12 junho 2012

Os canhotos e as cordas do violão e da guitarra


   Os canhotos, como o famoso Jimi Hendrix, podem inverter as cordas das guitarras comuns ou comprar um modelo de guitarra ou violão especial para canhotos. Se a solução de inverter as cordas for adotada, seu braço direito poderá esbarrar nos controles de volume e tonalidade ao tocar. Assim, é provável que tenha de modificar a posição do braço para não obter efeitos indesejados.
  O canhoto pode se quiser tocar guitarra ou violão como se fosse destro, assim a mão esquerda, a mais firme ficaria responsável pelo braço do instrumento, o que seria extremamente benéfico, mas a mão direita ficaria responsável por tocar as cordas, dificultando algumas batidas e solos.

24 abril 2012

Velocidade: Dicas sobre escalas


  Para tocar rápido você precisa treinar a sua técnica e a sua mente. Você precisa treinar a sua memória e, acredite, o seu cérebro passará a funcionar melhor se você seguir as nossas dicas de memorização.

  Para se tornar um guitarrista solista é essencial saber as Escalas na ponta dos dedos. Mas existe um truque, que poucos conhecem, e esse truque irá te levar a um nível superior de conhecimento. Ele facilitará sua vida.

  Você não só aprenderá as escalas com facilidade, você as entenderá e nunca mais precisará se esforçar para lembrar de uma escala na hora de solar, porque eu sei que isso é muito frustrante e acaba fazendo com que os nossos solos não evoluam em ritmo natural. A gente começa a se sentir preso aquela única escala e sonoridade que aprendemos uma vez. Não se preocupe isso também passará.
Você está pronto para descobrir o truque? Ou melhor, os truques. Porque na verdade é um conjunto de práticas que torna o seu treino mil vezes mais eficiente. Dessa forma você não terá mais aquela sensação de que não sai do lugar há muito tempo.

Aqui estão os truques:
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1 - Aprenda um modelo da Escala Maior por semana. Não tente decorá-los de uma vez só, isso não funciona para ninguém. Além do mais você tem tempo suficiente para aprender.

2 - Quando tocar a Escala comece sempre pela tônica. Isso fará grande sentido para você, pois ajuda a visualizar automaticamente as escalas no braço da guitarra.

3 - Digamos que você aprendeu um dos desenhos da Escala de Sol Maior. Pronto você já decorou ele, não foi difícil. Mas não pare por aí, o que fará com que você aprenda de verdade esse desenho é treiná-lo nas doze tonalidades, sempre começando pela tônica.

4 - Quando treinar Escala Maior nas doze tonalidades evite tocar um desenho seguido do outro, por exemplo, Sol Maior, Sol sustenido Maior, Lá Maior e Lá sustenido Maior. Isso atrapalha muito, simplesmente por ser fácil demais e não trabalhar o seu raciocino da forma correta. Em vez disso, faça ‘saltos’ no braço da guitarra, por exemplo, Sol Maior, Ré Maior, Lá sustenido Maior, Mi Maior etc.

5 - Divirta-se com as escalas! Não existe melhor forma de aprender do que se divertindo. Quando você era criança, você aprendeu milhares de coisas enquanto brincava e nem percebia que estava fazendo muito mais do que brincar. Por exemplo,você aprendeu a andar brincando, aprendeu a distinguir as cores brincando e aprendeu que podia se machucar enquanto brincava também. Não ignore a fase mais divertida da sua vida! As crianças aprendem mais que os adultos porque brincam mais.

6 - Treine exercícios de técnica e velocidade enquanto sobe e desce as escalas. Dessa forma você mata dois coelhos com uma cajadada só. Por exemplo, você pode treinar a sua palhetada alternada enquanto toca um dos modelos da Escala maior.

7 - Treine com um Metrônomo. Ele é o melhor amigo de quem deseja tocar rápido e decorar escalas. O treino com o metrônomo é simples: Comece com um batimento bem lento e vá aumentando a velocidade progressivamente, até atingir o seu máximo. Com o passar dos dias o seu máximo será outro.

8 - Varie a forma de tocar a escala. Existem infinitas combinações, você pode andar duas notas, voltar uma, tocar mais duas notas e voltar mais uma...Você pode pular notas das escalas... Use a sua imaginação e descubra várias possibilidades.
 
Fonte original deste artigo: GuitarCoast

02 abril 2012

Extensão e Tessitura do Violão e da Guitarra


    Todo instrumento tem a sua extensão, ou seja, a distância entre a nota mais grave e a mais aguda que consegue atingir. A voz humana, por exemplo, tem várias subdivisões, que são classificadas, de acordo com as características físicas de cada cantor. Um baixo, cantor de voz grave, não pode cantar as mesmas notas que um soprano, voz aguda feminina. No naipe de cordas de uma orquestra, a extensão de um violino é toda em notas agudas. A viola de orquestra tem sua extensão em notas médias, o violoncelo em notas médias e graves e, por fim, o contrabaixo, com sua extensão toda em notas graves. Já a voz humana ou outros instrumentos tem uma região melhor para ser trabalhada, mais confortável e menos difícil.  A essa região damos o nome de tessitura, em que o cantor ou instrumentista irá trabalhar com maior frequência, sem atingir o seu limite máximo. 
      Tanto o violão, quanto a guitarra com a sua afinação mais comum, vão desde o Mi da 6ª corda solta até o Si da 1ª corda na 19ª casa, numa extensão total de três oitavas e uma quinta. Acontece que após a 12ª casa, é bem mais difícil de posicionar a mão esquerda do violonista, devido a caixa de ressonância do violão tradicional começar no 12º traste. Não que seja impossível de tocar, muito pelo contrário, basta um pouco mais de técnica e treinamento. Seguindo a lógica aplicada a outros instrumentos, se chega ao que chamamos de tessitura do violão, ou seja, a sua extensão não forçada: do mesmo Mi da 6ª corda solta até o Mi da 1ª corda na 12ª casa, perfazendo assim três oitavas. 
   
    

28 março 2012

Violão ou Guitarra?


Guitarra, guitare, guitar, gitarre, chitarra é como se chama o violão, respectivamente em espanhol, francês, inglês, alemão e italiano, palavras que vieram do grego Kíthara, nome que designava um dos principais instrumentos de cordas existentes na antiguidade. Já a origem da palavra violão é bem mais clara e deriva da palavra viola mais o sufixo ão (aumento).  A viola é um instrumento muito conhecido em nossa música sertaneja e que apresenta grande semelhança com a guitarra do século XIV. Violão é, pois, literalmente viola grande.

23 março 2012

A fórmula das escalas maiores


  As escalas maiores são formadas pela seguinte fórmula: | tom tom 1/2 tom tom tom 1/2 | Vamos à prática: comecemos pela Escala Maior de Dó (C), por ser a mais simples. Lembra-se das 12 notas?

C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-B-C-C#-D-Eb-E-F-F#-G-Ab-A-Bb-C...etc

Começando pelo C, seguindo a fórmula, temos:

I II III IV V VI VII VIII

C.. D.... E...... F... G.. A .....B....... C


  Fácil, não? O I grau é a Tônica (root, raiz), que dá o tom da Escala. O II grau vem, pela fórmula, depois de um intervalo de 1 tom, ou dois 1/2 tom. Procure na sequência de notas. Achamos o D. O III grau, mais 1 tom (dois 1/2) - acharemos o E. O IV, só 1/2 tom - teremos o F, e assim por diante. TODAS as escalas maiores são construídas dessa forma. Usamos a de C como primeira, porque ela não apresenta acidentes - sustenidos (#) ou bemóis (b).

Vejamos a de Sol (G):

I II III IV V VI VII VIII

G ..A..... B .....C... D.. E... F#...... G


  Notou que agora temos o Fá sustenido (F#)? Mas a fórmula continua a mesma: tom,tom,1/2,tom,tom,tom,1/2. Comece pela tônica e confira. Pegue um lápis e papel e tente construir as outras. Procure memorizar a fórmula.

01 fevereiro 2012

Cordas de Aço ou Nylon?


  Aos iniciantes sempre sugerimos que comecem com as cordas de nylon. O violão fica mais "macio". As cordas de aço são usadas mais para o estilo de acompanhamento com palheta, tipo violão Folk. Para solos e mesmo para acompanhamentos, aconselho iniciar os estudos usando as cordas de nylon. Caso o aluno tenha preferência por violões com cordas de aço, procure utilizar encordoamentos leves, próprios para iniciantes, pois assim não encontrará dificuldades para prender as cordas do violão de modo correto e obter um som "limpo", sem abafamentos e ruídos indesejáveis. 

16 janeiro 2012

Escalas Menores Naturais

 

 As escalas menores naturais são derivadas das Escalas Maiores, a partir do seu VI grau, mantendo-se os intervalos. Vamos ver a escala maior de C:

I II III IV V VI VII VIII
C D E F G A B C


  O seu VI grau é A (Lá). Então vamos separar a de Am (Lá menor): C D E F G A B C D E F G ...

Teremos então:

I II III IV V VI VII VIII
A B C D E F G A


  Percebeu que as notas das duas escalas são as mesmas? Por isso dá-se a elas o nome de Escalas Relativas. Quando o tom da música for C, por exemplo, você poderá improvisar utilizando as escalas de C (Dó Maior) ou Am (Lá menor). E vice-versa. Esta "relatividade" pode - e deve - ser utilizada para todas as notas. O VI grau de uma escala maior é SEMPRE sua Relativa Menor; o III grau de uma escala menor é SEMPRE sua Relativa Maior.

  Notamos, também, que nossa fórmula, a partir da Tônica Menor, ficou assim: 

| tom 1/2 tom tom 1/2 tom tom |

 Tente escrever todas as escalas naturais menores. Confira pela fórmula.

  Viu? Passou aquele medo de escala que você tinha? Ainda não... Mas veja: com esta pequena introdução, muito fácil, por sinal, você já é capaz de formular 24 escalas - 12 maiores e 12 menores. Com uma vantagem: você só teria que decorar 12, já que as outras 12 são suas relativas (contém as mesmas notas). 


13 dezembro 2011

Harmonia: Tonalidade e Função dos Acordes


  Como já vimos em lições anteriores, uma melodia costuma se desenvolver utilizando as notas de uma escala . Os acordes que acompanham esta melodia são formados das mesmas notas da escala (este conceito tradicional de harmonia é pouco utilizado hoje em dia, onde a harmonização das músicas é mais livre, sem prender-se em regras específicas, porém isto depende muito do estilo musical) e cada acorde tem função específica na música. A esse conjunto de funções dos graus da escala e dos acordes sobre eles formados, dá-se o nome de tonalidade. O tom da música recebe o nome da escala que é construída a melodia. Por exemplo: Se a melodia de um trecho musical foi construída sobre a escala de Bb, dizemos que a tonalidade deste trecho é de Bb, ou que este trecho "está" em Bb. Cada nota da escala maior também gera uma nova escala, criando desta maneira 7 modos (7 maneiras diferentes de você tocar a mesma escala maior), que se chamam modos gregorianos. Cada modo possui um nome, e gera um tipo de acorde. Os acordes gerados pelos modos formam o Campo Harmônico Maior.

Um breve resumo das funções do campo Harmônico:

  Independente da escala em questão, um Campo Harmônico Maior gera sempre os mesmos tipos de acordes para cada grau:

Imaj7 IIm7 IIIm7 IVmaj7 V7 VIm7 VIIm7/5-

  As funções principais estão nos graus I, IV e V (acordes maiores) que são:

Grau I  - TÔNICA  - Função de repouso, resolução (geralmente é o primeiro e o último acorde da música)

Grau IV - SUBDOMINANTE - É um acorde de meia tensão, geralmente ponte entre os graus I e V

Grau V  - DOMINANTE  - Função de tensão, é o acorde que pede resolução.

  Os demais acordes (menores) são relativos dos três principais, ou seja, podem substituir os acordes maiores, obedecendo as mesmas funções tonais:

Grau IIm    - relativo do IV
Grau IIIm   - relativo do V
Grau VIm    - relativo do I
Grau VIIm5- - relativo secundário do V

  Chamamos de relativos os acordes que possuem notas em comum. Por exemplo: O acorde de C possui as notas C, E e G, e seu relativo menor (Am) possui as notas A, C e E e se acrescentarmos a sétima ele passa a ter a nota G também. Todo acorde maior tem seu relativo menor e vice-versa. Os relativos menores são sempre o sexto grau da escala do acorde maior (como no exemplo acima C e Am) e o relativo maior dos acordes menores é o inverso, ou seja, o terceiro grau menor da escala do acorde menor (modo eólio). Por exemplo: o relativo maior de C#m é E (Terça menor do acorde de C#m). Portanto, na prática, as músicas tonais são sempre formadas pelas 3 funções - Tônica, Subdominante e Dominante - mas os 3 principais acordes são constantemente substituídos por seus relativos.

25 novembro 2011

A Técnica do Bend


  Bend é uma técnica no qual você levanta ou abaixa a corda do instrumento para chegar em outra nota. Quando curvamos a corda, a nota que era tocada tem sua afinação mudada, elevada a uma nota mais aguda. Você pode tocar bends de ¼, ½, 1, 1 ½, 2 tons, o quando você e principalmente suas cordas agüentarem.
Essa técnica é muito usada na guitarra moderna, pois dá ao guitarrista um caminho adicional para expressar suas idéias. Sem a habilidade para conseguir essa textura mais ligada do bend, nosso instrumento passa a reagir de forma mais estática, como se fosse um piano. Por isso existe no meio da guitarra, a expressão solo "pianístico", ou seja o guitarrista tocou o solo sem tocar uma técnica que diferencie instrumentos de corda com os de tecla, ele só tocou as notas sem utilizar bend, tapping, hammer-on, pull-offs, alavancadas, etc.

  Para um bom bend, é necessário três coisas: limpeza, afinação e segurança. Afinação para que a nota que você chegara utilizando o bend afine com o acorde tocado na harmonia. Os grandes mestres dessa técnica são conhecidos por sua afinação precisa independente de velocidade ou região do braço da guitarra, mas isso leva um pouco de tempo para seu ouvido começar a perceber quando está desafinado e quando não. Limpeza para que você não toque outras cordas ao tocar um bend, isso faz com que a nota desejada fique sem definição. Segurança, pode se dizer que afinação e limpeza estão diretamente ligados a segurança que você tem ao dar um bend. Um bend tímido geralmente desafina e sai meio sujo, então, agarre as cordas e levante com toda certeza do mundo.
  Em sua execução são importantes alguns conceitos básicos. Primeiro, para executar um bend, é necessário colocarmos o polegar em cima do braço, nos ajudando a fazer uma alavanca para levantar a corda. Dependendo do dedo com que você fará o bend sua forma de faze-lo será diferente. Sempre costumamos "ajudar" o dedo que está levantando a nota com os demais atrás, por exemplo, se estamos levantando a corda com o dedo 3, devemos colocar o dedo 2 e o dedo 1, cada um em uma casa anterior a casa onde foi executado o bend. Com o dedo 4, atrás teremos dedo 3, 2 e 1. Com o 2, o dedo 1. É comum também deixar o dedo 1 levantado verticalmente as cordas, isso ajuda na limpeza, abafando as cordas indesejadas ou então se você tiver uma "mãozona", pode abafar as cordas com o polegar por cima do braço. Para fazer um bend com o dedo 1, é necessário abusar ainda mais do polegar em cima do braço do instrumento, porque ele vai dar o apoio necessário para você executar o bend.

Principais tipos de Bend

Bend - O bend simples consiste em levantar ou abaixar a corda partindo de uma nota para atingir o som de outra.
Bend - Release - É o tipo de bend no qual após a chegada na nota desejada você volta a nota de origem.
Pré-Bend - Também conhecido como Reverse Bend, consiste em puxar a corda e só depois palhetar, dando a impressão de um bend ao contrário, como se ele fosse do agudo para o grave. É importante o domínio dos bends básicos para utilizarmos o Pré-Bend, porque você antes de tocar já tem que saber o quanto vai levantar.
Bend em Uníssono - Esse é um tipo de bend muito usado. Consiste em dar o bend junto com outra nota em uma corda diferente e afinar o bend de acordo com a nota mais aguda, até chegar na igualdade dos sons, uníssono.
Bend Duplo - O bend duplo dá uma temperada em qualquer solo, fazendo com que o mesmo fique com uma pegada "animal". Consiste em esticar duas cordas ao mesmo tempo. 

Fonte: O Básico da Guitarra

16 setembro 2011

Violão e Guitarra - Sweep Picking


  Para quem já ouviu por curiosidade falar em sweep picking, e não tem ideia do que se trata, poderá ter um primeiro contato com a técnica na definição que será dada aqui. Tocar em sweep picking não é o mesmo que tocar com  palheta estritamente alternada ("alternante picking"). Porém, ao se utilizar o sweep, parte da técnica como um todo deverá se recorrer à palhetada  alternada. Atualmente qualquer guitarrista deverá utilizar bem tanto o sweep quanto a palhetada, porque cada situação em particular funciona melhor com uma ou outra técnica.
Há referências ao sweep desde a década de 60, mas quem realmente sofisticou e desenvolveu a técnica nos moldes atuais foi Frank Grambale. Com o sweep, obtemos mais fluência e alcançamos uma boa velocidade com muito menos tempo de treinamento do que o que seria necessário com palhetada alternada (e  outras só com sweep).
Muito bem, as principais leis que regem o sweep picking são:
 1) Para as notas na mesma corda, usa-se palhetadas estritamente alternadas.
 2) Ao mudar de corda, se estiver passando à corda imediatamente abaixo, a  palhetada deverá ser também para baixo, independente da última palhetada dada. Caso esteja mudando para a corda acima, a palhetada deverá ser  também para cima independente da direção da última palhetada.  
 3) Ao mudar de uma corda, para a que se encontra imediatamente acima ou abaixo, se a palhetada anterior coincidir com a palhetada na nova corda (duas para baixo ou para cima consecutivas). a palhetada deverá ser escorregada ou deslizada.

Sweep Picking Exercícios básicos (Parte 01)

1º) Pequenos riffs com a máxima economia de movimentos.
Abaixo temos dois exercícios de arpejos, parece simples mas tem que ser executado com rapidez, comece lentamente com as 2 primeiras notas, repita até ficar bem condicionado e com velocidade, vá adicionando as demais notas uma a uma e repetindo. Siga deste modo até o fim do exercício.

a) Arpejos para baixo (descendo uma escala)


       ^ ^ ^ ^ ^ ^  ^ ^ ^ ^ ^ ^  ^ ^ ^ ^ ^ ^  ^ ^ ^      
  e:|------------8------------9------------10-----------| /\
  B:|----------5------------6------------7--------------| ||
  G:|--------7------------8------------9----------------| ||
  D:|------5------------6------------7-----------...----| ||
  A:|----7------------8------------9-----------10-------| ||
  E:|--5------------6------------7------------8---------| ||

Di:    1 3 1 3 1 4  1 3 1 3 1 4  1 3 1 3 1 4  1 3

  Obs.: O sentido da paleta será sempre para baixo.


b) Arpejos para cima (subindo uma escala)


       v v v v v v v v v v v v  v v v v v v  v v v        
  e:|--8-----------9------------10-----------11---------| ||
  B:|----5-----------6------------7------------8--------| ||
  G:|------7-----------8------------9------------...----| ||
  D:|--------5-----------6------------7-----------------| ||
  A:|----------7-----------8------------9---------------| ||
  E:|------------5-----------6------------7-------------| \/

Di:    4 1 3 1 3 1 4 1 3 1 3 1  4 1 3 1 3 1  4 1


  Obs.: O sentido da palheta será sempre para cima, o objetivo destes  exercícios e desenvolver a habilidade de deslizar ou escorregar a paleta entre as cordas. Siga a digitação proposta e a forma correta de praticar.
   Legenda:


      ^ - Palhetadas para baixo
      v - Palhetadas para cima
     Di - Digitação da mão esquerda


10 setembro 2011

Violão e Guitarra - Dicas para instalação das cordas


1 - Esticar com os dedos as cordas após a afinação, é uma técnica para evitar que as cordas tenham que ser afinadas várias vezes.
2 - Ao instalar as cordas tome cuidado para não dobra-las, isto é muito comum acontecer.
3 - Soltar as cordas por igual, para evitar envergar o braço, o correto é soltar uma volta para cada tarraxa.
4 - Evite o uso de cordas de aço em violões clássicos, alguns violões são projetados para cordas de náilon, e quando utilizamos cordas de aço nestes violões corremos o risco de empenamento do braço.
5 - Quando o instrumento não for utilizado por um longo período é aconselhável que as cordas sejam afrouxadas.
6 - Mantenha o violão longe do seu rosto e do rosto de outras pessoas enquanto o afina, as cordas quando arrebentam podem causar ferimentos.


17 agosto 2011

Violão e Guitarra - Cordas do instrumento


  Corda velha não soa legal, quebra fácil, começa a ficar pegajosa e pode ser até, dependendo do nível de corrosão, fatal para os trastes do instrumento, que vão sendo laminados muito mais facilmente. Use sempre cordas novas, de uma boa marca, troque-as regularmente, e você verá o som de sua guitarra ou de seu violão sempre com mais vida e brilho.
    Lembre-se que cordas sujas, desgastadas com suor das mãos, soam mal ao seu ouvido e dessa maneira podem fazer com que você ache que não esteja tocando a música certa ou que o seu instrumento esteja desafinado. Você já deve ter perguntado pra você mesmo: Porque o som do meu instrumento não é igual ao som do violão ou da guitarra dos artistas que aparecem tocando na TV? Muito simples. Não que os instrumentos deles sejam melhores, mas principalmente porque eles trocam as cordas sempre que percebem que o som não é mais o mesmo.


27 junho 2011

Curso Prático de Violão - Método passo a passo para aprender violão


   O novo livro de Raphael Maia "Curso Prático de Violão" 2a. Edição, já está nas melhores livrarias e bancas de revistas do Brasil. O livro é um lançamento da editora Universo dos Livros e é um método passo a passo para aprender a tocar violão.  Nesta versão atualizada do livro que é sucesso de vendas em todo Brasil, entre outros assuntos, são explicados em detalhes os macetes de afinação, aprendizado de acordes, exercícios para as mãos esquerda e direita, ritmos, técnicas de solo, tablaturas, exercícios com escalas e muito mais.

     

25 maio 2011

Inversão de acordes


   Fazer a inversão de um acorde significa colocar na base desse acorde, ao invés da nota fundamental, a mediante ou a dominante.  Por exemplo: O acorde de Dó (C) é formado por: Dó, Mi e Sol. Sua primeira inversão, é em Mi, sua segunda inversão é em Sol e sua terceira inversão é em Si, e o que isso significa?
Mi, Sol e Si correspondem, respectivamente à TERÇA, QUINTA e a SÉTIMA de Dó.

   As inversas devem ser adicionadas as notas originais, ou, as notas originais devem ter o baixo na nota inversa. Exemplos: Existem duas notações:

1ª Notação
   Quando temos algo parecido com X/Y, onde X é uma nota qualquer e Y é outra nota qualquer.

 Exemplos:
 G/A   Em/B  F#/E


2ª Notação
   Quando temos algo parecido com X/N onde X é uma nota qualquer e N é um número qualquer.

 Exemplos:
 C/7   D7/9   E7/11


Observe:

G/D
Um Sol com baixo em Ré, analisando a nota, descobrimos que Ré esta no quinto grau da escala de Sol, ou seja, sua 2ª inversão.

Em/B
Mi menor com baixo em Si, Si também é a Quinta de Mi menor, portanto também é a 2ª inversão.

C/D

  Já o Dó com baixo em Ré, é uma outra nota, não é uma inversa, pois a inversa deve ter baixo ou na TERÇA, na QUINTA ou SÉTIMA.  Analisando esta nota, chegamos a conclusão que o Ré, é a NONA de Dó.
   Procure sempre praticar e estudar no seu violão ou na sua guitarra, os acordes e suas inversões. Observe sempre a montagem do acorde e as notas utilizadas para a construção do mesmo, e procure obter de cada acorde a melhor sonoridade possível.

13 maio 2011

Os cuidados ao tocar com a palheta

  Nunca esqueça o modo correto de segurar a palheta, pois muitas vezes este é o motivo principal de não se tocarem as cordas certas. Como na maioria das vezes, os guitarristas sempre fazem opção pelo uso da palheta , é importante tomar cuidado para que as palhetadas ao tocar os acordes, não toquem nas cordas que devem ser evitadas. Como por exemplo, no caso do acorde de FÁ , as notas a serem tocadas estão em uma das extremidades do encordoamento, isto é, nas quatro cordas mais graves ou nas quatro cordas mais agudas, fica mais fácil palhetar.  Porém quando usamos as quatro cordas  "do meio" do encordoamento os cuidados devem ser redobrados. As notas das cordas que ficam soltas quase sempre não pertencem ao acorde e soariam em choque com as demais. Então, preste muita atenção na construção dos acordes ao utilizar a palheta quando estiver tocando e praticando com a sua guitarra ou com o seu violão.


05 maio 2011

Como cifrar os acordes


  Cifra é o termo mais comum da simbologia internacionalmente usada que representa a nomenclatura dos acordes. Esta simbologia é feita através de letras números e sinais. O processo de cifragem dos acordes é baseado nas letras maiúsculas que  representa o nome das notas em inglês (A=Lá, B=Si, C=Dó, D=Ré, E=Mi, F=Fá e G=Sol), seguido de um complemento representado por sinais, letras ou números, que indicará a estrutura do acorde como: intervalos formado entre a nota fundamental e cada uma das outras notas e se o acorde é fundamental ou invertido.  A letra maiúscula inicial indica a nota fundamental, a partir de onde o acorde será construído, ou seja, a sua nota tônica, que também será a nota  mais grave. Quando esta nota for alterada, o sinal de alteração deve aparecer logo ao seu lado direito (Ex.: A#, Bb). O processo inicial de cifragem é baseado nas estruturas das tríades.

      A letra maiúscula sozinha, ou seja, sem o complemento representa a  tríade maior (T 3M 5j).

      Ex.: A = Lá Maior / F# = Fá Sustenido Maior

      A letra maiúscula seguida do complemento m (minúsculo), representa a tríade menor (T 3m 5j).

      Ex.: Am = Lá Menor / Bbm = Si Bemol Menor

       A Letra maiúscula seguida dos sinais dim ou °, representa a tríade diminuta (T 3m 5dim).

      Ex.: Cdim ou C° = Dó Diminuta / Dbdim ou Db° = Ré Bemol Diminuta

       A Letra maiúscula seguida do sinal + , aum, ou #5, representa a tríade aumentada (T 3M #5).

      Ex.: E+ ou Eaum ou E(#5) = Mi Aumentado / C#+ ou C#aum ou C#(#5) = Dó sustenido aumentado.

    Os exemplos que vimos acima é a representação das tríades em sua formação fundamental, ou seja, com a sua tônica no baixo. Para representarmos que a nota mais grave não será a tônica usamos colocar uma barra após a cifra do  acorde e indicamos que nota será o baixo do acorde.

      Exemplos:
      C/E = Dó Maior com baixo e Mi
      F#m/C# = Fá Sustenido Menor com baixo e Dó sustenido
      G+/D# = Sol Aumentada com baixo em Ré Sustenido

  Lembre-se de procurar sempre memorizar os nomes de todos os acordes estudados ao praticar no seu violão ou em sua guitarra.

29 abril 2011

Os acordes relativos

  Popularmente diremos que acordes relativos são acordes que possuem o som parecido com o de outro acorde. Existem alguns acordes que exigem mais prática e habilidade para serem feitos rapidamente, alguns usam pestana outros exigem uma abertura de dedo muito grande, ou seja, tudo que os iniciantes no estudo do violão ou da guitarra querem evitar! Este acordes podem ser substituídos pelos seus respectivos acordes relativos. Como os acordes maiores são formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a QUINTA (notas da escala maior), os que possuam a terça e a quinta iguais são chamados de relativos. Note que a primeira nota nunca será igual, pois seria o mesmo acorde.
  Abaixo temos os acordes maiores e seus acordes relativos menores:

   A    F#m
   B    G#m
   C    Am
   D    Bm
   E    C#m
   F    Dm
   G    Em


  Em termos práticos podemos variar uma progressão de acordes, trocando alguns dos acordes maiores por seus relativos menores. Não só os acordes,  mas também as escalas maiores tem suas relativas menores, como exemplo: A escala de Lá Menor é relativa da escala de Dó Maior. Pratique no seu violão ou na sua guitarra todos os acordes naturais e seus relativos e procure perceber a semelhança na sonoridade, faça este estudo também com as escalas, pois com certeza, isto será muito importante para o seu desenvolvimento musical.

07 abril 2011

A limpeza da guitarra


  Manter a limpeza de seu instrumento é um dos fatores mais importantes para que a qualidade dure por um maior tempo. Existem à venda produtos específicos para limpeza de instrumentos, corpo, escalas, cordas, etc. Recomendo que use sempre o material recomendado pelo fabricante (que pode variar conforme o tipo de acabamento e material do instrumento). A maioria dos fabricantes recomenda cera de carnaúba para limpeza do corpo e escala e a mesma pode ser encontrada em boas lojas de música. Nunca passe qualquer produto num instrumento. Antes de limpar seu instrumento com algum produto, consulte algum técnico no assunto para que ele mostre a sua opinião sobre o material de limpeza adequado.

 Jamais use produtos abrasivos (como cera de carro) ou solventes. Na falta de material adequado use um pano seco ou um pano levemente umedecido. Aconselho a limpeza total do instrumento quando você for trocar o encordoamento pois fica mais fácil de se limpar todo o equipamento, principalmente a escala.

  Se algum parafuso estiver enferrujando ou se já estiver enferrujado, retire-o de seu instrumento e passe esponja de aço seca no parafuso. Você pode passar na escala, lustra-móveis como poliflor. Para partes de difícil acesso utilize um cotonete.

  E para complementar o trabalho, no final passe em todo o instrumento uma flanela seca que não solte muitos "fiapinhos". Sempre que acabar de tocar passe um pano seco nas cordas para retirar a sujeira e células mortas de seus dedos, assim elas irão durar mais tempo e enferrujarão mais tarde. Lembre-se: Mantendo sempre as cordas limpas e novas, a qualidade do som é bem mais destacada.

06 abril 2011

Cuidados com o instrumento musical e o equipamento


  Você que toca um instrumento musical ou pretende comprar um, deve dar muita atenção a ele. Até mais do que você pensa. Abaixo estão algumas dicas para que seu violão ou guitarra dure bastante tempo em suas mãos sem ter grandes problemas com o mesmo.

   Nunca deixe seu instrumento musical jogado em um canto qualquer de sua casa. Procure limpá-lo antes de guardar. Guarde de preferência e em um case ou numa capa própria para o equipamento. Se você toca todos os dias, compre um apoio próprio para o seu instrumento, assim quando você acabar de tocar, limpe as cordas e coloque seu instrumento neste apoio. Se não tiver apoio, deixe o instrumento de cordas para baixo em uma superfície, ou se for encostado em uma parede, deixe as cordas viradas para a parede.

  Nunca deixe seu instrumento no sol, mais precisamente em ambientes que se encontrem em altas temperaturas, com muito calor. O calor irá empenar o braço do instrumento.

  Nunca deixe também seu instrumento na chuva (se deixar, nunca seque-o no sol, como citado acima). A chuva ou até mesmo o sereno irá prejudicar as partes elétricas do instrumento e as cordas, pois em regiões com muita umidade, há uma grande dificuldade de afinação.

   Mantenha seu instrumento sempre limpo.

  Use cabos e conectores de qualidade, e nunca pise sobre eles. Ao enrolar os cabos para guardar, siga as formas de enrolamento que vieram quando novos.

  Nunca envolva seu pedal ou pedaleira com plástico, pois com ele, fica impossível a ventilação do equipamento. Nunca toque na chuva também.

  Verifique a voltagem do lugar que for tocar, pois caso esta seja maior do que o seu equipamento suporta, este certamente será danificado.

 Tome muito cuidado ao transportar amplificadores valvulados, eles são extremamente sensíveis.

24 março 2011

Técnicas de Guitarra


O Slide é o resultado de se fazer deslizar os dedos ao longo das cordas. Esta técnica é várias vezes utilizada como forma de adicionar emoção e sensibilidade a uma música. (Exemplo: Coloque o indicador na casa 2 da segunda corda, faça soar a nota e sem retirar o indicador do braço, e enquanto a nota soa, faça-o deslizar até a casa 9 da mesma corda). 


Por vezes é também utilizado um acessório, denominado mesmo por Slide ou Bottleneck (gargalo de garrafa), num dos dedos da mão esquerda que produz efeitos originais quando deslizado pelas cordas.

O Vibrato é o efeito que se consegue fazendo oscilar rapidamente e de um lado para o outro a ponta do dedo que prende a corda, provocando uma variação na frequência muito usada como forma de expressão. (Exemplo: Toque uma nota qualquer à sua escolha, e sem retirar o dedo dessa casa, mova a ponta do dedo rapidamente para um lado e para outro).
 

As alavancas de tremolo foram originalmente concebidas para produzir o efeito de Vibrato. Os guitarristas cedo se aperceberam da sua potencialidade para executarem também Bending (Bend) até então impossíveis com os métodos convencionais.


A Alavanca de Tremolo é uma peça mecânica que faz oscilar a ponte da guitarra, alterando a tensão e a altura do som nas cordas. As unidades de tremolo formam colocadas nas guitarras a partir de 1950, quando o seu efeito «Twang» se tornou uma imagem de marca de guitarristas como Duane Eddy, Hank Marvin e Dick Dale. Alguns guitarristas usavam-no para fazerem enormes alterações do som, o que frequentemente levava a que a guitarra ficasse desafinada quando a alavanca de tremolo regressava à sua posição normal. A solução para isso foi o sistema de encaixe para tremolo, desenvolvido pelo guitarrista Floyd Rose. O seu sistema mostrou-se tão eficaz, que as unidades de tremolo alternativas deixaram praticamente de ser usadas.