28 novembro 2010

O Violão no Brasil


Origem
  As origens do violão são incertas e desconhecidas no Brasil, mas acredita-se que veio pelas mãos dos europeus e foi, durante todo o período colonial, marginalizado pelas elites e adorado pelo povo.

Início

  Em meados do século XIX o violão acompanha os instrumentistas nas rodas de choro e os cantores nas serestas, que se estendiam por toda a noite.De história recente, seus primeiros personagens conhecidos são de inícios do século XX: Sátiro Bilhar, Quincas Laranjeiras, João Pernambuco, Canhoto, Heitor Villa-Lobos, autores das primeiras obras do repertório brasileiro.
  Em 1938 Attilio Bernardini publica Lições Preparatórias, baseado na escola desenvolvida por Tarrega e até hoje utilizado como importante método de iniciação para o instrumento.

Desenvolvimento

  Na era do rádio, destacam-se as atuações de Garoto, virtuose que integrava a orquestra da Rádio Nacional, dirigida pelo maestro Radamés Gnatalli – que compôs muitas obras importantes para o violão –; e Dilermando Reis, o famoso violonista, que acompanhava o cantor Francisco Alves e deu aula de violão para o Presidente da República.
  Em inícios dos anos de 1940, Ronoel Simões começa seu trabalho de coleta, divulgação e pesquisa de material sobre o violão, que tornou-se com o passar dos tempos um dos mais importantes e completos acervos do mundo.
  Tendo sua importância cada vez mais reconhecida na vida brasileira, em 1947 é fundada a primeira cadeira de violão num conservatório do Brasil, a cargo de Isaías Sávio, o uruguaio que se tornou figura central nessa história, de onde derivam as gerações seguintes de grandes violonistas brasileiros.

Consolidação

  Logo aparecem virtuoses adaptando e ampliando a técnica do instrumento para retratar as sonoridades do país: o universo rural revelado por Paulinho Nogueira, o vigor da música negra em Baden Powell.
Na geração seguinte surge o incrível Raphael Rabello, destacando-se tanto como solista quanto como acompanhante.
  Importante também lembrar a atuação feminina nos meios violonísticos: Josefina Robledo, Maria Lívia São Marcos, concertistas de carreira internacional, ou a compositora Lina Pires de Campos, que dedicou ao violão o premiado “Ponteio e Tocatina”. Rosinha de Valença destaca-se com uma produção mais voltada à música popular.
  Em constante crescimento, o violão passa a ser ensinado nas universidades, surgem os primeiros trabalhos científicos dedicados ao instrumento. Giácomo Bartoloni, professor de violão da Unesp, vira doutor em história com tese sobre o violão na cidade de São Paulo.

Contemporâneo

  O país conta hoje com um grande número de violonistas importantes no cenário mundial do instrumento. Dois nomes que se destacam pela amplitude de seus trabalhos são os do Fábio Zanon, intérprete premiado de obra de Villa-Lobos e do repertório contemporâneo, que realizou uma série de importantes programas sobre violão veiculados pela rádio Cultura FM de São Paulo, e Paulo Bellinati, que tem uma extensa obra composicional publicada e gravou e transcreveu em partituras a obra do violonista Garoto, num trabalho de muita repercussão.
  Três grandes expoentes do violão brasileiro têm se destacado como virtuoses do instrumento: Alessandro Penezzi, Marcel Powell e Yamandu Costa.
  Hoje, violonistas brasileiros são reconhecidos em todo o mundo: atuam nas salas de concerto tradicionais da música erudita, na música popular e nas antigas festas e ritos do folclore. A escola de violão brasileira é considerada já uma das mais ricas do mundo.



27 novembro 2010

Acordes Dissonantes


  Um acorde dissonante seria, como o próprio nome diz, um acorde que dissona ou não soa bem. Acontece que muitas vezes acontece o contrario, ele soa extremamente bem.

Formação e notação de acordes dissonantes

  Quando falamos de notação de acordes, dissemos que uma acorde maior é formado por 3 notas, 1ª, 3ª e 5ª e os menores com a 3b .Os acordes dissonantes são formados de 4 ou mais notas. Tomamos as notas normais do acorde, maior ou menor e adicionamos uma nota da escala cromática. Assim, existe por exemplo, um acorde de G com as notas normais mais um A. Ou um C com A#. Existem milhares de acordes dissonantes e se formos contar todas as inversões ainda mais. Para identificar um acorde dissonante, usamos a mesma notação dos acordes convencionais, mas adicionando à frente o número da nota da escala diatônica desse acorde. Um G com A escreveríamos G9 e leríamos sol com nona. Podemos também adicionar mais de um nota dissonante em um acorde, nesse caso separamos os números por uma barra. 
Ex.: Am com G e B à Am7/9. 
Se o acorde original for do tipo com arranjo no baixo escrevemos o acorde dissonante seguido de outra barra e o baixo. 
Ex.: Am7/9/G. (pouquíssimo uso)
Quando queremos usar notas acidentadas fora da escala diatônica do acorde usamos na cifra os sinais de + e - para indicar que devemos aumentar (+) ou abaixar (-) meio tom na nota dissonante.
Ex.: C/-5 lemos C com 5a menor. A 5a de C seria G menos 1/2 tom temos F#.
Ex.: Bm5-/7, C7+
Podemos colocar os sinais à frente ou atrás do número. Atenção para um detalhe importante. Não existem os acordes dissonantes com 1a 3a e 5a já que eles formam o acorde normal.
OBS. Como a barra (/) é usado tanto no arranjo no baixo como em dissonantes o que diferencia o acorde é uso de número ou letra após a barra.
 

06 novembro 2010

Pequeno dicionário de termos usados no estudo da guitarra e música

A

Ação - Distância entre as cordas e os trastes.
Acento - Nota ou acorde realçado ou tocado em maior volume.
Acidente -Um símbolo usado nos acordes ou notas, que indica se a nota é aumentada em meio tom (#) ou diminuída em meio tom (b).
Acorde - Efeito de duas ou mais notas tocadas ao mesmo tempo.
Acústica, guitarra - Guitarra para execução sem amplificação eletrônica.
ADT - Automatic Double Tracking ("Pista Dupla Automática"). Efeito eletrônico que consiste em reproduzir uma repetição única muito rápida, dando a impressão de que dois instrumentos tocam a mesma parte.
Amplificador - Aparelho eletrônico que majora o som produzido pela guitarra, e captado pelos captadores.
Archtop - Instrumentos que tem o tampo em forma de curva.

B

Bigsby - Fabricante de guitarras, conhecido por um modelo de tremolo.
Blues - Termo dado a um estilo musical, predominantemente negro, dos EEUU.
Bottleneck - Literalmente, "gargalo". Técnica de execução de acordes ou notas isoladas pelo deslizamento (sliding) de um tubo demetal ou vidro pelas cordas. O mesmo que Slide.
Bridge - Ponte. Mecanismo onde as cordas da guitarra se fixam no tampo do intrumento.
Bypass - Muitas unidades de efeito, tem um botão que acionado, permite que o sinal, passe direto (o som não é processado), sem sofrer nenhuma alteração.

C

Capo - Dispositivo em forma de garra fixado sobre a escala do braço para possibilitar o uso de acordes de corda solta nos diversos tons ou chaves.
Captador - Transdutor eletromagnético que converte as vibrações das cordas em impulsos elétricos, amplificanso-os.
Cavalete - (Bridge) Dispositivo ajustado ao corpo da guitarra para suportar e conduzir as cordas a seus lugares.
Chorus - Efeito baseado em delay que simula eletronicamente dois ou mais instrumentos tocando o mesmo trecho. As variações na altura ou no tempo são usadas para dar um efeito mais realista.
Clássico - Um clássico, é algo que se perpetua por si só. Como a Les Paul ou a Stratocaster são guitarras clássicas.
Compressão - Efeito eletrônico que reduz o volume das notas agudas e amplia o das mais suaves e graves.
Cravelha - Dispositivo mecânico para controlar a tensão e, por conseguinte, a altura de uma corda.
Cromática - Uma escla cromática, é uma escala completa, incluindo todos as doze notas.

D

Damping - (Abafamento) Técnica usada para silenciar uma corda ou várias. Pode ser usada para impedir que uma nota ou acorde ressoe de modo indesejável, ou como efeito.
Dedeira - Ver Palheta.
Dedilhado - Técnica de execução com a mão direita onde as cordas cão sendo feridas pelos dedos um de cada vez.
Delay - Quando um som se reflete, ouve-se uma repetição atrasada, ou eco. Este efeito costuma ser produzido pela unidade eletrônica digital de delay.
Diatônica - Uma escala diatônica, é aquela composta por 7 notas (maior ou menor).
Distorção - Efeito eletrônico usado no rock, onde o vloume é ampliado pesadamente na pré-amplificação ou por efeito eletrônico.
Dobro - Tipo de guitarra acústica construída com um tampo ressonador metálico para ampliar o volume e o sustain. Também conhecida como ressonador.
Dominante - É a nota do 5.º de uma escala.
Dreadnought - Guitarra acústica de corpo grande e cordas de aço, em geral usada em música country e rock.

E

Efeitos - O resultado de algumas formas de processamento do som.
Efeitos Digitais - Muitos efeitos podem ser produzidos digitalmente. Quando se usa um efeito digital, o sinal da gutarra é convertido em códigod binário, processado e depois convertido a impulsos elétricos.
Eletroacústica, guitarra - Uma guitarra (ou violão) que se pode tocar acusticamente ou ligar a um amplificador..
Equalizador Gráfico - Um equalizador que tem como características, a divisão das freqüências do som (através de uma escla), é possível acrescentar ou diminuir somente uma freqüência, sem interferir em outras.
Expander - É o oposto do Compressor.

F

Feedback - Ver Microfonia.
F-hole - Buraco no tampo de algumas giutarras em forma de f.
Fingerboard - Lugar onde se acomoda os dedos da mão esquerda (parte de cima do braço).
Flanger - Também um efeito baseado no Delay, porém, aqui existe alterações na altura do som (afinação). Originalmente, concebido com fitas magnéticas, hoje é encontrado em unidades digitais.
Flat-top, guitarra - Guitarra de cordas de aço com tampo do corpo plano ou chato.
Freqüências - Número de cilcos por segundo de uma determinada nota.
Fuzz, caixa de - Unidade de pedal para criar distorção ou, mais exatamente, saturação.

G

Guia de cordas - Suporte de osso, plástico ou outro material, para as cordas no final da escala em direção à haste das tarrachas.

H

Hammer - Técnica que consiste em "martelar" o braço da guitarra com os dedos da mão esquerda.
Harmonizer - Também comhecido como "pitch shifter", este efeito é capaz de dobrar a nota da guitarra. Programando, quando o guitarrista tocar a nota C (por exemplo), o Harmonizer dobra com a 5.ª (G).
Haste das cravelhas - Parte superior no fim do braço da guitarra, onde ficam as cravelhas e as tarrachas das cordas.
Haste de suporte do braço - Haste de metal que atravessa na longitudinal o braço da guitarra, por trás da escala, reforçando-o contra a tensão das cordas.
Headstock - Parte da guitarra onde se acomodam as tarrachas de afinação.
Humbuckers - Captadores eletrônicos de bobinas duplas, que dão um som mais espesso e "grosso", muito apreciado no rock.


L

Lead, guitar - Termo que designa o guitarrista principal.
Leslie, Gabinetes - O Leslie éum alto falante torativo, feito originalmente para ser usado em órgãos. Em 1960, jimi Hendrix, usou um alto falante Leslie em sua guitarra. Hoje esse efeito é obtido digitalmente.
Luthier - Um construtor de guitarras ou intrumentos musicais.

M

Microfonia - Som produzido quando um captador ou microfone recolhe seu próprio sinal de um alto-falante e o reamplifica. Algumas vezes é usada como técnica em solos de rock.
MIDI - Musical Instrument Digital Interface ("Interface Digital de Instrumentos Mudicias"). Linguagem eletrônica que permite a apare;hos equipados de modo semelhante, como sintetizadores, seqüenciadores, mesas de mixagem e baterias eletrônicas, se intercomunicarem.
Multi Efeitos - São aparelhos capazes de produzir variados tipos de efeitos. Pode se programar um tipo de som, mesclando vários efeitos e armazaná-lo para utilização futura.


O

Oitava - Intervalo de 12 semitons.

P

Palheta - Dispositivo, em geral de plástico, usado para ferir as cordas. Um tipo específico é a dedeira, usada em guitarra de folk ou country e na música sertaneja brasileira.
Panning, ou Panpot - É um recurso dos dons emitidos em estéreo, que permite mandar para um só canal o som.
PA, sistema - Sistema de public addres (direcionamento ao público) ou de amplificação eletrônica usado ao vivo.
Pedais ou Pedaleira - Unidades eletrônicas controladas com o pé, instaladas entre a saída da guitarra e a entrada do amplificador, para processar o som de vários modos.
Pentatônica - Uma escala de cinco notas.
Pickguard - Peça em plástico resistente, para proteger o acabamento da guitarra (escudo).
Pickup - O mesmo que captador.
Placa de arranhadura - Placa de plástico para proteger a giutarra das palhetadas.
Plectrum - O mesmo que palheta.
Pré-Amplificador - Ajuda a aumentar o sinal da guitarra antes de entrar no amplificador, propriamente dito. É muito usado para se obter distorções.


R

Reverb - Uma unidade de Reverb, simula o desenvolvimento natural de um som tocado em certo ambiente. Pode simular um grande salão, ou uma pequena sala, variando com a programção.
Riff - Seqüência repetida de notas, que caracterizam a música. Usada regularmente pelos guitarristas de rock.

S

Sinal de tempo - Símbolo composto de dois números no início de uma partitura. Indica o número de tempos e seu valor dentro de cada compasso.
Sintetizador de guitarra - Guitarras projetadas e constrúidas com sistemas instalados para produzir alterações radicais de som, ou as equipadas com MIDI para controlar sintetizadores externos, baterias eletrônicas ou efeitos de processamento de som.
Slide - Ver Bottleneck.
Solid-state - Amplificadores equipados com transistores.
Soundboard ou tampo - Parte da frente do corpo da giutarra sobre a uqal se instala o cavalete (bridge). cortada em separado, como nos violões, é chamado tampo.

T

Tapping de trastes - Técnica de excução em que tanto a mão esquerda como a direita são usadas para apertar as notas contra os trastes. Às vezes é chamada tapping de dedos.
Tempo - Velocidade de uma peça musical.
Tone-Pedal - Ver Wah-Wah.
Traste - Tiras de metal colocadas a intervalos ao longo do braço da guitarra.
Tremolo - É a popular alavanca (ex.: Floid Rose). Mecanismo que permite alterar a afinação da guitarra durante a performance.


V
Vávula - Tubo de vidro com um cátodo e um ánod, usado em equipamentos eletrônicos.
Violão - Ver Acústica, guitarra.
Vibrato - Dispositivo mecânico para alterar a altura de uma corda ao ser tocada. Também uma técnica de tocar onde se usam um ou mais dedos da mão esquerda para dar uma oscilação menor na altura do som.
Volume, Pedal de - Pedal que permite a mudança do volume do instrumento, durante a performance. É acionado com os pés.


W
Wah wah, pedal - Unidade de acionamento por pedal que pode ser usada como controle de tonalidade ou pressionada para obter o típico som de "wah".

 

13 outubro 2010

Manutenção das cordas


   Com o passar do tempo, as cordas do violão perdem um pouco da qualidade do som. É necessário trocá-las de acordo com um princípio simples: uma (corda velha) por uma (corda nova). Nunca retire todo o encordoamento do instrumento, isso fará a caixa acústica do violão sofrer com a falta de pressão antes exercida pelas cordas. Este fato é observado, quando são colocadas novas cordas. A afinação ira demorar mais do que o normal para se manter inalterada. O tempo útil de cada encordoamento vária de acordo com a qualidade da corda, uso, limpeza, clima favorável, alem de outros fatores.

Importante
 
Nunca deixe cordas enferrujadas em sua guitarra, a ferrugem pode atingir outras partes metálicas do instrumento como os captadores. 



24 novembro 2009

Tríades e Tétrades (acordes de 4 vozes)


As Tríades
  Chamamos de Tríade as notas 1, 3 e 5 de uma escala. Estas notas quando tocadas em conjunto formam os Acordes Básicos (Acordes formados com tríades).

  Chamamos de acorde quando tocamos 2,3 ou mais notas simultaneamente (ao mesmo tempo). Sendo assim , se ilustrarmos esta ideia com a escala de dó maior teríamos:

C D E F G A B Notas da escala: 1 2 3 4 5 6 7

Tríade.........C E G

   Tocadas ao mesmo tempo formam o Acorde de Dó Maior. Se fossemos expressar com as "cifras" vistas anteriormente , usaríamos a letra "C" que conforme já vimos significa "Dó" ( Neste caso Dó Maior) Todos os acorde de três vozes (é assim que São chamados os acordes baseados em tríades) são formados desta mesma maneira.

Acordes De 4 Vozes Já os acordes de 4 vozes, são formados pela tríade + Uma nota (ou seja as três notas da tríade + uma nota). Acordes de 4 vozes - (com a sétima) Como exemplo vejamos o acorde de "dó Maior c/ sétima maior" que expresso em cifras é representado assim: "C7M". Ele é construído com as notas na tríade + a sétima nota da escala. 

Veja exemplo: 

Escala de dó maior - Do re mi fá sol la si Em cifras - C D E F G A B 

Notas da Tríade- 1 3 5

Notas da tríade + 7.a nota da escala - 1 3 5 7

Notas que estão no acorde de Dó Maior Com sétima Maior (C7M) - do mi sol si

Podemos tocar estas notas como acorde ou como arpejo.

Qual a diferença entre Acorde e Arpejo? Chamamos de acorde quando tocamos as notas "ao mesmo tempo" e chamamos de arpejo quando as tocamos uma por uma.

Quando é acorde e quando é arpejo? A diferença entre acorde e arpejo não está portanto nas notas, mas na maneira como as tocamos em nosso instrumento.


04 novembro 2009

Escalas Pentatônicas (Parte 2)


  Vamos começar a chamar as escalas pentatônicas de "pentas", pois é um termo abreviado e bastante usado. Para começarmos é necessário saber que existem penta menor e penta maior, porém a mais conhecida é a menor. Isso já é o necessário para que você comece a estudar a escala pentatônica. É importante salientar que para que esse estudo comece, o ideal é o praticante já ter alguma iniciação no instrumento. 

Pentatônica Menor  

 Formação das Pentatônicas Menores: Tonica, 3ªm, 4ªjusta, 5ª e 7ªm. 
 Vejamos o exemplo da Penta Menor de A(lá): 
 Tonica: A(lá) 3ªm: C(dó) 4ªjusta: D(ré) 5ª: E(mí) 7ªm: G(sol), ficando no braço do instrumento da seguinte forma: 

e--------------------------5-8- 
B---------------------5-8------ 
G----------------5-7----------- 
D-----------5-7---------------- 
A------5-7--------------------- 
E-5-8-------------------------- 
A C D E G A C D E G A C 

  Repare que as notas se repetem até acabar as cordas. Para achar a penta de outra nota basta repetir o processo. 
Vejamos o exemplo da pentatônica de E{mí): 
Tonica: E(mí) 3ªm: G(sol) 4ªjusta: A(lá) 5ª: B(sí) 7ªm: D(ré), ficando no braço do instrumento da seguinte forma:

e--------------------------0-3- 
B---------------------0-2------ 
G----------------0-2----------- 
D-----------0-2---------------- 
A------0-2--------------------- 
E-0-3-------------------------- 
E G A B D E G A B D E G 

  Repare que, novamente, as notas se repetem até acabar as cordas.

02 novembro 2009

Escalas Pentatônicas (Parte 1)


ESCALA PENTATÔNICA
  É uma escala de 5 sons usada no "ROCK" e alguns estilos de musica "Blues", sendo mais empregada como melodia.
Há três formas: Maior, Menor e Dominante. 

ESCALA PENTATÔNICA MAIOR
  É derivada do Círculo das Quintas no sentido horário, a partir da tônica.
  Exemplo Escala Pentatônica maior de DÓ = DÓ- SOL- RÉ- LÁ e MI.
Quando as notas são ordenadas dentro de uma oitava, formam a sequência: DÓ - RÉ- MI - SOL - LÁ
REGRA: Escrever a escala Maior e retirar os IV e VII Graus.
 
ESCALA PENTATÔNICA MENOR 
 É derivada do círculo das quintas, iniciando-se na Terça menor, no sentido horário.
 Exemplo: Escala Pentatônica menor de DÓ = MIb - SIb - FÁ- DÓ - SOL
 Ordenadas dentro de uma oitava = DÓ- MIb- FÁ- SOL- SIb 
REGRA:  Escrever a Escala Menor Natural sem os II e VI Graus ou notas do acorde menor com sétima mais o IV Grau. 

ESCALA PENTATÔNICA DOMINANTE 
  Também derivada do círculo das quintas, como a pentatônica maior, exceto pelo VI, que é substituído pela sétima menor.
 REGRA: Escrever a Escala Pentatônica Maior e substituir o VI grau pela sétima menor.

02 outubro 2009

Pick Slide (Slide com Palheta)

  Pick Slides são usadas com guitarra elétrica com amplificação para produzir um som alto e arranhado. Para produzir esse som, pegue a parte de trás da sua palheta e comece perto da ponte, perto dos captadores. Esfregue sobre a corda deslizando até o início do braço da guitarra e você irá produzir um som arranhado. Esta técnica é melhor realizada com as cordas mais grossas.

Experimente com a corda E.

E -----------------------------------------
B -----------------------------------------
G -----------------------------------------
D -----------------------------------------
A -----------------------------------------
E ---------X \ ---------------------------


  Não haverá notas pressionadas na escala. Use a sua mão esquerda para segurar o braço da guitarra e a sua mão direita para deslizar a palheta sobre a corda. Você tem que usar um movimento rápido quando fizer o pick slide. Realmente, não há regras sobre aonde começar e parar no braço da guitarra. Faça o que soar melhor para você.

23 setembro 2009

Mão Direita e Mão Esquerda

A Mão Direita 
 O dedo polegar. quase sempre tocará as cordas 6 (Mi), 5 (La) e 4 (Re). Para uma melhor reprodução do som podemos utilizar uma dedeira, que pode ser adquirida em qualquer casa do ramo. Devemos lembrar que o uso de palhetas evita que tenhamos que deixar as unhas da mão crescer, mas ao mesmo tempo pode-se dizer que a reprodução dos sons que os dedos indicador, médio, anular e mínimo poderá ser melhorada com o uso das unhas compridas. 

A Mão Esquerda 
 Nesta mão o polegar só trabalha como apoio, o que como o dedo mínimo da mão direita não quer dizer que seja proibido utiliza-lo. Temos conhecimento que alguns guitarristas utilizam este dedo para pressionar as cordas por cima do braço. Já no violão clássico este dedo permanece como apoio e se possível  sempre no centro posterior do braço do violão.
 
  O número  1 corresponde ao dedo Indicador, 2 corresponde ao dedo Médio, 3 corresponde ao dedo Anular, 4 corresponde ao dedo Mínimo. No início de nossos estudos, pelo fato destes dedos ainda não estarem acostumados , poderemos recorrer as cordas de náilon, para facilitar a reprodução dos sons sem fazer esforços demasiados, mas com o tempo veremos que todas as dificuldades iniciais serão superadas.

10 setembro 2009

Temperamento

  Em quantas partes se pode dividir uma oitava? Ou quantas notas se pode ter num intervalo de uma oitava? Historicamente, diversas culturas desenvolveram os seus próprios conceitos e regras para a organização dos sons e a escala sempre esteve presente como a organização das alturas. 
  Na cultura ocidental, o ponto de partida para o desenvolvimento das escalas e para a base teórica foi dado na Grécia Antiga. Pitágoras estudou os modos de vibração de uma corda estendida (instrumento monocórdio) e descobriu a relação matemática entre os harmônicos. 
  Os primeiros sistemas de afinação foram baseados nos fenômenos relacionados com a série harmônica. Eles baseavam a relação das alturas nas razões dos diversos intervalos obtidos na série harmônica. A cultura ocidental acabou por dividir uma oitava em 12 partes iguais (sistema de temperamento igual), como nos instrumentos digitais.
  É importante salientar que, na prática, dependendo do instrumento e da técnica instrumental utilizada, não se tem a precisão de dividir minuciosamente a oitava em 12 partes (notas) de igual tamanho, portanto, jogamos sempre com uma “precisão relativa” no que diz respeito ao temperamento. 
  Instrumentos de afinação fixa ou “temperados” são aqueles em que o menor intervalo é o de 01 semitom. Alguns exemplos: violão, guitarra, cavaquinho, piano, teclado, viola caipira, contrabaixo (com trastes), acordeon, ... Instrumentos “não temperados” são aqueles que não tem uma afinação fixa e os seus intervalos podem ser menores que 01 semitom. Alguns exemplos: violino, violoncelo, contrabaixo (fretless), flautas doces, cítara (indiana), ...

18 agosto 2009

Percepção Musical

   A música é sem dúvida, uma das mais interessantes e criativas manifestações do espirito humano. Apesar das diferenças entre uma filarmônica e um show de rock, ambos tem a mesma base: a escala musical. Além da beleza das músicas que pode produzir, a seqüência dó, ré, mí, fá, sol, lá, sí, dó, guarda dentro de si as relações matemáticas, associadas ao som correspondente a cada nota musical. 
  O som é produzido por objetos em vibração como, por exemplo as hastes de um diapasão, o diafragma de um alto-falante ou ainda uma corda esticada e depois dedilhada. Ela vibra e produz um som. Mas nem sempre o que nós ouvimos pode ser considerado um som, ele pode ser assim dividido: 
Som - é o resultado de uma frequência constante, ou seja, uma vibração regular.
Ruído - é o resultado de uma frequência não constante, ou seja, irregular.
  A percepção que nossos ouvidos têm desse som depende do número de vibrações por segundo. Para melhor demonstrar isso, tomaremos como exemplo o violão. A nota é diferenciada pelo número de vibrações da corda. A esse número de vibrações damos o nome de frequência ou tom. A escala musical correspondente, na realidade, a um conjunto de frequências que identificam as diversas notas musicais.     
    Concluindo, todo e qualquer barulho é uma nota, e sua classificação dependerá do número de vibrações.


09 agosto 2009

Introdução ao Blues

  Muito se tem escrito e falado sobre a origem do Blues que, evidentemente, permanecerá incerta para sempre. Não obstante é possível traçar algumas de suas mais significativas influências, quais sejam, os cantos de trabalho e os "hollers" (lamentos). Os cantos de trabalhos eram tipicamente utilizados por negros trabalhando em grupos no sul dos Estados Unidos, particularmente no Mississipi e Louisiana. Um solista cantava frases curtas que eram então repetidas pelo conjunto dos demais trabalhadores. Estas frases eram emitidas de forma mais ou menos lenta e ritmadas, na verdade no ritmo em que se desenvolvia o trabalho. Você provavelmente já deve ter visto isso em algum filme (especialmente aqueles que apresentam um grupo de presos trabalhando na beira de alguma estrada do Mississipi). 
  Os "hollers", por outro lado, eram produzidos por indivíduos normalmente sozinhos e, por isto, os cantos eram bem mais altos. As atuais canções que se ouve nas igrejas negras protestantes do Estados Unidos ("spirituals") são claramente inspiradas neste estilo. Na musica africana, aonde evidentemente encontram-se as raízes do Blues, a escala musical é pentatônica, ou seja, constituída por apenas 5 notas musicais. Escalas pentatônicas são ainda hoje, principalmente devido a sua relativa simplicidade, utilizadas por músicos dos mais diversos, inclusive no estilo Blues. 
 Quando se interpretavam as canções de trabalho, ou os "hollers", sem acompanhamento instrumental, como deve ter acontecido no principio quando os negros as cantavam no campo, a diferença entre a escala africana (pentatônica) e a escala européia, que contem 7 notas musicais (a chamada escala diatônica, que poderia ser também denominada heptatônica), não trazia consigo qualquer problema. Entretanto, quando se tentava acompanhar estas mesmas canções com instrumentos musicais europeus, construídos para a escala diatônica, o conflito era inevitável. Tal conflito gerou o que hoje se conhece por blue notes, que são consideradas uma tentativa dos músicos afro-americanos de tocar exatamente aquilo que cantavam. Estas “blue notes” são normalmente a III e a VII da escala, que são tocadas com aumento ou descida de meio tom. 
  Outro aspecto interessante é a de que no Blues normalmente não se encontram canções inteiramente no modo menor. Não obstante, os solos podem ser amiúde realizados numa escala menor, o que contribui para dar a este estilo musical uma conotação dúbia ou incerta. Uma conotação Blues, diriam os mais puristas.


13 julho 2009

Escala Cromática


É uma escala onde as notas sucedem-se única e exclusivamente por semitons.

Exemplo: 
Dó, Dó#, Ré, Ré#, Mi, Fá, Fá#, Sol, Sol#, Lá, Lá#, Si. Dó. 

Válido também na ordem decrescente: 

Dó, Si, Sib, Lá, Láb, Sol, Solb, Fá, Mi, Mib, Ré, Réb, Dó.

04 maio 2009

A postura no violão

   Para o violão popular não há uma posição padrão como há no violão clássico. Sentado o violonista apóia o violão sobre a perna esquerda, que devera estar apoiada em banquinho de mais ou menos vinte centímetros. 
  O dedo polegar da mão esquerda deve permanecer sempre que possível no centro posterior do braço do violão Mas devemos observar algumas coisas necessárias a um melhor desempenho futuro. Se por acaso você quiser tocar de pé, será necessário que você adquira uma correia, que você poderá comprar em qualquer casa de venda de instrumentos musicais, esta correia deve ser bem larga para evitar que tenhamos dificuldades em permanecer durante um tempo muito longo com o instrumento pendurado devido a dores no ombro. 
  Segure o instrumento de forma que sua coluna permaneça reta, ou seja, evite curvar-se para ver as casas no braço do violão, e se você ainda vai realizar compra de um violão, observe que em alguns violões os botões ficam na parte superior do braço justamente para que você localize as casas sem ter que olhar diretamente para as casas. Quando tocar sentado evite se apoiar sob o violão, permaneça com a coluna reta sempre evitando olhar para o braço do violão.


29 abril 2009

A guitarra e o violão clássico

  
 A guitarra convencional de seis cordas teve origem na Itália, por volta de 1780. Em meados do século XIX, o fabricante de guitarras espanhol Antônio de Torres, produziu um instrumento maior, cujas dimensões e estrutura são ainda usados hoje. No final do século passado, Francisco Tárrega definiu grande parte do que se considera hoje como as técnicas clássicas de execução. Contudo coube talvez ao virtuoso Andrés Segóvia, mais que a qualquer outro, a responsabilidade pela aceitação da guitarra ou violão como instrumento clássico.

28 abril 2009

Violão e Guitarra - As origens

  É difícil traçar as origens da guitarra - ou violão (o português é talvez a única língua com duas formas, violão e guitarra, usadas como conceitos distintos de instrumentos). Um instrumento em forma de 8 já era utilizado no século XIII, mas supões-se que precursores da guitarra já existiam na Babilônia e no antigo Egito. As primeiras guitarras desse nome surgiram no Renascimento, mas eram consideradas inferiores a outros instrumentos de cordas como o alaúde. Embora parecidas com as de hoje, essas primeiras guitarras eram bem menores e tinham quatro "cursos" - jogos de cordas duplas - de tripas de carneiro.

12 março 2009

A Mão Esquerda

  A função da mão esquerda é pressionar as cordas junto as trastes, para que produzam as notas desejadas. Antes que sua mão direita toque as cordas, a mão esquerda já deve estar em posição, demarcando uma série determinada de notas. A mão esquerda pode ser usada também para abafar determinadas notas que não combinam com o acorde que está sendo tocado.   A técnica clássica é manter o polegar sempre no meio da largura do braço. Com isso, fica sempre um espaço livre entre o braço do violão e a palma da mão. O punho fica ligeiramente dobrado, deixando os dedos descansar confortavelmente sobre as cordas. O polegar, oposto aos demais dedos, funciona então como apoio para que as ponta dos dedos apliquem a pressão exata sobre as cordas. 
 Essa posição permite o máximo de precisão, fidelidade e rapidez. Muitos instrumentistas colocam o polegar bem mais alto nas costa do braço, encaixando a palma da mão. É um hábito tentador, pois dá mais apoio para as técnicas de rock. Para tocar uma única nota com clareza, sem encostar em nenhuma outra corda, seus dedos devem estar arqueados, com a ponta formando quase uma perpendicular com o braço do instrumento. Por isso, o comprimento das unhas não pode ultrapassar o do dedo. Com unhas muito compridas fica mais difícil pressionar a corda com firmeza. O dedo acaba então saindo da perpendicular e pode abafar a corda vizinha.
  Ao pressionar uma corda, coloque o dedo um pouco antes do traste (nunca em cima, imediatamente após ou a meio caminho entre dois trastes). O comprimento de vibração da corda será a distância entre o último traste e o cavalete. Use apenas a pressão necessária para que a nota soe com clareza. 
 Pressão demais cansa os dedos e cria tensão na mão, dificultando a passagem de uma posição a outra.

20 fevereiro 2009

Técnicas de Abafamento

  Abafamento com a palma da mão é uma técnica importante usada primariamente ao tocar Guitarra elétrica. Esta técnica pode ser usada na guitarra acústica também. Esta aula irá cobrir a técnica de abafamento em 2 maneiras. Uma das maneiras é usado para conseguir o som muito usado em Heavy Metal. 
  A segunda maneira, a mais importante, é mostrado como a palma da mão é usada para abafar notas que você não quer que apareçam, principalmente quando você está tocando usando efeitos de distorção e ganhos. Por este motivo que nesta aula os estudos serão direcionados para a guitarra elétrica. 
  Para abafar com a palma, coloque a palma da sua mão direita perto da ponte da guitarra enquanto toca algumas nota.Use a parte da palma abaixo do polegar. Toque as notas abaixo usando palhetas para baixo. Assegure-se que a guitarra está plugada no amplificador e você esteja usando uma distorção pesada.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D ---------------------------------------------------------------------
A ---------------------------------------------------------------------
E --0-0-0-0--0-0-0-0--0-0-0-0--0-0-0-0--------------------------
........----------------P.M.---------------------------------------------

  Abafamento da corda E é muito utilizada no Heavy Metal e no Rock. Também é usado na corda A solta. Agora use o abafamento com a palma fazendo o acorde de F#. Ao tocar o acorde, use palhetadas para baixo e gradualmente levante a palma da mão da ponte em ritmo lento até o acorde parar de soar. Finalize tocando um power chord em E, o qual você pode deixar soar.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D ---4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4---2----------------------
A ---4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4---2----------------------
E ---2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2---0----------------------
........----------------P.M.--------------------------------------------


USANDO O ABAFAMENTO PARA SONS MAIS LIMPOS 

  Quase sempre quando se toca a guitarra, a palma da mão fica perto da ponte, então quando se precisa abafar algumas notas é só fazer uma pequena pressão na ponte.Fazendo isso, os exercícios se tornarão mais fáceis. 
 Como as cordas soltas soam por mais tempo, vamos praticar os próximos exercícios com cordas soltas e o amplificador no máximo de distorção e ganho. Após tocar cada uma das notas, abafe a corda na ponte da guitarra com a palma da mão. Comece fazendo os exercícios lentamente e vá aumentando a velocidade para você adquirir a técnica.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D --------0---------0--------0----------0----------------------------
A ---------------------------------------------------------------------
E ----0-------0---------0--------0------------------------------------

  Uma excelente maneira de se praticar a técnica é usando escalas. Toque uma escala. Antes de ir para a próxima corda, rapidamente abafe a corda tocada com a palma da mão e libere, então, vá para a próxima corda. Também faça isso quando praticar a escala no modo reverso. Experimente tocar primeiro com a Escala Pentatônica A.

E ------------------------------5-8----8-5---------------------------
B -------------------------5-8---------------8-5---------------------
G ------------------5-7---------------------------7-5----------------
D -------------5-7-------------------------------------7-5-----------
A -------5-7-------------------------------------------------7-5-----
E -5-8-----------------------------------------------------------8-5-

  Para outras escalas, verifique a teoria sobre escalas. É importante saber usar a técnica se você tem intenção de tocar solos de guitarra. De outra maneira, os solos sairão com bastante ruído. Estes exemplos poderão ajudá-lo a aprender o básico da técnica.

30 janeiro 2009

Trocando as cordas da guitarra

  Quando você for trocar as cordas da sua guitarra tenha em mente o seguinte: as cordas esticadas aplicam um certo esforço no instrumento que forçam o braço a se curvar. Para compensar isso, existe uma barra de metal dentro do instrumento chamado TENSOR que permite que se ajuste a curvatura do braço para mais ou para menos. Esse tipo de ajuste é delicado e o ideal é que esse serviço seja feito por um Luthier especializado.
  Por isso você deve evitar tirar todas as cordas do instrumento ao mesmo tempo. Se você fizer isso, a curvatura do braço vai se alterar, afetando a regulagem do instrumento.
   Você pode estar imaginando: mas na hora que eu colocar as cordas de novo o braço volta para a sua curvatura anterior, certo? Infelizmente não funciona desse jeito. A guitarra é feita basicamente de madeira, que é um material bastante temperamental e pode ser afetado por diversos fatores diferentes, como temperatura e umidade por exemplo.
  Se você ainda não ficou convencido faça esse teste: afine uma corda da guitarra e memorize bem o jeito que a tarraxa ficou posicionada. Agora, solte a corda dando umas três ou quatro voltas na tarraxa. Volte a apertar a corda de modo que a tarraxa fique na posição que você tinha memorizado e verifique a afinação da corda. Nove entre dez vezes a corda não vai estar afinada.
 Se for possível, evite também ficar variando de marca de encordoamento .Procure escolher o tipo que mais lhe agrada, leve seu instrumento para uma regulagem em um Luthier de confiança e não mude mais de marca e modelo. Por exemplo: se você prefere usar cordas D Addario XL140, toda vez que for trocá-las compre sempre D Addario XL140. Se você colocar outra marca, aquela regulagem que você pagou uma grana pra fazer pode não valer mais nada.
  Então quando for trocar as cordas da sua guitarra faça a troca uma corda de cada vez e certifique-se que a corda esteja afinada corretamente antes de trocar a próxima.Guitarras com ponte tipo Floyd Rose são problemáticas para trocar as cordas porque o sistema é flutuante. Isso quer dizer que a alavanca não tem um ponto de descanso como nas pontes tipo Fender onde a alavanca fica apoiada na madeira do instrumento quando não está sendo usada. As Floyd tanto podem ser apertadas como puxadas. 
 Quando você solta uma corda, as outras cordas restantes tem que suportar o esforço a mais gerado pelas molas da alavanca. Então você corre o risco de estourar uma corda durante a troca e dar prejuízo pro seu bolso. Uma solução interessante é você colocar um calço na alavanca antes de soltar a corda. Pode ser um pedaço de plástico fino e resistente ou um papelão duro ou então pode fazer como eu fiz: usei uma cartolina dobrada e colada com fita adesiva.

20 janeiro 2009

Cifras e Acordes

A) Acorde:
 É o conjunto de três ou mais sons ouvidos simultaneamente. No caso do acorde de Dó maior seria: Dó – mi – sol 

B) Acorde arpejado: 
   É quando as notas de um acorde são tocadas sucessivamente. No violão usa-se dizer, também, acorde dedilhado. 

C) Cifras: 
   Cifras são símbolos criados para representar o acorde de uma maneira prática. A cifra é composta de letras, números e símbolos. É o sistema predominantemente usado em músicas popular para qualquer instrumento. Em cifra os nomes lá, si, dó, ré, mi, fá e sol são substituídos pelas sete primeiras letras do alfabeto. A – lá B – Si C – Dó D – Ré E – Mi F – fá G – sol Os números e sinais usados na cifra representam os intervalos da escala, a partir da nota fundamental, em que são formados os acordes. Tomemos o exemplo do acorde C7 (#9). C quer dizer Dó. O número 7, o intervalo de sétima menor a partir da nota fundamental Dó. E o # ao lado do 9, a nona aumentada. 

D) O que a cifra estabelece: 
    Tipo dos acordes (maior, menor, 7º da dominante, 7º diminuta, etc), exemplos:

C = Dó –Mi – Sol
Cm = Dó – Mib – Sol
C7 = Dó – Mi – Sol – Sib
= Dó – Mib – Solb - Sib