalos ao longo do braço da guitarra.
Tremolo - É a popular alavanca (ex.: Floid Rose). Mecanismo que permite alterar a afinação da guitarra durante a performance.


V
Vávula - Tubo de vidro com um cátodo e um ánod, usado em equipamentos eletrônicos.
Violão - Ver Acústica, guitarra.
Vibrato - Dispositivo mecânico para alterar a altura de uma corda ao ser tocada. Também uma técnica de tocar onde se usam um ou mais dedos da mão esquerda para dar uma oscilação menor na altura do som.
Volume, Pedal de - Pedal que permite a mudança do volume do instrumento, durante a performance. É acionado com os pés.


W
Wah wah, pedal - Unidade de acionamento por pedal que pode ser usada como controle de tonalidade ou pressionada para obter o típico som de "wah".

 

13 outubro 2010

Manutenção das cordas


   Com o passar do tempo, as cordas do violão perdem um pouco da qualidade do som. É necessário trocá-las de acordo com um princípio simples: uma (corda velha) por uma (corda nova). Nunca retire todo o encordoamento do instrumento, isso fará a caixa acústica do violão sofrer com a falta de pressão antes exercida pelas cordas. Este fato é observado, quando são colocadas novas cordas. A afinação ira demorar mais do que o normal para se manter inalterada. O tempo útil de cada encordoamento vária de acordo com a qualidade da corda, uso, limpeza, clima favorável, alem de outros fatores.

Importante
 
Nunca deixe cordas enferrujadas em sua guitarra, a ferrugem pode atingir outras partes metálicas do instrumento como os captadores.